“Te amo”: as mensagens que mostram a relação de Augusto Lima com Vorcaro após saída do Master
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A nova fase da Operação Compliance Zero recai sobre o senador Jaques Wagner com base em mensagens e indícios ainda em apuração, sem denúncia formal. A cobertura de esquerda enfatiza que o parlamentar nega qualquer atuação em favor do Banco Master, lembra que ele não é réu nem foi acusado, e que o apartamento apontado como suposta propina jamais integrou seu patrimônio. Destaca também a defesa de Augusto Lima, segundo a qual ele está há meses à disposição das autoridades e atuou dentro da lei, questionando a necessidade das diligências.
A nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, atingiu o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, sob suspeita de ter recebido vantagens indevidas ligadas ao Banco Master.
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Esquerda e centro registram que a Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero atingindo o senador Jaques Wagner, com Augusto Lima como pivô, e que o parlamentar ainda não foi denunciado nem é réu.
A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, que passou a atingir o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. No centro da nova etapa está o empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no Banco Master, apontado como o elo entre os investigados e o parlamentar. Vorcaro está preso na superintendência da PF em Brasília, e Augusto Lima passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Segundo os investigadores, mensagens, áudios e chamadas de voz obtidas nos celulares dos ex-sócios indicam uma relação de elevado grau de confiança pessoal entre Lima e Wagner. Para a PF, essa proximidade teria aberto espaço para tratativas em prol de interesses privados do Banco Master, especialmente na tentativa frustrada de venda do banco ao Banco Regional de Brasília, o BRB, operação que os investigadores consideram fraudulenta. A apuração aponta possível relação entre supostas vantagens indevidas atribuídas ao senador e sua atuação na fiscalização da operação no Senado.
A cobertura de esquerda destacou as mensagens de tom afetivo trocadas entre Augusto Lima e Daniel Vorcaro, em que aparecem expressões como Te amo e juras de lealdade mesmo após o fim da sociedade no banco, em maio de 2024. Esses mesmos veículos deram relevo às respostas das partes: a defesa de Lima afirma que ele está há seis meses à disposição das autoridades, classifica as diligências como desnecessárias e sustenta que os fatos são rigorosamente lícitos. Jaques Wagner, por sua vez, declarou que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo, e que o apartamento tratado como suposta propina jamais integrou seu patrimônio como parlamentar.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma factual e datada, registrando que a fase foi deflagrada na quinta-feira e detalhando o passo a passo da investigação, com as posições da defesa e do senador apresentadas em paralelo. Essa cobertura também trouxe um caso correlato: a Polícia Civil de Minas Gerais indiciou Henrique Vorcaro, pai de Daniel, pelos crimes de fraude à execução, estelionato e lavagem de dinheiro. O inquérito, concluído no início de junho, trata de uma manobra envolvendo três imóveis em Arraial d'Ajuda, na Bahia, avaliados em cerca de 38 milhões de reais, usados para esvaziar uma garantia judicial de uma dívida de aproximadamente 9,6 milhões. O caso, ressalvam as reportagens, não tem relação direta com a Operação Compliance Zero.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo do uso de influência e dinheiro para defender interesses privados junto ao poder público, sublinhando que o alvo é o líder do governo no Senado, de um partido governista, e que a operação envolveu um banco público, o BRB. Para essa leitura, a rede de favores e o indiciamento do pai de Vorcaro reforçam um padrão de conduta que cobra rigor na fiscalização do sistema financeiro e do dinheiro público.
O que ainda não se sabe é se as suspeitas se transformarão em denúncia formal contra o senador, que até agora não foi acusado em processo. Permanecem em aberto a comprovação do nexo entre as vantagens citadas e eventual atuação parlamentar, o desfecho da investigação sobre a venda ao BRB e a tramitação judicial do indiciamento de Henrique Vorcaro em Minas Gerais.
Investigação aponta que Henrique Vorcaro praticou fraude à execução, estelionato e lavagem de dinheiro em manobra para não quitar dívida

Mensagens interceptadas pela PF mostram proximidade entre Augusto Lima e Daniel Vorcaro após saída do Banco Master.
