Polícia Federal pede ao STF orientação sobre citações a ministros no caso Master
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A Polícia Federal reuniu-se na terça-feira com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para saber como tratar citações a ministros da Corte em investigações, em especial no caso do Banco Master. Segundo interlocutores da corporação, não havia relatório a entregar.
Pela lente da direita, o episódio levanta dúvidas sobre os limites do Supremo e o risco de a Corte controlar o que a PF pode registrar sobre os próprios integrantes. A cobertura enfatiza a responsabilidade institucional e a necessidade de evitar omissões.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
A Polícia Federal procurou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para saber como agir quando ministros da Corte são citados em investigações do caso Banco Master. A página reúne o que se sabe sobre o pedido de orientação e o que segue em aberto.
A Polícia Federal reuniu-se na terça-feira (13) com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, para definir como os investigadores devem proceder quando o nome de um ministro da Corte aparece nas apurações, em especial nas relacionadas ao Banco Master. O encontro foi pedido pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, que quer alinhar o procedimento antes de elaborar ou encaminhar novos documentos.
Segundo interlocutores da PF, não havia nenhum relatório pronto para ser entregue ao Supremo. O objetivo era esclarecer qual orientação a Corte pretende dar ao tratamento dessas informações. A dúvida nasceu de um ofício enviado por Fachin à PF, no qual o presidente do STF afirmou que as informações do caso devem ser apresentadas integralmente, sem exclusão de pessoas ou fatos, para que sejam avaliadas as providências cabíveis. Dentro da corporação, o texto gerou dificuldade de interpretação.
A cobertura de centro relatou que os investigadores querem respostas objetivas. Todas as referências a ministros devem constar dos relatórios? Quem avalia a relevância de cada citação e decide o que será incluído ou descartado? A avaliação interna é de que essa definição precisa partir do Supremo, para que a PF não tenha de criar filtros sobre informações que envolvem integrantes da Corte. A preocupação, de acordo com as fontes, é evitar tanto a omissão de informações relevantes quanto a produção de documentos sobre ministros sem respaldo ou determinação do tribunal.
O contexto é o caso Master. Nomes de integrantes do Supremo, como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça, apareceram em materiais extraídos de aparelhos apreendidos de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco. Um dos textos acrescenta que um relatório da PF indicou 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes até a prisão do banqueiro, e que Toffoli deixou a relatoria em sessão reservada, depois de a PF ter lhe encaminhado um relatório. Desde então, a corporação só produzirá novos documentos sobre ministros com determinação expressa da própria Corte. Todos os relatos ressalvam que a presença de um nome nos documentos, por si só, não significa que o ministro seja suspeito.
Há diferença de ênfase entre os relatos. Veículos de direita enfatizaram o procedimento e a dúvida sobre quem decide o que entra nos relatórios, além de destacarem que a conversa deve estabelecer critérios respeitando as atribuições das instituições. Já a cobertura de centro deu mais peso ao pedido da PF por uma orientação clara do Supremo e ao contexto da chamada crise no tribunal. Não há, entre as fontes desta cobertura, veículos de esquerda que tenham tratado do assunto, de modo que não é possível descrever o enquadramento desse campo.
O que ainda não se sabe é o resultado da reunião, que foi fechada. Não há informação sobre qual critério o Supremo indicou, se as citações serão todas incluídas ou filtradas, nem quem fará a triagem. Também não foi divulgada a posição pública dos ministros mencionados, nem há detalhes sobre o conteúdo completo do ofício de Fachin.
A reunião entre a Polícia Federal (PF) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, marcada para

A Polícia Federal se reúne com o STF nesta terça para estabelecer critérios claros sobre o tratamento de citações a ministros em relatórios de investigações em curso.

Corporação busca diretrizes da Corte sobre triagem e inclusão de nomes de magistrados em relatórios. Leia no Poder360.
