Justiça Eleitoral analisa registros de chapas a governo e Senado em sete estados
1 veículo de esquerda · 6 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 fontes políticas
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O prazo para registro de candidaturas às eleições de 2026 se encerrou em 15 de agosto e a campanha foi liberada no dia seguinte. Nos sete estados cobertos pelo material reunido, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Espírito Santo e Paraíba, as chapas ao governo estadual e ao Senado já estão definidas e aguardam a análise da Justiça Eleitoral, que ainda pode receber impugnações, determinar diligências e deferir ou indeferir cada pedido. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, onde for necessário, para 25 de outubro. Cada eleitor vota em dois nomes para o Senado, porque duas cadeiras por estado estão em disputa.
O fechamento do registro de candidaturas mostra um sistema eleitoral que, apesar das barreiras econômicas, ainda comporta pluralidade: ao lado de nomes com décadas de mandato e patrimônio de centenas de milhares de reais, disputam professores aposentados, operários da construção civil, bancários sindicalizados, uma empregada doméstica que mora em ocupação e servidores públicos, muitos com patrimônio declarado próximo de zero.
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Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Toda a cobertura registra os mesmos marcos: o prazo de registro terminou em 15 de agosto, a campanha começou em 16 de agosto, o primeiro turno ocorre em 4 de outubro e o segundo, onde necessário, em 25 de outubro. Também há convergência de que os pedidos ainda passam por impugnações e diligências antes do deferimento, e de que cada eleitor escolherá dois nomes para o Senado.
O encerramento do prazo de registro fechou o quadro de candidaturas a governos estaduais e ao Senado em sete estados. Esta análise reúne o que a cobertura de centro apurou sobre nomes, coligações e bens declarados, o que veículos de esquerda destacaram sobre a disputa em Pernambuco e o que ainda depende da análise dos pedidos pela Justiça Eleitoral.
O prazo para o registro de candidaturas das eleições de 2026 se encerrou no sábado, 15 de agosto, e a Justiça Eleitoral passou a analisar os pedidos das chapas que disputam governos estaduais e vagas no Senado. O material reunido cobre sete estados: Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Espírito Santo e Paraíba. A campanha nas ruas e na internet foi liberada no domingo, 16 de agosto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e, onde for necessário, o segundo turno acontece em 25 de outubro. Para o Senado, cada eleitor vota em dois nomes, porque duas cadeiras por estado estão em disputa.
A cobertura de centro relatou o quadro estado a estado. No Rio Grande do Sul, sete chapas disputam o Palácio Piratini, e as declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral vão de nenhum bem, no caso de Cesar Pontes, do Partido da Causa Operária, a R$ 935 mil, declarados pelo vice-governador Gabriel Souza, do Movimento Democrático Brasileiro, seguido por Luciano Zucco, do Partido Liberal, com R$ 709,3 mil, e por Juliana Brizola, do Partido Democrático Trabalhista, com R$ 376,1 mil. No Rio Grande do Norte, nove candidatos concorrem ao governo e quatorze ao Senado. No Ceará, são oito nomes para cada disputa, com o ex-governador Ciro Gomes enfrentando o governador Elmano de Freitas. Em Goiás, seis chapas disputam o Palácio das Esmeraldas depois da renúncia de Ronaldo Caiado, em 31 de março, para concorrer à Presidência, com o vice Daniel Vilela assumindo o cargo. No Espírito Santo, cinco candidatos disputam o Palácio Anchieta, entre eles o governador Ricardo Ferraço e o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini. Na Paraíba, seis nomes concorrem, incluindo o senador Efraim Filho e o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena.
Veículos de esquerda destacaram o desempenho eleitoral do campo governista em Pernambuco. Segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 17 de agosto, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo PE-06056/2026, Marília Arraes, apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lidera a corrida ao Senado com 29% das intenções de voto, enquanto o senador Humberto Costa aparece com 20%, contra 18% de Mendonça Filho. Com margem de erro de dois pontos percentuais, os dois últimos estão em empate técnico. Essa cobertura enquadra o resultado como consolidação dos aliados do governo federal e atribui a reorganização da disputa à saída de Miguel Coelho, que teria aberto espaço para a concentração do eleitorado conservador em um único nome. No governo pernambucano, o mesmo levantamento mostra João Campos e a governadora Raquel Lyra empatados em 43%.
Veículos de direita não apresentaram cobertura própria desse conjunto de registros no material reunido, o que deixa sem contraponto editorial temas que costumam ocupar esse campo, como a leitura do patrimônio declarado por candidatos de todos os partidos, o peso das coligações amplas montadas em torno de governos estaduais e a avaliação das gestões que disputam a reeleição. A ausência também impede comparar a leitura otimista feita à esquerda sobre Pernambuco com uma interpretação alternativa dos mesmos números.
A cobertura de centro registrou ainda pendências que podem afetar as chapas. No Rio Grande do Norte, o candidato Allyson Bezerra, prefeito licenciado de Mossoró, é investigado pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União na Operação Mederi, que apura fraudes em licitações e desvio de recursos na saúde. Na Paraíba, o candidato Pedro Coutinho não havia registrado plano de governo nem apresentado certidão criminal para fins eleitorais, documentos exigidos para o deferimento do pedido. Em nenhum dos dois casos houve manifestação registrada dos citados.
O que ainda não se sabe é o resultado da própria análise. Apresentados os pedidos, abre-se prazo para impugnações, e a Justiça Eleitoral pode determinar diligências para que falhas ou ausência de documentos sejam corrigidas antes de deferir ou indeferir cada registro. Não há, no material disponível, informação sobre quantas impugnações foram protocoladas, sobre o desfecho das investigações citadas, sobre o patrimônio declarado pelos candidatos da maioria dos estados nem pesquisas de intenção de voto fora de Pernambuco.
Prazo para registro de candidaturas se encerrou no sábado (15). Candidatos podem fazer campanha nas ruas e na internet desde domingo (16).

Pesquisa Real Time Big Data mostra Marília Arraes na liderança, enquanto Humberto Costa aparece com 20% e disputa a segunda cadeira com Mendonça Filho, do PL

Ao todo, nove concorrem ao governo e 14 ao Senado. Primeiro turno está marcado para 4 de outubro

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