PF investiga Daniel Vorcaro por rede de festas com mulheres estrangeiras
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Mensagens obtidas por um portal de notícias indicam que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, participava da seleção de mulheres, da negociação de pagamentos e da organização de festas privadas, no Brasil e no exterior. A Polícia Federal investiga o caso em inquérito aberto em maio. Vorcaro nega ter explorado mulheres e contesta a autenticidade das mensagens.
Pelo prisma da esquerda, o caso expõe o poder de um banqueiro bilionário sobre mulheres vulneráveis, incluindo refugiadas de guerra, e a mistura entre dinheiro do sistema financeiro e festas com autoridades. A exploração e a assimetria de poder ficam no centro do debate.
Pelo prisma da direita, o caso pede cautela institucional: as mensagens são relatos jornalísticos ainda não comprovados, e a responsabilidade individual de cada citado só se define com provas e devido processo. A discussão sobre fraude no sistema financeiro e uso de recursos do banco segue em aberto.
4 fontes políticas
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Mensagens reveladas por um portal indicam que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, participava da seleção e do pagamento de mulheres brasileiras e estrangeiras para festas. A Polícia Federal investiga o caso, e Vorcaro nega as acusações. Veja como cada lado enxerga a história.
O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, é apontado em mensagens divulgadas por um portal de notícias nesta terça-feira, 13, como participante central de uma rede de recrutamento de mulheres para festas privadas, no Brasil e no exterior. A Polícia Federal investiga o caso em inquérito aberto em maio, para apurar a participação de mulheres estrangeiras e possíveis irregularidades na contratação dos serviços.
Segundo as conversas, a partir de 2023 Vorcaro discutia quais mulheres seriam selecionadas, quem permaneceria no grupo e quanto seria pago. O promotor de eventos Diogo Batista o chamava de chefe e aguardava autorização para pagamentos. Entre as recrutadas haveria russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas. Um dos episódios envolve uma jovem ucraniana de 19 anos, refugiada da guerra, que chegou ao grupo em outubro de 2023. Em novembro, Batista informou que havia três refugiadas ucranianas, e Vorcaro respondeu que queria que ao menos uma ficasse à disposição dele.
A reportagem também descreve a negociação para a compra de 50% da Allure Eventos, agência de modelos de Felipe Nisti Cataldo, por R$ 1,5 milhão, em três parcelas de R$ 500 mil. Nisti diz que Vorcaro demonstrou interesse, mas nega que o negócio tenha sido concluído nos termos das mensagens. A logística internacional ficaria com Leonardo Serrano, dono da SL Consulting, sediada na Flórida, com eventos em Paris, Londres, Roma e Dubai. Em uma festa em Londres, em abril de 2024, 99 mulheres teriam sido mobilizadas, e as conversas mencionam a presença de autoridades de Brasília. O portal localizou 21 faturas da SL Consulting, de cerca de US$ 70 milhões, enviadas a uma gestora de Belo Horizonte e depois ao setor financeiro do Banco Master.
A cobertura de centro relatou os fatos com atribuição ao portal e registrou a nota de Vorcaro, que nega ter explorado ou desrespeitado mulheres e diz não reconhecer a autoria, a autenticidade e o contexto de vários conteúdos, que afirma terem sido obtidos de forma ilícita. Em outro texto de centro, a defesa disse que não se manifestaria.
Veículos de esquerda destacaram o papel de Vorcaro como financiador e o controle dele sobre contratações e pagamentos, além da situação das refugiadas e do valor mínimo de R$ 4,3 milhões em gastos. Veículos de direita enfatizaram as ressalvas jurídicas: prostituição não é crime, o tráfico depende da prova de violência ou coação, e as mensagens, por si sós, não estabelecem a ocorrência de tráfico internacional. Para esse lado, conversas e pagamentos relatados pela imprensa não equivalem a uma condenação.
O que ainda não se sabe é se a Polícia Federal confirmará a autenticidade das mensagens, se houve violência ou coação que caracterize tráfico, quem eram as autoridades citadas e como os valores das faturas chegaram ao setor financeiro do banco. As defesas de Serrano e de Batista não haviam sido localizadas.
Os diálogos também indicam que o banqueiro pretendia criar uma agência própria para intermediar a contratação das mulheres, inclusive refugiadas que estavam no Brasil


O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria financiado, a partir de 2023, uma rede internacional de exploração da prostituição,

Mensagens mostram ex-banqueiro orientando quais mulheres seriam selecionadas e quais permaneceriam no grupo; segundo investigações da PF, ele também negociava valores
