Rio tem greve de motoristas de ônibus; sindicato diz que 30 veículos foram depredados
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Os motoristas de ônibus do Rio de Janeiro iniciaram à meia-noite desta segunda-feira uma greve por tempo indeterminado, aprovada em assembleia no domingo. A paralisação afetou passageiros e reduziu a frota em circulação. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) determinou em liminar a circulação mínima de 50% da frota nos horários de pico, sob multa diária de R$ 50 mil. O sindicato patronal Rio Ônibus afirmou que cerca de 40 veículos foram depredados e que 860 ônibus saíram das garagens; o sindicato dos rodoviários contestou os números de depredação. Uma audiência de conciliação foi marcada para terça-feira no TRT.
A greve dos rodoviários do Rio expõe a precariedade das condições de trabalho e dos salários de uma categoria essencial ao direito de ir e vir da população. Os trabalhadores reivindicam piso de R$ 4 mil, jornada 5x2, fim dos contratos temporários e contratação pela CLT no BRT, além de plano de saúde e manutenção do passe livre.
A greve dos rodoviários paralisou o transporte público do Rio e deixou milhares de passageiros sem alternativa logo no início da semana, em meio à expectativa do jogo do Brasil pela Copa. Apesar da liminar do TRT-1 exigindo ao menos 50% da frota, a categoria não cumpriu o mínimo, e cerca de 40 ônibus foram depredados em piquetes, conforme o sindicato das empresas.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados confirmam que a greve começou à meia-noite de segunda-feira, que a liminar do TRT-1 exigia frota mínima de 50% e que houve veículos depredados e forte impacto aos passageiros do transporte público.
Os motoristas de ônibus do município do Rio de Janeiro entraram em greve por tempo indeterminado à meia-noite desta segunda-feira, 29 de junho, depois de aprovarem a paralisação em assembleia realizada no domingo. Logo nas primeiras horas, passageiros relataram demora na chegada dos coletivos, redução da frota e dificuldade para chegar ao trabalho e à escola, num dia marcado também pelo jogo da seleção brasileira pela Copa do Mundo.
O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, o TRT-1, havia determinado em liminar, dentro de um dissídio coletivo, a circulação de pelo menos metade da frota nos horários de pico e de um quarto nos demais períodos, sob pena de multa diária de 50 mil reais aplicada de forma independente ao sindicato dos trabalhadores e ao sindicato das empresas. A categoria reivindica piso de 4 mil reais para motoristas de ônibus convencionais e de 5 mil reais para os de veículos articulados, jornada de trabalho na escala cinco por dois, tíquete-alimentação de mil reais, manutenção do passe livre, planos de saúde e odontológico e o fim dos contratos temporários no BRT, com contratação pelo regime da CLT.
A cobertura de centro, como a da CNN Brasil e da Agência Brasil, relatou os fatos com paridade de fontes: detalhou a liminar, os valores propostos pelas empresas, que ofereceram a reposição da inflação medida pelo IPCA, de 4,39%, e registrou que a prefeitura e o governo do estado decretaram ponto facultativo, apontando metrô, trens e barcas como alternativas. Esses veículos também confrontaram os números: enquanto o sindicato patronal Rio Ônibus afirmou que cerca de 40 ônibus foram depredados em piquetes, o presidente do sindicato dos rodoviários, Sebastião José, reconheceu apenas quatro ocorrências e negou a participação dos trabalhadores.
Veículos de direita, como o InfoMoney, enfatizaram o transtorno aos passageiros, o descumprimento da decisão judicial e a depredação dos veículos, destacando o apelo das empresas para que os motoristas voltassem às garagens e a defesa do cumprimento da liminar. Já veículos de esquerda, como o Diário do Centro do Mundo e a Agência Brasil, deram relevo à perspectiva dos trabalhadores: ressaltaram que o presidente do sindicato responsabilizou os patrões por não enviarem a escala dos profissionais exigida pela Justiça, contestaram os números de depredação como tentativa de criminalizar o movimento e enfatizaram a defasagem salarial de uma categoria essencial ao direito de ir e vir da população.
Apesar das divergências de enquadramento, os três lados convergem em pontos centrais: a greve começou, a frota mínima exigida pela Justiça não foi plenamente cumprida nas primeiras horas, houve veículos depredados e os usuários do transporte público foram os mais penalizados. Uma audiência de conciliação entre representantes dos trabalhadores e das empresas foi marcada para terça-feira, 30 de junho, às 11h, no Tribunal Regional do Trabalho.
O que ainda não se sabe é quando a greve terminará, qual será o desfecho da negociação salarial e quem, de fato, foi responsável pela depredação dos ônibus, já que os números divulgados pelo sindicato patronal e pelo sindicato dos trabalhadores seguem em contradição.
Paralisação por tempo indeterminado começou à meia-noite; Justiça determinou circulação mínima da frota

Paralisação por tempo indeterminado foi aprovada no domingo (28.jun); categoria pede revisão salarial, entre outras coisas. Leia no Poder360.

Greve de ônibus no Rio de Janeiro afeta passageiros, reduz frota nas ruas e provoca filas nesta segunda-feira.

Entre as reivindicações estão melhorias salariais, mudança da data-base, redução da jornada, passe livre e planos de saúde
A paralisação da categoria por reajuste salarial provocou atrasos e afetou o transporte municipal e o BRT nesta segunda-feira, enquanto o sindicato denunciou a vandalização de 30 veículos

Mobilização foi aprovada pelos rodoviários em assembleia realizada na noite de domingo e entrou em vigor à meia-noite desta segunda-feira

Nesta matéria: perspectiva omitida.
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