Datafolha mostra 96% de intenção de comparecer ao segundo turno; Ipespe vê 89%
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

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Pelo prisma da direita, os números mostram um eleitor responsável, disposto a ir às urnas, e uma disputa competitiva em que Flávio Bolsonaro aparece à frente no cenário estimulado. Corrupção e a crise no STF lideram as preocupações entre seus eleitores, cobrando accountability institucional.
Duas pesquisas divulgadas entre 16 e 17 de outubro indicam alta disposição de comparecer ao segundo turno, marcado para 25 de outubro. O Datafolha registra 96% de intenção de voto e o Ipespe/Abrapel, 89% com nota dez para a chance de ir às urnas.
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Nesta matéria: viés de centro.
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As duas pesquisas convergem em que a disposição de comparecer ao segundo turno é muito alta: 96% no Datafolha e 89% com nota dez no Ipespe/Abrapel.
Duas pesquisas divulgadas em 16 e 17 de outubro medem a disposição do eleitor para o segundo turno de 25 de outubro. O Datafolha registra 96% de intenção de votar, e o Ipespe/Abrapel, 89% com nota dez, além de cenários entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O eleitor brasileiro chega às vésperas do segundo turno, marcado para 25 de outubro, com disposição alta de comparecer às urnas, segundo duas pesquisas divulgadas entre sexta-feira (16) e sábado (17). O Datafolha ouviu 2.520 eleitores nos dias 13 e 14 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais, e registrou que 96% pretendem votar, 1% dizem que não vão e 3% ainda não decidiram. A pesquisa Ipespe/Abrapel, feita por telefone com 1.500 eleitores de 13 a 15 de outubro, com margem de erro máxima de 2,6 pontos percentuais, mostrou que 89% dão nota dez à chance de comparecer, com média geral de 9,5.
A cobertura de centro relatou que, no Datafolha, a disposição é idêntica nos dois campos: 98% dos eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 98% dos de Flávio Bolsonaro (PL) pretendem votar, com 2% de indecisos em cada grupo. Entre quem declara voto em branco, nulo ou em nenhum candidato, 63% pretendem ir, 23% dizem que não irão e 13% estão indecisos. Entre os que não pretendem votar ou ainda não decidiram, quase metade, 47%, aponta a indecisão sobre candidatos como razão. Outros 27% citam dúvida entre os candidatos e 20% dizem não gostar de nenhum.
Veículos de direita, em dois textos sobre o Ipespe, detalharam o cenário da disputa. No conjunto da amostra, Flávio Bolsonaro tem 48% e Lula 46% no cenário estimulado, e 51,2% a 48,8% nos votos válidos. Considerando apenas os 89% com certeza de ir às urnas, Flávio aparece com 50% e Lula com 46%, ou 52,2% a 47,8% nos votos válidos, contra 53,1% a 46,9% na rodada anterior. Entre quem mora perto do local de votação, 80% dos entrevistados, Flávio tem 51% e Lula 45%. Entre quem diz morar longe ou não soube informar, Lula tem 49% e Flávio 39%, com mais brancos, nulos e indecisos. Os textos ressalvam que o relatório não cruza distância e comparecimento, e por isso não é possível concluir que morar longe reduza a presença nas urnas.
Outro texto de direita enfatizou o peso do fim da escala 6x1. Segundo o Ipespe, 10% dos eleitores apontam o tema como principal fator na escolha do voto no segundo turno, o dobro dos 5% da rodada de 6 a 8 de outubro. No conjunto, ele fica atrás de corrupção e crise no STF, com 20%, economia, emprego e preços, com 16%, e saúde e educação, com 11%. Entre eleitores de Lula, 20% citam o tema, e entre os de 16 a 34 anos o índice chega a 33%. Entre eleitores de Flávio, apenas 1% o menciona, e corrupção e crise no STF lideram, com 39%.
Veículos de esquerda não cobriram o tema no conjunto de textos analisado, de modo que não há enquadramento de esquerda a relatar. A diferença de ênfase aparece entre a cobertura de centro, concentrada no comparecimento e nos motivos de abstenção, e a de direita, voltada ao placar da disputa, ao recorte por distância e à agenda temática de cada eleitorado.
O que ainda não se sabe é se a alta disposição declarada se converterá em comparecimento real, já que as pesquisas medem intenção. Também não está claro se a distância até o local de votação afeta a presença, porque o relatório do Ipespe não faz esse cruzamento, nem como os dois institutos, com metodologias e datas de campo diferentes, se comparam entre si.
Pesquisa ouviu 2.520 eleitores entre os dias 13 e 14 de outubro; margem de erro é de 2 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%

Tema dobra de importância entre uma rodada e outra e aparece como principal assunto entre eleitores de Lula, sobretudo os mais jovens

Levantamento aponta diferenças entre aqueles que moram perto e longe do local de votação
