Crise do Ueno Bank leva à renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

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Veículos de esquerda relataram a renúncia de Carvallo e a resolução do Ueno Bank, mas destacaram o paralelo com o escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e a exposição de recursos da Previdência Social paraguaia. O texto ligou a crise à chegada de bolsonaristas ao Paraguai após a derrota de Flávio Bolsonaro e afirmou que a coincidência expõe uma contradição no discurso da extrema direita que vende o país como paraíso de baixos impostos.
Com base em Revista Fórum
A cobertura de centro explicou a crise do Ueno Bank, banco digital com cerca de 3 milhões de clientes e maior emissor de cartões de crédito do Paraguai, que levou à renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do Paraguai, na terça-feira, 3 de novembro.
Com base em G1
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2 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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O presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, renunciou em 3 de novembro após o Ueno Bank ter o índice de solvência reduzido a menos da metade do mínimo exigido. O Ministério Público pediu a prisão de oito pessoas, e a crise pressiona o governo de Santiago Peña, ex-sócio do grupo controlador.
Carlos Carvallo renunciou à presidência do Banco Central do Paraguai na terça-feira, 3 de novembro, em meio à crise do Ueno Bank. O banco digital tem cerca de 3 milhões de clientes e é o maior emissor de cartões de crédito do país. Carvallo comandou o próprio Ueno até agosto de 2023 e afirmou que permanecerá no cargo enquanto durar o procedimento aberto pelas autoridades.
As coberturas de centro e de esquerda convergem nos fatos centrais. Depois de ajustes nos balanços, o índice de solvência do Ueno caiu para menos da metade do mínimo exigido, e o Banco Central iniciou um processo de resolução para proteger os depositantes. O Ministério Público pediu investigação criminal e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao banco. O Ueno administra cerca de 850 milhões de dólares em recursos públicos, incluindo valores de fundos de previdência. O presidente Santiago Peña, que foi sócio do Grupo Vázquez, controlador do banco, até março de 2025, anunciou acordo com líderes do Congresso para acelerar o uso do Fundo de Garantia no pagamento aos depositantes. Peña e o Banco Central disseram que se trata de um caso isolado, não de um problema do sistema financeiro nacional.
A cobertura de centro deu espaço à versão oficial, às críticas de parlamentares à supervisão do banco e a clientes, entre eles aposentados, que encontraram as agências fechadas. O texto registrou ainda o desgaste para o governo Peña e o risco para a reputação do Paraguai como destino de capital estrangeiro, grande parte vindo do Brasil. Parte dessas informações é creditada a uma agência internacional de notícias, o que significa que a convergência em alguns pontos não equivale a apurações independentes.
Veículos de esquerda foram além dos fatos e enquadraram o caso politicamente. O texto comparou o Ueno ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, e destacou que o Instituto de Previsión Social, a previdência paraguaia, mantinha cerca de 2,15 trilhões de guaranis no banco, acima de 10% da sua carteira. A matéria ligou a crise à chegada de bolsonaristas ao Paraguai após a derrota de Flávio Bolsonaro e escreveu que a coincidência expõe uma contradição no discurso da extrema direita que vende o país como paraíso de baixos impostos. A manchete desse texto fala em possível renúncia do presidente do país, mas o corpo trata da saída do presidente do Banco Central. A versão oficial de caso isolado aparece ali só de passagem. O corpo recebido dessa matéria termina truncado, e a análise se limita ao trecho lido.
Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a madrugada de 4 de novembro, quando saiu a matéria mais recente analisada, não se conhecia a dimensão final das perdas, que dependia da apuração patrimonial do Ueno. Também não estavam identificadas publicamente as oito pessoas com prisão determinada, nem havia data para a votação do projeto que libera o Fundo de Garantia.
Maior emissor de cartões de crédito do país, Ueno enfrenta problemas financeiros e investigações. Crise também aumenta a pressão sobre o governo de Santiago Peña.

O presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo nesta terça-feira (3), em meio à crise do Ueno Bank, banco digital que ele
