Prefeitura de SP levanta suspeita sobre R$ 13 milhões de ONG ligada a produtora de ‘Dark Horse’
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Resumo da cobertura
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Veículos de esquerda tenderiam a enquadrar o caso como um alerta sobre o uso de recursos públicos destinados a um serviço essencial de inclusão digital, que teriam sido possivelmente desviados para beneficiar um projeto pessoal ligado a um político em pré-campanha. A leitura reforça a necessidade de fiscalização rigorosa e transparência total sobre contratos milionários entre prefeituras e organizações não governamentais.
A Prefeitura de São Paulo questionou R$ 13,4 milhões em notas fiscais do Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme 'Dark Horse'. O contrato, de R$ 108 milhões, é para instalação de wi-fi público e foi firmado em 2024 com a gestão do prefeito Ricardo Nunes.
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R$ 13,4 milhões em notas fiscais estão sob suspeita, dentro de um contrato total de R$ 108 milhões; o ICB tem prazo de 30 dias para regularizar a documentação; caso não regularize, o valor deverá ser restituído aos cofres públicos.
Ambas as coberturas confirmam que a Prefeitura de São Paulo questionou R$ 13,4 milhões em notas fiscais do contrato de wi-fi com o ICB, e que o instituto nega irregularidades e diz colaborar integralmente com a fiscalização municipal.
Ainda não se sabe se os recursos do contrato de wi-fi foram de fato usados para financiar o filme 'Dark Horse', nem qual foi o resultado da operação de busca e apreensão da Polícia Civil de São Paulo.
A Prefeitura de São Paulo questionou R$ 13,4 milhões em notas fiscais apresentadas pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) na prestação de contas de um contrato de R$ 108 milhões, firmado em 2024, para a instalação de pontos de wi-fi gratuito na cidade. O ICB é presidido por Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Produções, responsável pelo filme "Dark Horse", que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e teria sido financiado pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo ofício da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, a maior parte dos valores questionados, R$ 10,6 milhões, corresponde a notas fiscais que não especificam as áreas geográficas atendidas nem os serviços efetivamente prestados. Os documentos foram emitidos por quatro empresas, Favela Conectada, Complexsys, Make One e Ultra IP, que, assim como o próprio ICB, foram alvo de uma operação de busca e apreensão deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em junho. Outros R$ 906 mil são questionados por cancelamento de notas fiscais, e R$ 1,3 milhão por inconsistências como falta de lastro bancário, endereços incompatíveis e ausência de relatórios técnicos. A prefeitura afirma que a fiscalização é rotineira, ocorre semestralmente, e que o instituto tem 30 dias para regularizar a documentação antes de qualquer decisão sobre a devolução dos valores. Em nota, Karina Gama disse que os fatos serão esclarecidos e que o ICB colabora integralmente com o poder público, prestando todos os esclarecimentos necessários.
A cobertura de centro relatou os fatos apurados a partir do ofício municipal com base em reportagem da Folhapress, reproduzindo tanto a posição da secretaria quanto a defesa do instituto, sem antecipar conclusões antes do fim do prazo de regularização. Veículos de esquerda destacariam a gravidade de recursos públicos, destinados a um serviço essencial de inclusão digital para a população, terem sido possivelmente desviados para beneficiar um projeto ligado a um político em pré-campanha, reforçando a cobrança por transparência total no uso do dinheiro do contribuinte. Já veículos de direita enfatizariam que as suspeitas ainda não configuram prova de irregularidade, defendendo o direito de resposta do instituto e cobrando rigor institucional na fiscalização de contratos públicos de grande porte, independentemente do lado político dos envolvidos.
Até o momento, não há confirmação de que os recursos do contrato de wi-fi tenham sido de fato usados para financiar a produção do filme, nem o resultado da operação de busca e apreensão da Polícia Civil foi divulgado. O desfecho da fiscalização semestral só será conhecido após o prazo de 30 dias concedido ao ICB para regularizar a prestação de contas.
Prefeitura de São Paulo questiona R$ 13,4 milhões em notas fiscais de ONG ligada à produtora do filme 'Dark Horse'.

