Justiça Eleitoral multa instituto em R$ 50 mil por pesquisa sobre disputa ao Governo e Senado do Amazonas
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →A Justiça Eleitoral e as pesquisas de intenção de voto marcam o cenário pré-eleitoral de 2026 em estados do Norte e Nordeste. No Amazonas, o TRE-AM multou em R$ 50 mil o instituto OPP por irregularidades na divulgação de uma pesquisa sobre governo e Senado, atendendo a representação do partido Avante. Em Roraima, Arthur Henrique (PL) venceu a eleição suplementar ao governo com 60,87% dos votos, mas o resultado depende de decisão do TSE ou do STF por sua candidatura estar sob judice. No Piauí, levantamento da AtlasIntel/Meio Norte aponta o governador Rafael Fonteles (PT) liderando com 63,5% das intenções de voto.
As notícias destacam o controle institucional e a responsabilização de quem descumpre regras no processo eleitoral. A multa ao instituto no Amazonas é vista como cobrança legítima de rigor técnico e accountability sobre pesquisas que pautam o debate público.
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Todos os lados reconhecem a centralidade da Justiça Eleitoral no processo de 2026: ela pune falhas na divulgação de pesquisas e decide sobre a validade de candidaturas. Os números das pesquisas e os percentuais de apuração são tratados como fatos verificáveis.
A Justiça Eleitoral e as pesquisas de intenção de voto dominam o cenário pré-eleitoral de 2026 em três estados, mostrando como regras, instituições e números começam a moldar as disputas estaduais. No Amazonas, o Tribunal Regional Eleitoral aplicou multa de R$ 50 mil ao instituto O Primeiro Portal Pesquisa de Mercado, a OPP, por irregularidades na divulgação de um levantamento sobre as disputas ao governo e ao Senado. Em Roraima, uma eleição suplementar ao governo terminou com vitória nas urnas, mas sem resultado proclamado. No Piauí, uma nova pesquisa traz a fotografia da corrida ao governo.
No caso amazonense, a cobertura de centro relatou que a decisão foi proferida pela juíza relatora Mara Elisa Andrade e publicada no Diário da Justiça Eletrônico. A penalidade atendeu a uma representação do partido Avante, que apontou ausência do relatório completo da pesquisa, falta de detalhamento sobre bairros e municípios pesquisados, omissão do contratante e divergências entre o plano amostral registrado e o questionário aplicado. A multa foi fixada com base na Lei 9.504/1997 e na Resolução TSE 23.600/2019. A pesquisa havia sido contratada pela empresa ZLZN Conteúdo e Radiodifusão do Norte e divulgada em abril.
Em Roraima, veículos de direita enfatizaram que Arthur Henrique, do PL, venceu a eleição suplementar ao governo com 60,87% dos votos, à frente do atual governador Soldado Sampaio, dos Republicanos, e de Nelita Frank, do PT. O resultado, contudo, não será proclamado até decisão do Tribunal Superior Eleitoral ou do Supremo Tribunal Federal, porque a candidatura está sob judice. O ministro Flávio Dino derrubou norma do TRE local que havia flexibilizado o prazo de desincompatibilização, argumentando que a data-limite definida na Lei das Inelegibilidades não pode ser relaxada. A eleição suplementar foi convocada após o TSE declarar o ex-governador Antonio Denarium inelegível por oito anos e cassar o mandato do vice, ambos condenados por abuso de poder político e econômico.
No Piauí, a cobertura de centro relatou que pesquisa da AtlasIntel em parceria com a TV Meio Norte aponta o governador Rafael Fonteles, do PT, na liderança da disputa de primeiro turno, com 63,5% das intenções de voto. Joel Rodrigues, do PP, aparece com 22,9% e Toni Rodrigues, do PL, com 1,5%. O estudo entrevistou 1.197 pessoas entre 16 e 21 de junho, com margem de erro de três pontos percentuais e grau de confiança de 95%, e está registrado no TSE.
As diferentes coberturas convergem no ponto de fundo: a Justiça Eleitoral aparece como árbitro central do processo, seja punindo falhas na divulgação de pesquisas, seja decidindo sobre a validade de candidaturas. Veículos de esquerda tendem a destacar esse papel institucional como salvaguarda da transparência e contra o abuso de poder, enquanto veículos de direita ressaltam a tensão entre decisões judiciais e a vontade expressa nas urnas, como no impasse de Roraima. A cobertura de centro mantém o foco nos números e nos fundamentos legais.
O que ainda não se sabe é quando o TSE ou o STF decidirão sobre a candidatura de Arthur Henrique em Roraima, nem se a multa ao instituto no Amazonas será contestada em recurso. Também não há, nos relatos, a versão das empresas envolvidas na pesquisa amazonense.
Arthur Henrique disputou o pleito suplementar com candidatura "sob judice" e recebeu 60,87% dos votos

Levantamento da AtlasIntel/Meio Norte entrevistou 1.197 pessoas no Estado, de 16 a 21 de junho. Leia no Poder360.
