Líder supremo do Irã diz que vingança de Ali Khamenei é 'demanda da nação' que deve acontecer
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O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou neste sábado que a vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, é uma demanda da nação iraniana. A mensagem veio horas depois de Donald Trump ameaçar 'dizimar' o Irã caso o país tente assassiná-lo, afirmando ter mil mísseis prontos para disparo. A troca de ameaças ocorre em meio a uma escalada recente: ataques a petroleiros no estreito de Ormuz, bombardeios americanos que mataram ao menos 17 iranianos e o fim do cessar-fogo declarado por Trump. Ainda assim, negociações seguem em curso em Omã.
Veículos de esquerda enquadram o episódio como mais um capítulo de uma escalada perigosa puxada por Washington: a mensagem de vingança de Mojtaba Khamenei é apresentada como resposta a ameaças americanas, e não o contrário.
Veículos de direita enfatizam a determinação do governo americano em dissuadir qualquer ataque contra Trump e destacam a eficácia da inteligência israelense na operação que culminou na morte de Ali Khamenei.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés ao centro
Apelo emocional nesta matéria: 15/100.
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Veículos com viés à direita
Todos os lados concordam que Mojtaba Khamenei prometeu vingança pela morte do pai, chamando-a de demanda inevitável da nação, e que Trump ameaçou 'dizimar' o Irã com mil mísseis caso tentem assassiná-lo, em meio ao fim do cessar-fogo declarado por Washington.
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado (11) que a vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, é uma 'demanda da nação' e que 'certamente deve' se concretizar. A declaração, divulgada dois dias após o sepultamento do líder morto, foi atribuída a Mojtaba e distribuída pela agência estatal Fars e pela televisão iraniana. 'Prometemos que vingaremos o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas guerras, punindo os assassinos criminosos e ignóbeis', diz o texto.
Ali Khamenei foi morto em 28 de fevereiro, em ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel que marcaram o início da atual guerra entre as potências ocidentais e Teerã. Seu filho Mojtaba assumiu o posto em março, mas não apareceu publicamente desde então; segundo fontes citadas pelos veículos, ele teria ficado gravemente ferido no mesmo ataque que matou o pai. O sepultamento de Ali Khamenei ocorreu na sexta-feira (10) em Mashhad, após seis dias de cerimônias fúnebres.
A mensagem de Mojtaba veio horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar 'dizimar' o Irã caso o país tente assassiná-lo. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que mil mísseis americanos estão apontados para o território iraniano, 'prontos para serem disparados imediatamente', com milhares de outros disponíveis. O republicano também declarou nesta semana o fim do cessar-fogo entre os dois países e revogou a licença que autorizava a venda de petróleo bruto iraniano.
A escalada segue uma sequência de episódios recentes: no início da semana, três petroleiros do Catar e da Arábia Saudita foram atingidos no estreito de Ormuz, o que levou os Estados Unidos a bombardear instalações no Irã em duas noites seguidas. Segundo o Ministério da Saúde iraniano, ao menos 17 pessoas morreram e 115 ficaram feridas nos ataques. Apesar da tensão, negociações seguem em curso: o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, viajou a Omã neste sábado para discutir a passagem segura de navios pelo estreito, e Trump afirmou que os dois países concordaram em continuar as conversas.
A cobertura de centro, representada por Folha, CNN Brasil e RFI, relatou os fatos de forma ampla, citando fontes como Reuters, AFP, o Wall Street Journal, a CBS News e a BBC, e detalhou tanto as ameaças de Trump quanto o histórico do conflito, incluindo o número de mortos e o impasse sobre o estreito de Ormuz. Veículos de direita, como O Antagonista, destacaram a operação de inteligência israelense que precedeu o ataque que matou Ali Khamenei: segundo reportagem do Financial Times citada pelo veículo, o Mossad invadiu câmeras de trânsito de Teerã para rastrear os passos do então líder supremo e de sua guarda pessoal, permitindo mapear a capital iraniana. Já veículos de esquerda, como o Diário do Centro do Mundo e a CartaCapital, enfatizaram que a nova mensagem 'ampliou a tensão com Washington' e associaram a escalada no Oriente Médio a um cenário mais amplo de instabilidade global, citando também os conflitos em Gaza e na Ucrânia.
Ainda não se sabe se a promessa de vingança de Mojtaba Khamenei resultará em uma ação concreta contra autoridades americanas ou israelenses, nem qual é a real extensão dos ferimentos que ele teria sofrido em fevereiro, já que o novo líder segue sem aparecer em público. Também permanece incerto se as negociações em Omã sobre a passagem pelo estreito de Ormuz vão evitar uma nova rodada de confronto ou se o cessar-fogo, dado como encerrado por Trump, será restabelecido.
Mojtaba Khamenei jurou vingar a morte de seu pai, Ali Khamenei, assassinado no fim de fevereiro nos ataques de Israel e dos Estados Unidos

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou, em uma mensagem datada de sexta-feira (10) e divulgada neste sábado (11), que a "vingança" é inevitável" após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei.…

Aiatolá Ali Khamenei foi morto em ataques dos Estados Unidos e do Israel no dia 28 de fevereiro

Mojtaba Khamenei prometeu vingança pela morte de Ali Khamenei, enquanto Trump ameaçou atacar o Irã se Teerã tentasse matá-lo.

Mojtaba Khamenei afirma que país irá responder pela morte do aiatolá Ali Khamenei

Apoiadores do regime iraniano pediram a morte de Donald Trump no funeral do aiatolá, morto em fevereiro

Apelo emocional nesta matéria: 10/100.