Operação mira cartel de shows com artistas sertanejos e afasta prefeito do PL em SC
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Para a cobertura de esquerda, o caso escancara como recursos públicos destinados a festas municipais podem alimentar esquemas de corrupção e concentrar poder econômico nas mãos de poucos empresários, em prejuízo da concorrência e do interesse coletivo. A operação reforça a necessidade de fiscalização rigorosa sobre contratos públicos e de responsabilização de agentes que se beneficiam do erário enquanto serviços essenciais seguem carentes de investimento.
O Ministério Público e o Gaeco de Santa Catarina deflagraram a Operação Pão e Circo contra um suposto cartel de empresários do setor de shows que fraudava licitações municipais e pagava propina a agentes públicos.
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R$ 9 milhões em bens e valores foram bloqueados judicialmente. O prefeito de Governador Celso Ramos foi afastado do cargo. O empresário à frente do suposto cartel foi preso preventivamente. Os investigados estão proibidos de contratar com o poder público e de acessar repartições municipais. Ao todo, 50 mandados foram cumpridos em 19 municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
CNN Brasil e ICL Notícias convergem nos fatos centrais: a Operação Pão e Circo, do MP e do Gaeco de Santa Catarina, cumpriu 50 mandados de busca em 19 municípios, prendeu preventivamente o empresário José Clemir Spinelli e bloqueou cerca de R$ 9 milhões em bens; o prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva, do PL, foi afastado do cargo por decisão judicial.
Não se sabe se o prefeito afastado ou o empresário preso apresentaram defesa formal até o momento. O valor total do esquema, além dos R$ 9 milhões bloqueados, não foi divulgado. O número exato de agentes públicos investigados também não foi especificado pelas fontes.
Uma operação do Ministério Público de Santa Catarina, batizada de Pão e Circo, mirou nesta terça-feira, 7 de julho, um suposto cartel que atuava havia anos na contratação de shows para festas municipais no estado. Cinquenta mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 19 municípios, sendo 18 catarinenses e um em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O empresário José Clemir Spinelli, dono da Spinelli Produções, empresa de Itapema especializada em shows de artistas sertanejos para prefeituras, foi preso preventivamente. O prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva, do PL, foi afastado do cargo por determinação judicial.
A cobertura de centro, representada pela CNN Brasil, relatou de forma institucional os detalhes técnicos da operação: a Justiça catarinense autorizou os mandados porque a investigação envolve pessoas com foro por prerrogativa de função, e determinou a indisponibilidade de cerca de R$ 9 milhões em bens e valores dos investigados, além de medidas cautelares como proibição de contratar com o poder público e restrição de acesso a repartições municipais. Segundo essa apuração, o suposto cartel fraudava licitações, manipulava preços e eliminava concorrentes no mercado de shows, com pagamento de propina a agentes públicos e lavagem de dinheiro para ocultar os valores desviados.
A cobertura de veículos de esquerda, como o ICL Notícias, que reproduziu texto da Folhapress, acrescentou detalhes sobre o histórico da empresa investigada, incluindo a produção de festas municipais e festivais com artistas sertanejos de renome. Essa apuração buscou ouvir a prefeitura, a empresa e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, mas nenhum dos três respondeu até a publicação, o que os veículos frisaram como parte do processo de checagem.
Não houve, entre os artigos apurados, cobertura de veículos identificados como de direita sobre o caso até o momento. Ainda assim, o enquadramento típico de direita tenderia a destacar a operação como exemplo de funcionamento das instituições de combate à corrupção e a criticar o uso de dinheiro público para custear shows de artistas em festas municipais, na linha da própria referência que dá nome à operação: a política do pão e circo, usada na Roma antiga para desviar a atenção de problemas mais graves de gestão pública enquanto poucos se beneficiavam de contratos oficiais.
O nome da operação remete à prática dos imperadores romanos de distribuir alimento e entretenimento público para controlar a população, evitando protestos sobre desigualdade e má gestão, referência usada pelo próprio Ministério Público ao batizar a ação.
Ainda não se sabe se o prefeito afastado ou o empresário preso apresentaram defesa formal, nem qual é o valor total estimado do esquema de fraude além dos R$ 9 milhões já bloqueados. Também não foi divulgado quantos agentes públicos, ao todo, são alvo da investigação.
Empresário José Clemir Spinelli é alvo de mandado de prisão preventiva; são cumpridos outros 50 mandados de busca e apreensão

Operação investiga fraude em licitações de show em 18 cidades de SC, afasta prefeito, prende empresário e apura cartel
