Netanyahu diz que pode voltar ao Brasil para posse de Flávio Bolsonaro
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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, chamou o Brasil de país pequeno ao relembrar a viagem de 2019 para a posse de Jair Bolsonaro e sugeriu que pode repetir a visita. A fala ocorreu na inauguração da embaixada da Colômbia em Jerusalém e foi lida como referência às chances de Flávio Bolsonaro no segundo turno contra Lula.
Netanyahu recordou com simpatia a posse de Jair Bolsonaro e indicou que poderá voltar ao Brasil para a de Flávio Bolsonaro, caso o senador vença. No mesmo discurso, criticou governos de esquerda da região e disse querer ampliar a aproximação de Israel com países latino-americanos diante do avanço da direita.
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2 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Centro e direita concordam que Netanyahu fez a declaração na inauguração da embaixada da Colômbia em Jerusalém, na quarta-feira, e que a fala recorda a posse de Bolsonaro em 2019 e aponta para Flávio Bolsonaro.
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, chamou o Brasil de país pequeno ao recordar a viagem à posse de Jair Bolsonaro e disse que talvez repita a visita. A fala, na inauguração da embaixada da Colômbia em Jerusalém, foi lida como referência a Flávio Bolsonaro no segundo turno.
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, chamou o Brasil de "país pequeno" ao relembrar a viagem que fez ao país em janeiro de 2019, para a posse do então presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu na quarta-feira, 14 de outubro, durante a inauguração da embaixada da Colômbia em Jerusalém.
No discurso, Netanyahu contou que visitou a América Latina pela primeira vez em 2017, com passagens por Colômbia, Argentina e México, e que voltou à região meses depois para a cerimônia de posse de Bolsonaro. "Fomos a um pequeno país chamado Brasil para a posse do presidente Bolsonaro. Quem sabe? Talvez façamos isso novamente", disse. A frase foi lida como referência às chances de Flávio Bolsonaro, senador do PL e filho do ex-presidente, na disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no segundo turno marcado para 25 de outubro. O premiê também pediu à equipe que troque o mapa do gabinete por outro que inclua a América Latina, a África e a Ásia, "porque o mundo está voltando".
A cobertura de centro relatou ainda o pano de fundo diplomático. Bolsonaro é admirador declarado de Israel e chegou a sinalizar a intenção de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, o que não se concretizou. A mudança tem peso simbólico, porque representa o reconhecimento da cidade como capital israelense, enquanto os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado. Durante o terceiro governo Lula, as relações se deterioraram, sobretudo por causa da ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Em fevereiro de 2024, o presidente brasileiro comparou a ação militar ao Holocausto, e o governo de Netanyahu o declarou persona non grata. O Brasil chamou o embaixador Frederico Meyer para consultas; meses depois ele foi transferido, e a embaixada passou a ser chefiada por um encarregado de negócios.
Veículos de direita enfatizaram outro aspecto. Destacaram que Netanyahu poderá voltar ao Brasil para a posse de Flávio Bolsonaro, caso ele vença, e deram espaço à crítica do premiê a governos de esquerda da região. Segundo essa cobertura, ele atribuiu o distanciamento entre Israel e alguns países à chamada "aliança global woke" e se referiu a lideranças latino-americanas como "novos faraós", ao citar Brasil, Argentina, México e Colômbia. Esses veículos também apresentaram a fala como sinal de que Israel quer se aproximar da região diante do crescimento de forças de direita.
Veículos de esquerda não publicaram sobre o episódio no conjunto de matérias analisado até o momento, de modo que não há, nesta cobertura, um enquadramento próprio desse campo.
O que ainda não se sabe: a visita foi apresentada como uma possibilidade condicionada à vitória de Flávio Bolsonaro, e não como compromisso confirmado. As matérias não registram resposta do governo brasileiro, da campanha de Lula nem da campanha de Flávio Bolsonaro, e não detalham se há qualquer agenda diplomática concreta de Israel para a América Latina além do discurso.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou o Brasil de “país pequeno” ao recordar sua visita ao país durante a
