Zanin dá 48 horas à Anatel para corrigir acesso gratuito a sites eleitorais
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Para veículos de esquerda, a cobrança do STF protege o direito de todos os eleitores à informação, inclusive os que não têm pacote de dados, e expõe a falha das operadoras.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, deu 48 horas para a Agência Nacional de Telecomunicações explicar falhas no acesso gratuito aos sites da Justiça Eleitoral no primeiro turno.
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2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Os relatos concordam que Zanin cobrou da Anatel, em 48 horas, explicações sobre falhas no acesso gratuito a sites e aplicativos da Justiça Eleitoral no primeiro turno.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, deu 48 horas para a Agência Nacional de Telecomunicações explicar falhas no acesso gratuito a sites e aplicativos da Justiça Eleitoral. Os problemas devem ser corrigidos até 22 de outubro, antes do segundo turno.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira, 14 de outubro, que a Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, explique em 48 horas por que não cumpriu integralmente a decisão que garantiu acesso gratuito a sistemas da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2026. A cobrança veio depois de falhas registradas no primeiro turno.
A decisão original é de setembro. Zanin mandou a Anatel assegurar que pessoas com a franquia de dados esgotada pudessem acessar os sites e serviços ligados à Justiça Eleitoral, como os do Tribunal Superior Eleitoral, dos tribunais regionais eleitorais e o aplicativo e-Título. A janela vai de 72 horas antes a 24 horas depois de cada turno. Os eleitores usam esses canais para consultar o local de votação, justificar ausência, checar desinformação e denunciar propaganda irregular. A ordem atendeu a uma ação do Partido Verde e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que alegaram que o limite de franquia impede o acesso à informação durante o pleito.
Segundo a cobertura de centro, a própria Anatel informou ao Supremo que houve instabilidades em alguns sistemas, principalmente o e-Título, o Pardal e o Boletim na Mão, em especial em Minas Gerais e no Pará. Na nova decisão, Zanin mandou a agência esclarecer a causa das falhas nos endereços sso.acesso.gov.br e form.omni.serpro.gov.br e nos três aplicativos. Também pediu que ela identifique, por meio de testes próprios, os endereços e domínios de terceiros de que esses serviços dependem e que não constam da lista de isenção. O ministro ainda fixou o dia 22 de outubro como limite para que os problemas sejam resolvidos, antes do segundo turno.
A cobertura de esquerda enfatizou o aspecto de direito à informação e de falha das operadoras no cumprimento da ordem, e registrou que a Anatel, procurada, disse que não vai comentar a decisão. A cobertura de centro deu mais peso aos detalhes técnicos, à geografia das falhas e ao prazo. Até o momento, não houve cobertura de veículos de direita sobre o caso, de modo que não é possível descrever um enquadramento próprio desse campo. Nos dois relatos, a decisão aparece como cobrança de cumprimento de uma ordem anterior, e não como mudança de regra.
O que ainda não se sabe: a causa técnica das falhas, quais operadoras foram afetadas, quantos eleitores ficaram sem acesso e se as correções ficarão prontas até 22 de outubro. A resposta da Anatel, prevista para as próximas 48 horas, deve esclarecer parte dessas lacunas.
No fim de setembro, Zanin determinou que a agência reguladora garantisse acesso gratuito aos sites ligados à Justiça Eleitoral, assim como o e-Título, mas houve falhas, em especial em Minas e no Pará

Assim como no primeiro turno, o acesso também deverá ser liberado pelas operadoras 72 horas antes do segundo turno e 24 horas após a votação.