Caroline de Toni tem 42,3% ao Senado por Santa Catarina, aponta Paraná Pesquisas
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro · 4 veículos de direita

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A leitura da cobertura à direita trata o levantamento como fotografia de uma disputa aberta, e não como resultado antecipado. Caroline de Toni, do PL, lidera com 42,3%, mas a briga pela segunda cadeira está indefinida: Carlos Bolsonaro, com 36%, e Esperidião Amin, com 34,2%, estão separados por margem que a própria pesquisa não resolve. O dado tratado como mais relevante é a indefinição do eleitor: 52,2% dos entrevistados não souberam citar espontaneamente os dois votos para o Senado, a onze dias da votação. Junto disso vem a ressalva metodológica de que pesquisas de intenção de voto são leitura de momento, sujeita a desenho de amostra e formulação de pergunta, e que levantamentos de 2022 apresentaram discrepâncias relevantes diante do resultado das urnas.
A leitura da cobertura à esquerda concentra-se em quem é cada nome na disputa, e não apenas nos percentuais. O destaque é a candidatura de Carlos Bolsonaro, vereador eleito no Rio de Janeiro que transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina em busca de uma cadeira no Congresso, e que aparece com 36% em um estado onde não construiu trajetória local.
O instituto Paraná Pesquisas divulgou em 23 de setembro de 2026 um levantamento sobre a disputa pelas duas vagas do Senado por Santa Catarina. No cenário estimulado, a deputada federal Caroline de Toni, do PL, aparece com 42,3% das intenções de voto, seguida por Carlos Bolsonaro, também do PL, com 36%, e pelo ex-governador Esperidião Amin, do PP, com 34,2%.
7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Todas as coberturas apresentam os mesmos percentuais: Caroline de Toni (PL) à frente com 42,3%, Carlos Bolsonaro (PL) com 36% e Esperidião Amin (PP) com 34,2%, com os dois últimos empatados tecnicamente na briga pela segunda cadeira. Também há acordo sobre a amostra de 1.384 eleitores, o período de campo entre 20 e 22 de setembro e o registro SC-00523/2026 na Justiça Eleitoral.
A disputa pelas duas vagas do Senado por Santa Catarina tem Caroline de Toni na frente, com 42,3% das intenções de voto, e um empate técnico entre Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin pela segunda cadeira. O levantamento ouviu 1.384 eleitores entre 20 e 22 de setembro, e mais da metade do eleitorado ainda não definiu espontaneamente os dois votos.
O instituto Paraná Pesquisas divulgou em 23 de setembro de 2026 um levantamento sobre a disputa pelas duas vagas do Senado por Santa Catarina que coloca a deputada federal Caroline de Toni, do PL, na liderança, com 42,3% das intenções de voto no cenário estimulado. Logo atrás aparecem o vereador Carlos Bolsonaro, também do PL, com 36%, e o ex-governador Esperidião Amin, do PP, com 34,2%, separados por diferença que a margem de erro do levantamento não resolve. Décio Lima, do PT, aparece em quarto lugar, com 15,6%, seguido por Lunelli, do MDB, com 7,2%, e Afrânio Boppré, do PSOL, com 6,6%. Os demais nomes ficam abaixo de 3%.
A pesquisa ouviu 1.384 eleitores entre os dias 20 e 22 de setembro, com nível de confiança de 95%, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SC-00523/2026. O levantamento foi contratado por uma empresa privada de serviços e tecnologia. Santa Catarina elege dois senadores no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o que explica por que a corrida real, segundo os números publicados, é pela segunda cadeira.
As três coberturas convergem nos percentuais e na metodologia. Todas apresentam Caroline de Toni na primeira posição, registram o empate técnico entre Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin e reproduzem o número de entrevistados, o período de campo e o registro na Justiça Eleitoral. Nenhuma delas traz declaração de candidato ou de campanha sobre o resultado.
As diferenças estão na ênfase. Veículos de esquerda destacaram o perfil dos concorrentes, e não apenas a tabela: apresentaram Carlos Bolsonaro como o filho de Jair Bolsonaro que deixou o Rio de Janeiro e transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina em busca de uma vaga no Congresso, e contrapuseram a ele a figura de Esperidião Amin, descrito como político tradicional do estado que ainda mostra força. A cobertura de centro seguiu o formato de agência, enumerando os percentuais em ordem decrescente e fechando com o bloco de metodologia, sem caracterizar os candidatos, ainda que tenha trocado o nome do estado em que o campo foi realizado ao descrever a amostra. Veículos de direita enfatizaram a indefinição do eleitorado e a cautela metodológica: publicaram também o cenário espontâneo, no qual 52,2% dos entrevistados não souberam citar os dois votos para o Senado, explicaram que a soma dos dois votos ultrapassa 100% e acrescentaram nota lembrando que pesquisas são leitura de momento e que levantamentos de 2022 apresentaram discrepâncias diante do resultado das urnas.
Há ainda uma divergência de dado entre as coberturas que o leitor não consegue resolver pelo texto. Parte delas informa margem de erro de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, enquanto outra registra 2 pontos percentuais para o mesmo levantamento, com a mesma amostra e o mesmo registro eleitoral. A diferença importa justamente no ponto decisivo da disputa, que é a distância entre o segundo e o terceiro colocados.
O que ainda não se sabe é como a fatia de eleitores indecisos vai se distribuir até 4 de outubro, e nenhuma das coberturas apresenta série histórica que permita medir movimento em relação a levantamentos anteriores do mesmo instituto. Também não há, nos textos, medição de rejeição para os candidatos ao Senado, nem explicação sobre a divergência da margem de erro. Nenhuma das campanhas envolvidas comentou os números até a publicação das matérias.
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