Lula versus Flávio: debates decisivos para a democracia
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A pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro mostrou Flávio Bolsonaro dois pontos à frente de Lula no segundo turno, um empate técnico. As duas campanhas tratam os debates, no domingo, 18, e no dia 23, como decisivos.
Pelo prisma da direita, Flávio Bolsonaro chega à reta final na frente e com a bandeira da mudança, enquanto Lula recorre à máquina pública e a medidas eleitorais. Os debates cobrariam do presidente um projeto de futuro.
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A cobertura de centro e a de direita concordam que a pesquisa mostra empate técnico, com Flávio Bolsonaro dois pontos à frente, e que os debates do segundo turno podem ser decisivos.
A pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro mostrou Flávio Bolsonaro dois pontos à frente de Lula no segundo turno, um empate técnico. As duas campanhas tratam os debates do dia 18 e do dia 23 como decisivos para a definição do novo presidente.
A disputa pela Presidência da República chega à reta final do segundo turno em empate técnico. Pesquisa da Quaest divulgada em 14 de outubro mostrou o senador Flávio Bolsonaro, do PL, com dois pontos de vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio terminou o primeiro turno na frente. Nas rejeições, o senador aparece com 54% e Lula com 53%.
Os dois candidatos ainda não se enfrentaram frente a frente. Agora, ambos confirmaram presença em dois debates: o primeiro no domingo, 18 de outubro, e o segundo no dia 23. A cobertura de centro relatou que integrantes das duas coordenações acreditam que esses encontros serão decisivos para definir o novo presidente.
Segundo essa cobertura, a campanha de Lula vê na pesquisa a confirmação de que as manifestações de rua dos últimos dias deram fôlego ao presidente. Lula estava reunido com políticos do MDB lulista, no Palácio da Alvorada, quando o levantamento saiu. Na véspera, dez diretórios do partido tinham divulgado nota de apoio à reeleição, embora a maioria dos diretórios tenha apoiado Flávio. Os petistas esperam melhora nos próximos dias, com a votação no Senado da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1 e outras medidas do governo.
Já a campanha de Flávio avalia que a recuperação de Lula era esperada. Diz que o candidato ainda aparece à frente nos levantamentos internos e vê espaço para movimentar a disputa. As apostas são os debates, a mobilização nas redes sociais, agora com parlamentares eleitos liberados para a campanha presidencial, e viagens por vários estados até o fim da próxima semana.
Uma coluna de opinião em veículo de direita enfatizou a importância democrática dos debates. Segundo o texto, os eleitores já não acreditam na propaganda eleitoral e as redes sociais viraram o campo de batalha, de modo que só o confronto direto permite conhecer e comparar os candidatos. A coluna afirma que Flávio vende a ideia de mudança e atrai o voto antipetista, mas não detalhou suas propostas, sobretudo na economia, no meio ambiente e nas relações internacionais. Sobre Lula, critica o uso da caneta em medidas de efeito eleitoral, como o reajuste do Bolsa Família, a proibição das bets e o fim da jornada 6x1, e diz que ele pouco falou de futuro. O texto lembra que ambos recusaram confrontos anteriores, em alguns casos com decisões judiciais favoráveis.
No recorte de cobertura desta história, não há reportagem de veículos de esquerda. Por isso, a leitura de que a mobilização de rua e as medidas para os trabalhadores sustentam a candidatura de Lula aparece aqui apenas pelo relato da própria campanha, trazido pela cobertura de centro.
Há convergência em alguns pontos. A cobertura de centro e a de direita concordam que o empate técnico torna os debates relevantes e que a disputa está mais apertada. A divergência está no enquadramento. O centro registra as avaliações das duas campanhas com paridade. O veículo de direita cobra de Lula um projeto de futuro e de Flávio a explicação de como seria a mudança prometida.
O que ainda não se sabe: qual será o impacto real dos debates sobre os eleitores que votaram em branco, anularam ou se abstiveram no primeiro turno, grupo que a coluna considera capaz de fazer a diferença. Também não está claro como Flávio detalhará suas propostas e se a votação da PEC 6x1 no Senado será concluída a tempo de influenciar o eleitor.
Enquanto petistas veem cenário com possibilidade virada, aliados do PL destacam dianteira numérica

Estrategistas costumam dizer que debate é um jogo de soma zero para as campanhas; vence quem errar menos, e só perde espetacularmente quem errar feio
