Flávio Bolsonaro diz que não vai a debate no domingo e Lula reduz distância
2 veículos de esquerda · 27 veículos de centro · 4 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
33 fontes políticas
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A 12 dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem em empate técnico ou com leve vantagem numérica do senador nas pesquisas. Flávio disse que não vai ao debate de domingo, Lula confirmou presença, e as campanhas se reuniram com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral por causa do volume de ações.
Pelo olhar da esquerda, a retomada das ruas e a queda da vantagem de Flávio Bolsonaro mostram que a candidatura de Lula recupera fôlego, enquanto a campanha adversária se esconde dos debates, recua em pautas populares e dissemina conteúdo falso. O foco recai sobre os direitos dos trabalhadores e a defesa das instituições.
Pelo olhar da direita, Flávio Bolsonaro mantém a dianteira nas principais pesquisas e consolida apoios amplos de partidos e do MDB, enquanto Lula recorre a pacotes pré-eleitorais e a liminares. A prudência de Flávio é apresentada como estratégia para não errar na reta final, e o debate é tratado como risco calculado.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
A 12 dias do segundo turno, Flávio Bolsonaro disse que não deve ir ao debate de domingo, enquanto Lula confirmou presença. As pesquisas mostram vantagem numérica do senador, mas em empate técnico em parte dos levantamentos. A Justiça Eleitoral também ganhou peso na disputa.
A 12 dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, a disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) girou em torno de três frentes na terça-feira (13): as pesquisas, a definição dos debates e a atuação da Justiça Eleitoral. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, com 56,1 milhões de votos, e Lula, 45,16%, com 53,8 milhões, segundo a cobertura de centro. A diferença foi a menor desde a redemocratização.
Sobre as pesquisas, a cobertura de centro relatou que a PoderData/Aya, feita de 10 a 12 de outubro com 3 mil entrevistas, colocou Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%, empate técnico dentro da margem de 1,8 ponto. Na rodada de 8 de outubro, o placar era de 53% a 47%. Outros levantamentos mostraram números diferentes: Nexus/BTG, 52% a 48% para Flávio; Futura, 51,8% a 48,2%; Gerp, 55% a 45%. Uma compilação de oito estudos indicou Flávio numericamente à frente em sete, e Lula à frente em um. As coberturas lembram que as metodologias e os períodos de coleta variam e que não formam uma série única. A rejeição é maior para Lula nos institutos que a mediram: 46% a 44% na PoderData/Aya, 51% a 47% na Nexus/BTG e 53% a 42% na Gerp.
Sobre os debates, Flávio disse a jornalistas que não está previsto ir ao encontro de domingo (18) e que sua equipe técnica decidirá sobre o último, previsto para 23 de outubro. Em 6 de outubro, ele havia dito que participaria. Lula confirmou presença e afirmou querer mostrar a diferença entre os programas. O presidente do PT, Edinho Silva, disse que Lula quer o confronto direto. A emissora informou que o púlpito de quem faltar ficará vazio. No primeiro turno, os dois líderes não participaram de nenhum debate.
Na Justiça Eleitoral, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que Flávio e aliados retirassem em 24 horas um vídeo que associava falsamente consumo de drogas ao ato pró-Lula na Avenida Paulista, no domingo (11). A gravação circulava desde junho. Também houve uma sequência de liminares sobre o canal de WhatsApp Exército de Lula, que reúne mais de 3,7 milhões de usuários: foi derrubado e restituído no mesmo dia, e a área técnica não encontrou conteúdo falso já analisado, mas apontou riscos. O presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, reuniu as campanhas, que, segundo uma apuração, devem negociar a redução do volume de processos.
No campo político, o MDB declarou apoio majoritário a Flávio, com 16 dos 27 diretórios segundo uma cobertura e 17 segundo outra, e dez estados com Lula. Flávio também afirmou que votará a favor do fim da escala 6x1, e Lula ironizou, dizendo que foi pressão da sociedade. A votação no Senado é esperada para quarta-feira (14).
Veículos de esquerda destacaram principalmente o roteiro dos candidatos e os planos de governo, com Lula defendendo o Sul Global e Flávio, a aproximação com Estados Unidos e Israel. O tom crítico se concentrou nas declarações do PT contra Flávio, na mudança sobre a 6x1 e no vídeo falso. Veículos de direita enfatizaram a vantagem de Flávio, a rejeição maior a Lula e os apoios partidários, com destaque para as cinco justificativas do presidente do MDB, Baleia Rossi. Ambos os lados interpretam o recuo de Flávio no debate de formas diferentes: como fuga, ou como cautela de quem lidera.
Ainda não se sabe se Flávio comparecerá a algum debate, qual será o resultado das pesquisas da Quaest e do Datafolha, previstas para 14 e 15 de outubro, e se a trégua nos processos do tribunal vai se concretizar. Também não há consenso sobre o número exato de diretórios do MDB com cada candidato.
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As campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Lula (PT) vão se reunir, nesta quarta-feira, 14, em Brasília, para negociar uma redução do volume de processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A iniciativa atende a um pedido do presidente da Corte, Nunes Marques, aceito pelos dois lados, durante um encontro. Conforme apurou Oeste, os advogados de cada candidato apresentarão uma relação de ações para discutir quais poderão ser levadas ao tribunal como parte de um entendimento

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A menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro, Flávio Bolsonaro, do PL, e Lula, do PT, dividiram a terça-feira (13) entre Brasília e São Paulo. Flávio Bolsonaro começou o dia na capital do país, com uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O Supremo Tribunal Federal autorizou o encontro depois do fim da suspensão de 90 dias das visitas, imposta em julho pelo ministro Alexandre de Moraes. À tarde, em São Paulo, Flávio se reuniu com representantes do MDB e esteve no Grande Encontro do Associativismo.
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