Ministros do TSE acusam Kassio Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, é apontado por a maioria dos ministros da corte como alguém que abandonou a promessa de autocontenção feita na posse, em maio. As decisões sobre pesquisas, propaganda, candidaturas e redes sociais são vistas como favoráveis a Flávio Bolsonaro. Ele nega parcialidade.
A cobertura de esquerda enfatiza o risco ao pleito: um presidente do Tribunal Superior Eleitoral que usa o poder de polícia e liminares em favor de Flávio Bolsonaro, interrompe julgamentos com maioria pró-Lula e tenta empurrar o Supremo Tribunal Federal a uma reação que prejudique Lula.
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3 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Segundo ministros ouvidos, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, abandonou a promessa de uma corte autocontida ao decidir sobre pesquisas, propaganda e candidaturas. Ele nega parcialidade e diz que também decidiu a favor de Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, abandonou a promessa de uma corte autocontida nas eleições de 2026, na avaliação da maioria dos ministros do próprio tribunal. A reportagem que originou a cobertura, republicada por mais de um veículo, afirma que decisões sobre pesquisa eleitoral, propaganda, candidatura e redes sociais são lidas internamente como engajamento na campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, no segundo turno contra Lula, do PT.
Ao tomar posse, em maio, Kassio defendeu que a corte agisse com prudência, sem excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito, e sinalizou a auxiliares que evitaria usar o poder de polícia do tribunal. Segundo o relato, menos de um mês depois ele mandou suspender a divulgação da pesquisa Atlas/Bloomberg, que mostrou queda de Flávio após o caso Dark Horse. Mais recentemente, usou o poder de polícia para derrubar o canal de WhatsApp Exército do Lula, passando por cima do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator original da ação, que havia negado a liminar pedida por Flávio.
Outras decisões citadas: a suspensão, a pedido de Flávio, de um jornal de sindicato de petroleiros alinhado a Lula; a derrubada de peças do PT que associavam o adversário ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro; e a validação, em 4 de outubro, da candidatura de Deltan Dallagnol, do Novo, ao Senado, revertendo decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques. A disputa de liminares entre colegas é chamada nos bastidores de tratoraço, e magistrados falam em quebra de confiança.
A cobertura de centro relatou que Floriano, Cueva, Estela Aranha e Sebastião dos Reis Júnior se uniram para discutir reações. Eles consideram que Kassio interrompeu julgamentos com maioria já formada a favor de Lula, em pelo menos quatro ocasiões, para manter válidas por mais tempo liminares favoráveis a Flávio. Essa ala também avalia que o presidente do TSE quer provocar o Supremo Tribunal Federal a tomar decisões que pareçam ativismo pró-Lula, o que renderia críticas ao STF e ganhos eleitorais a Flávio. Dois ministros dizem que ele levou ao presidente do STF, Edson Fachin, um ofício sobre suposta interferência na corte eleitoral. Integrantes do TSE alertaram Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo, para não cair em armadilhas.
Veículos de esquerda reproduziram o texto na íntegra e o cercaram de outros episódios que reforçam o ângulo do favorecimento, como o pedido de Flávio para cassar a chapa Lula-Alckmin e a mudança da regra das 48 horas para canais digitais entre os turnos. O foco recai sobre a igualdade de condições na disputa e o risco de o tribunal contaminar o resultado.
Não houve, neste conjunto, cobertura de veículos de direita. A versão de Kassio vem apenas pelo relato de interlocutores. Ele nega agir em benefício de qualquer candidatura e vê nas críticas uma tentativa de intimidação. Diz que suas decisões seguem um padrão decisório e que interrompe julgamentos virtuais quando entende que a jurisprudência está sendo desrespeitada, para pacificá-la em sessão presencial. Lembra que negou barrar a publicidade de Lula sobre o fim da escala 6x1 e rejeitou quebrar o sigilo de perfis que atacariam Flávio. Segundo ele, a judicialização vem das partes, e a reunião com as duas campanhas, na terça-feira, 13 de outubro, foi produtiva e mostra abertura para mediar consensos.
O que ainda não se sabe: se os quatro ministros críticos adotarão alguma medida formal, se o Supremo reverterá decisões do TSE e como as campanhas reagirão. As críticas partem de fontes anônimas e não há manifestação pública dos ministros citados.
(Folhapress) - Com decisões de censura a pesquisa eleitoral, derrubada de posts das campanhas, validação liminar de candidatura, interrupção estratégica de


Ministro defendeu atuação
