Segurança de Mendonça é reforçada após ministro assumir relatoria do caso Master e do inquérito do INSS no STF
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O reforço da segurança de André Mendonça expõe o tamanho dos casos que ele relata no STF: a investigação sobre fraudes que lesaram aposentados e pensionistas do INSS e o caso do Banco Master, que envolve um banqueiro preso e mensagens sobre uma milícia privada para coagir desafetos. Para a leitura à esquerda, o episódio mostra um Judiciário que avança contra crimes de colarinho-branco e contra a lesão a beneficiários vulneráveis da Previdência, enfrentando reações de quem é alvo das apurações.
Para a leitura à direita, o reforço de segurança de Mendonça confirma o peso institucional e eleitoral de um ministro que concentra dois inquéritos decisivos a meses do pleito. A cobertura enfatiza que o avanço do inquérito do INSS alcança um dos filhos do presidente Lula e que as investigações sobre o Master devem invadir o período de campanha, podendo render decisões na reta final de outubro.
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Esquerda e direita concordam que Mendonça teve a segurança reforçada após avaliação de risco do STF e que ele concentra dois casos de grande repercussão: o Banco Master e o inquérito do INSS. Ambos os lados reconhecem o potencial impacto dessas investigações no cenário político.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, teve a segurança pessoal reforçada depois de assumir a relatoria de dois dos processos mais sensíveis em tramitação na Corte: o caso do Banco Master e o inquérito sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS. Uma avaliação técnica interna do tribunal identificou aumento de risco à integridade física do magistrado, e há uma proposta em análise para estender a proteção à família dele, incluindo esposa e filhos.
Na prática, segundo assessores e pessoas próximas à Corte, o reforço significa mais policiais envolvidos, presença mais ostensiva dos agentes em determinadas atividades, uso de equipamentos adicionais e acompanhamento criterioso de eventuais ameaças. A nova abordagem passa pela Secretaria de Polícia Judicial e pela presidência do STF, hoje sob o comando do ministro Edson Fachin. Procurados, o tribunal e o gabinete de Mendonça não se manifestaram oficialmente sobre o novo protocolo.
Veículos de centro relataram a cronologia do caso de forma factual: Mendonça foi designado relator do caso Master após a saída de Dias Toffoli, acertada em reunião com todos os ministros em 12 de fevereiro, depois da revelação de ligações de Toffoli com o banco. O mesmo ministro também substituiu Toffoli nos processos sobre a fraude no INSS, em 25 de agosto, depois que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, contestou a relatoria e pediu a redistribuição do caso por sorteio. Em março, Mendonça já havia decretado a segunda prisão de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, após a Polícia Federal encontrar mensagens que citam uma milícia privada chamada 'A Turma', supostamente mantida para coagir e ameaçar desafetos.
A cobertura de viés à esquerda enfatizou a dimensão do crime financeiro e do dano social: o inquérito do INSS trata de descontos indevidos que atingiram aposentados e pensionistas, e o caso Master envolve um banqueiro preso e a suspeita de uma milícia privada. Nesse enquadramento, o reforço de segurança aparece como sinal da pressão sobre quem investiga poderosos, e episódios correlatos, como a retirada do PSOL do comando de comissões na Assembleia do Rio de Janeiro, são apresentados como retaliação política às denúncias sobre o banco.
Já veículos de direita destacaram o peso eleitoral da relatoria. Para essa leitura, o avanço do inquérito do INSS alcança um dos filhos do presidente Lula, e auxiliares do magistrado admitem que as investigações sobre o Master devem invadir o período de campanha, podendo render decisões que se arrastem até os dias oficiais do primeiro e do segundo turno, marcados para 4 e 25 de outubro. Entre políticos do centrão, consolidou-se a percepção de que Mendonça terá papel decisivo no pleito. Esse enquadramento também valoriza o perfil conservador e religioso do ministro, que é pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, e passou a usar colete à prova de balas até em pregações, agora acompanhado por agentes à paisana.
O que ainda não se sabe é o teor exato das ocorrências que motivaram o aumento de risco, que não foram detalhadas pela Corte, nem o desfecho da proposta de estender a proteção à família. Também permanece em aberto o calendário das decisões nos dois casos e em que medida elas, de fato, alcançarão o período eleitoral. As defesas dos investigados, incluindo a de Daniel Vorcaro, não foram contempladas nas reportagens analisadas.
Segurança do ministro André Mendonça, do STF, é reforçada após análise interna apontar aumento do risco à sua integridade física no caso Master

O ministro André Mendonça, do STF, teve a segurança reforçada após assumir a relatoria do caso Master. A medida foi adotada após avaliação interna do tribunal identificar aumento de risco à integridade

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