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O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad está em prisão domiciliar sob custódia da Guarda Revolucionária Islâmica, segundo reportagem do New York Times publicada em 13 de julho. O jornal americano apurou que Ahmadinejad manteve contatos com agentes do Mossad, a agência de inteligência israelense, ao longo de quase uma década, incluindo encontros em Guatemala e Hungria apresentados como eventos acadêmicos ou ambientais. Durante a ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro, um ataque aéreo atingiu sua residência e agentes do Mossad o retiraram do local, mas ele deixou o esconderijo pouco depois. Só reapareceu publicamente na semana passada, no funeral do aiatolá Ali Khamenei.
O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad está em prisão domiciliar sob custódia do serviço de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (13) pelo jornal norte-americano The New York Times. De acordo com autoridades iranianas e americanas ouvidas pelo jornal, Ahmadinejad teria mantido contatos secretos com agentes do Mossad, a agência de inteligência de Israel, ao longo de quase uma década, como parte de um suposto plano para prepará-lo como líder de um eventual governo pós-aiatolás no Irã.
Segundo a apuração do NYT, as suspeitas sobre Ahmadinejad começaram em 2017, depois de ele enviar cartas públicas ao presidente americano Donald Trump e ao príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. A partir daí, o serviço de inteligência da Guarda Revolucionária passou a reconstituir uma série de encontros: em 2023, durante uma conferência sobre meio ambiente na Guatemala; e em 2024 e 2025, em eventos na Universidade Ludovika, em Budapeste, na Hungria. O reitor da instituição, Gergely Deli, disse ao jornal que os encontros teriam servido de fachada para conversas reservadas entre Ahmadinejad e agentes israelenses — entre eles, segundo fontes americanas, o então diretor do Mossad, David Barnea. O NYT também apurou que Israel teria custeado despesas do ex-presidente e feito pagamentos a seu porta-voz.
O ponto de virada ocorreu em 28 de fevereiro, durante a ofensiva militar conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã: um ataque aéreo atingiu o complexo residencial onde Ahmadinejad vivia, em Teerã. Agentes do Mossad o teriam retirado do local e levado a um esconderijo seguro, como parte de um plano para resgatá-lo e reconduzi-lo ao poder. Mas, segundo fontes ouvidas pelo jornal, Ahmadinejad ficou contrariado com a operação e desiludido com a promessa de retorno ao comando do país, deixando o abrigo pouco depois. Ele só voltou a ser visto em público na semana passada, durante o funeral do aiatolá Ali Khamenei, usando máscara cirúrgica e cercado por seguranças, sem dizer uma palavra.
A cobertura de centro relatou esses fatos de forma direta, atribuindo cada alegação ao New York Times e às fontes anônimas por ele ouvidas, sem imprimir juízo de valor sobre a revelação. Veículos de direita enfatizaram a sofisticação da operação israelense e o que classificam como fragilidade crescente da cúpula de segurança do regime iraniano, incapaz de proteger um ex-chefe de Estado de uma infiltração estrangeira que durou quase dez anos. Já veículos de esquerda destacaram a assimetria de poder por trás de uma operação de inteligência estrangeira contra a soberania de um Estado, ponderando que a narrativa se apoia quase inteiramente em fontes anônimas ligadas a governos com interesse direto em enfraquecer o regime iraniano — ainda que reconheçam que o próprio histórico de Ahmadinejad, marcado por repressão a opositores e pela negação do Holocausto, o torna uma figura problemática.
Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação oficial do governo iraniano nem de Israel sobre as acusações, tampouco sinais de que Ahmadinejad enfrentará uma acusação formal ou julgamento. A data exata do início da prisão domiciliar também não foi divulgada, e permanece incerto se o episódio vai desencadear uma nova onda de repressão dentro do próprio aparato de segurança do Irã.
Os três veículos convergem nos fatos centrais: Ahmadinejad está em prisão domiciliar sob custódia da Guarda Revolucionária, é suspeito de contatos com o Mossad desde 2017, teve sua residência atingida por ataque aéreo israelense em 28 de fevereiro e só reapareceu publicamente no funeral de Khamenei.
3 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e neutra, atribuindo cada alegação ao NYT e a 'fontes americanas e iranianas'; não há adjetivação carregada nem juízo de valor do veículo.
Perspectivas omitidas
Texto mais completo do cluster, com fontes nomeadas (reitor Gergely Deli, ex-assessor Abdolreza Davari) e contexto histórico equilibrado sobre o mandato de Ahmadinejad, incluindo tanto sua retórica anti-Israel quanto sua repressão a opositores e a negação do Holocausto — sem viés perceptível.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de o publisher ser classificado como RIGHT, o texto relata a reportagem do NYT de forma direta, sem vocabulário valorativo ou enquadramento ideológico; atribui todas as afirmações a 'quatro altos funcionários iranianos' e ao próprio jornal americano, sem opinião do redator.

Serviço secreto israelense teria tentado cooptar Mahmoud Ahmadinejad para participar de plano que visava a derrubada do regime iraniano

O plano previa utilizar o ex-presidente do Irã Ahmadinejad como peça-chave para derrubar o regime dos aiatolás e recolocá-lo no poder

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Perspectivas omitidas



