Até o momento, apenas a RFI (Rádio França Internacional) cobriu esta declaração do presidente francês Emmanuel Macron, publicada nesta segunda-feira, 13 de julho, véspera do feriado nacional da Queda da Bastilha. Segundo o veículo, Macron afirmou, durante o tradicional discurso às Forças Armadas, que a França e a Europa estão prontas para defender 'a liberdade e a lei', 'mesmo que isso custe sangue, se necessário', em meio ao temor de uma escalada da guerra na Ucrânia.
A fala ocorreu em evento com a ministra da Defesa, Catherine Vautrin, o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, e a secretária das Forças Armadas, Alice Rufo. Segundo a reportagem, Macron disse que 'a Europa está se tornando uma potência' e que a mensagem ao mundo é a de que o continente preza a paz, mas está pronto para lutar por ela. Ele também destacou o esforço de 'rearmamento' conduzido desde que assumiu a Presidência, citando os conflitos em curso no Oriente Médio, além da guerra entre Rússia e Ucrânia, como pano de fundo da decisão.
De acordo com o artigo, o orçamento das Forças Armadas francesas dobrou ao longo dos dois mandatos de Macron, e uma atualização da lei de programação militar, já aprovada pelo Parlamento, eleva para 436 bilhões de euros o valor previsto para o período de 2024 a 2030, ante uma previsão inicial de 400 bilhões. O presidente lembrou que, em 2017, havia prometido aumentar o orçamento de defesa e afirmou que o compromisso foi cumprido.
O texto relata ainda que Macron defendeu a continuidade dos planos industriais de defesa em conjunto entre países europeus e criticou o que chamou de 'absurdo' do 'nacionalismo', após o fracasso do projeto franco-alemão de caças do Conselho Supremo das Forças Armadas. 'Patriotismo, sim; nacionalismo, jamais', disse o presidente, defendendo que os europeus construam capacidades militares conjuntas em vez de isoladas.
Ainda segundo a RFI, Macron participa nesta mesma segunda-feira de uma nova reunião da 'coalizão dos voluntários', grupo de países aliados da Ucrânia, em Paris, com a presença do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A reportagem, feita com apoio da agência AFP, não traz reação de outros líderes europeus ao discurso nem detalha como o rearmamento conjunto seria coordenado na prática.
Como apenas um veículo cobriu o episódio até o fechamento desta matéria, ainda não é possível comparar como a imprensa de diferentes perspectivas interpretou a declaração de Macron. Também não está claro que medidas concretas a frase 'custe sangue' antecipa além do tom retórico do discurso, nem qual será o resultado da cúpula com Zelensky ainda nesta segunda-feira.