Partido da Causa Operária orienta voto nulo no segundo turno presidencial
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O Partido da Causa Operária (PCO) orientou o voto nulo no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, decisão tomada na 39ª Conferência Nacional e divulgada em 12 de outubro. A legenda apoiou Lula em 2022, mas agora critica a relação do PT com o STF e a política econômica do governo.
A rejeição do PCO a Lula, vinda de um partido que o apoiou em 2022, é lida como sinal de desgaste do governo, inclusive à esquerda. A cobertura de direita destaca as críticas à política econômica, ao arcabouço fiscal e à aliança com o STF.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O Partido da Causa Operária, que apoiou Lula em 2022, orientou voto nulo no segundo turno contra Lula e Flávio Bolsonaro. A decisão saiu da 39ª Conferência Nacional, no domingo, 11, e foi divulgada no dia seguinte, com críticas ao PT, ao STF e ao governo.
O Partido da Causa Operária (PCO) orientou seus filiados e eleitores a votar nulo no segundo turno da eleição presidencial de 2026, disputado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi aprovada no domingo, 11 de outubro, durante a 39ª Conferência Nacional do partido, e divulgada na segunda-feira, 12.
A posição marca uma mudança em relação a 2022, quando a legenda apoiou Lula contra Jair Bolsonaro. A cobertura de centro relatou que o histórico do PCO é irregular: o partido apoiou Lula em 1989, 1994, 1998, 2018 e 2022, e negou apoio ao PT em 2002, 2006, 2010, 2014 e no segundo turno de 2018, quando não apoiou Fernando Haddad. Segundo essa cobertura, nas eleições em que o partido apoiou Lula, a decisão havia sido tomada ainda no primeiro turno.
O presidente nacional do partido, Rui Costa Pimenta, foi o porta-voz das críticas. Ele disse que o PT fez uma aliança com o que há de pior no regime político brasileiro, que é o Supremo Tribunal Federal, e que o PT compactuou com o atentado do tribunal contra os direitos democráticos da população. Para ele, Lula não é um candidato de oposição que represente a oposição das massas ao regime. Segundo a cobertura de centro, o partido avalia que Lula chega à disputa como representante de um bloco que reúne o petismo, setores do STF e a direita tradicional, e que estaria comprometido com a política do grande capital.
Pimenta foi o candidato do partido no primeiro turno e recebeu 15.024 votos, o equivalente a 0,01% dos votos válidos, ficando em último lugar entre os presidenciáveis.
Veículos de direita enfatizaram o conteúdo econômico do documento da conferência. De acordo com essa cobertura, o partido afirma que a classe trabalhadora não tem nada a ganhar ao votar em Lula e que a mensagem deve ser inequívoca: nenhum apoio aos dois candidatos do capital. Os alvos citados são a política econômica conduzida pelos ministros Fernando Haddad e Simone Tebet e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acusados pelo partido de favorecer bancos e de restringir os gastos sociais por meio do arcabouço fiscal. Essa cobertura também ressaltou que a orientação contrasta com a de outras legendas da esquerda radical, como a Unidade Popular, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado e o Partido Comunista Brasileiro, que anunciaram apoio a Lula.
A cobertura de centro ampliou o quadro de apoios no segundo turno. Renan Santos, do Missão, e Wilson Grassi, do Democrata, não declararam apoio a nenhum dos candidatos ou optaram pela neutralidade. Já Flávio Bolsonaro recebeu apoio de Augusto Cury, do Avante, Ronaldo Caiado, do PSD, Romeu Zema, do Novo, e Clariana Barão, do DC.
No conjunto de artigos analisado, não há veículo de esquerda cobrindo o episódio. Por isso, o ângulo que a esquerda daria à notícia, seja a divisão interna do campo, seja a defesa do governo diante das críticas, não aparece com voz própria nesta cobertura. Os textos também não trazem resposta do PT ou da campanha de Lula às acusações do PCO.
O que ainda não se sabe é qual será o efeito prático da orientação. O partido teve 0,01% dos votos válidos no primeiro turno, e nenhuma das fontes estima quantos eleitores seguirão a recomendação de voto nulo. Também não há, até aqui, reação oficial do governo ou do PT.
Partido, que apoiou Lula em 2022, decidiu pela orientação durante conferência nacional realizada no domingo (11).

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