CPI dos EUA acelera a 3,7% em setembro e aumenta pressão sobre juros do Fed
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Briefing
O que importa para você
- Chance de manutenção dos juros americanos em 28 de outubro caiu de 77,86% para 50,7%, segundo a ferramenta FedWatch.
- Juros mais altos nos EUA fortalecem o dólar, que subia 0,22% frente ao real, a R$ 5,034.
- Gasolina, transporte e passagens aéreas (alta de 22,4% em 12 meses) pesam no custo de vida americano.
Onde os lados concordam
- Os dados do CPI de setembro mostram aceleração, de 3,4% para 3,7% em 12 meses.
- A alta dos combustíveis, ligada à guerra no Oriente Médio, foi o principal fator.
- A inflação elevou as apostas de nova alta de juros pelo Federal Reserve.
O que ainda está incerto
- Se o Fed vai elevar os juros na reunião de 28 de outubro.
- Quanto tempo a pressão dos combustíveis dura, já que depende da guerra no Oriente Médio.
- Qual foi a alta mensal exata da gasolina: as fontes citam 9,1% e 7,1%.
A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou em setembro e chegou a 3,7% em 12 meses, impulsionada pela gasolina em meio à guerra no Oriente Médio. O dado aumentou as apostas em nova alta de juros pelo Federal Reserve na reunião de 28 de outubro.
O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, conhecido pela sigla em inglês CPI, subiu 0,6% em setembro e acelerou a 3,7% na comparação com os 12 meses anteriores. Em agosto, a taxa acumulada era de 3,4%. Os dados são do Departamento do Trabalho americano e foram divulgados nesta quarta-feira, 14 de outubro. A cobertura de centro relatou que o resultado mensal ficou em linha com a expectativa dos economistas consultados pela agência Reuters, mas que a taxa em 12 meses superou a projeção, de 3,6%.
O principal motor da alta foi o preço dos combustíveis, em meio à guerra no Oriente Médio e a interrupções no abastecimento global. A cobertura de centro e a de esquerda convergem nesse ponto, mas divergem nos números da gasolina: uma fonte registra alta de 9,1% no mês e de 34,2% em 12 meses, enquanto outra cita 7,1% em setembro com base na Administração de Informações sobre Energia. O índice de energia como um todo subiu 5,2% no mês, segundo a cobertura de esquerda.
Mesmo sem alimentos e energia, a inflação permanece resistente. O núcleo do CPI avançou 0,3% em setembro, igual ao de agosto, e passou de 2,4% para 2,6% em 12 meses. Os custos de moradia subiram 0,4% no mês, os preços dos alimentos ficaram estáveis, e as passagens aéreas acumulam alta de 22,4% em 12 meses.
A reação dos mercados foi imediata. A ferramenta FedWatch mostrou que a chance de o Federal Reserve, o banco central americano, manter os juros na reunião de 28 de outubro caiu de 77,86% para 50,7%. Os juros hoje estão entre 3,75% e 4%. O rendimento do título do Tesouro de dois anos subiu de 4,797% para 4,808%, o S&P 500 recuou 1,1% e o Nasdaq, 1,88%. A cobertura de centro também registrou que o dólar subia 0,22% frente ao real, a R$ 5,034.
Os veículos de esquerda destacaram o efeito da alta dos combustíveis sobre o custo de vida e sobre os preços de transporte e de outros bens e serviços. Enfatizaram também as medidas do governo de Donald Trump para ampliar a oferta de diesel, como o alívio temporário de restrições tributárias e a flexibilização de sanções ao combustível russo, e as divergências dentro do Fed: parte dos dirigentes vê pressões inflacionárias disseminadas, e outra parte avalia que as condições financeiras já restringem a atividade econômica.
A cobertura de centro deu mais peso à leitura dos analistas. Um economista da Nomad afirmou que o núcleo acima do esperado alimenta a preocupação com a inflação, que segue distante da meta de 2%. Um analista da StoneX avaliou que o resultado pode não bastar para uma alta de juros em outubro, mas abre o debate sobre os riscos enfrentados pelo Fed. Também apontou que a inflação é um dos principais desafios do Partido Republicano nas eleições de novembro, que definem o controle da Câmara e do Senado.
Fontes
Gasolina avança 9,1% em setembro e pressiona preços; alta reacende expectativas de aumento dos juros pelo Federal Reserve


