Nicolás Maduro e Cilia Flores negam acusação de tortura em tribunal de Nova York
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O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, declararam-se inocentes em Nova York da acusação de conspiração para cometer tortura, acrescentada à denúncia de narcoterrorismo.
A cobertura de direita destaca a gravidade das acusações, que incluem tortura contra opositores e cidadãos americanos, e a responsabilização do regime chavista pela Justiça dos EUA.
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Veículos com viés à direita
As duas coberturas convergem que Maduro e Cilia Flores respondem a nova acusação de conspiração para tortura e a narcoterrorismo na Justiça de Nova York, e que seguem presumidos inocentes.
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, declararam-se inocentes da acusação de conspiração para cometer tortura, acrescentada à denúncia de narcoterrorismo. A cobertura de centro e a de direita relatam o caso com ênfases distintas.
O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, declararam-se inocentes da acusação de conspiração para cometer tortura, em audiência realizada nesta quinta-feira (15), em Nova York. Segundo a cobertura de centro, Maduro disse que o conjunto de alegações é falso e que nega todas elas. Cilia Flores afirmou ser completamente inocente. A audiência serviu para apresentar formalmente a acusação e ouvir os réus.
A nova acusação foi apresentada pelos promotores em 8 de outubro, na audiência em que o juiz negou o pedido de liberdade provisória de Cilia Flores, que alegava deterioração de saúde ao longo de oito meses de prisão. A denúncia atualizada, conduzida perante o juiz federal Alvin Hellerstein, inclui conspiração para cometer tortura e estende também a ela a imputação de narcoterrorismo, que antes recaía só sobre Maduro. Os dois já respondiam por tráfico de drogas e outros crimes federais, e se declararam inocentes dessas acusações. Foram capturados em Caracas em uma operação militar dos Estados Unidos, em janeiro de 2026, e estão detidos no Brooklyn.
De acordo com os promotores, o casal liderou um sistema de repressão que recorreu a choques elétricos, asfixia, simulações de afogamento, violência sexual, privação de sono e isolamento prolongado, além de ameaças de morte a familiares de presos políticos, venezuelanos e americanos. Somadas, as penas podem ir de 50 anos de prisão, na sentença mínima obrigatória, até a prisão perpétua. O julgamento do processo por tráfico está previsto para 1º de junho de 2027, data que pode mudar conforme as questões preliminares.
Os veículos de direita enfatizaram a gravidade das imputações e a ampliação da denúncia pela Procuradoria e pelo Departamento de Justiça, lembrando que os réus são considerados inocentes até eventual condenação. A cobertura de centro acrescentou o contexto político: aliados chavistas deixaram de defender a libertação do casal, Washington suspendeu na quarta-feira (14) as sanções contra Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Legislativa e irmão da líder interina Delcy Rodríguez, e avançam negociações para uma transição em Caracas, criticadas pela Nobel da Paz María Corina Machado. Já foram reformados o Supremo venezuelano, a Lei Contra o Ódio e liberados mais de mil presos políticos.
Nenhum veículo de esquerda tratou do caso entre os textos analisados, de modo que não há enquadramento próprio desse campo na cobertura.
O que ainda não se sabe: se o julgamento manterá a data de junho de 2027, como a defesa responderá às provas sobre tortura e qual será o desfecho do acordo que, segundo fontes em Caracas, vem sendo costurado com o ministro do Interior, Diosdado Cabello.
O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, têm audiência marcada para esta quinta-feira (15), em Nova


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