Trump diz ter recebido ligação de De la Espriella após eleição na Colômbia
4 veículos de centro · 1 veículo de direita

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O advogado de direita Abelardo de la Espriella, conhecido como 'El Tigre', venceu o segundo turno da eleição presidencial da Colômbia por margem estreita, com 49,66% dos votos contra 48,70% do senador de esquerda Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro. A diferença foi de cerca de 250 mil votos e Cepeda anunciou que contestaria os resultados de mais de 30 mil urnas, aguardando a contagem oficial. O presidente Donald Trump endossou Espriella durante a campanha e disse ter recebido uma ligação do colombiano após o pleito.
A eleição de Abelardo de la Espriella representa, para a cobertura de direita, uma virada conservadora histórica na Colômbia e o avanço da agenda de liberdade na América Latina. Veículos à direita enfatizaram as felicitações de Trump, Milei, Kast e do senador brasileiro Flávio Bolsonaro, que chamou o resultado de 'vitória do bem sobre o mal'.
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5 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: viés de esquerda.
Nesta matéria: viés de direita.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados reconhecem que Espriella venceu por margem apertada (cerca de 250 mil votos), que Trump o apoiou abertamente e que o eleito promete endurecer a segurança e reduzir o tamanho do Estado.
O advogado de direita Abelardo de la Espriella, conhecido como 'El Tigre', venceu o segundo turno da eleição presidencial da Colômbia por uma margem estreita. Com praticamente toda a apuração preliminar concluída, ele obteve 49,66% dos votos contra 48,70% do senador de esquerda Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro. A diferença foi de cerca de 250 mil votos, num pleito marcado por forte polarização e alta participação, com mais de 26 milhões de eleitores.
A cobertura de centro relatou que Espriella prometeu uma guinada conservadora: combate rígido ao narcotráfico e às guerrilhas, construção de megapresídios, fim das negociações com grupos armados, redução de impostos, incentivo ao setor de petróleo e gás e corte de até 40% da estrutura do Estado. Ao mesmo tempo, sinalizou preservar medidas sociais populares, como o aumento do salário mínimo, e afirmou que governaria para todos os colombianos. O derrotado Iván Cepeda não reconheceu de imediato o resultado e anunciou que contestaria a votação em mais de 30 mil urnas, aguardando a contagem oficial exigida pela lei colombiana. O presidente Petro pediu que se aguardassem os números finais.
Veículos de direita enfatizaram a dimensão simbólica da vitória como avanço da agenda de liberdade na América Latina. Reproduziram as felicitações de líderes como Donald Trump, do secretário de Estado Marco Rubio, do argentino Javier Milei, do chileno José Antonio Kast e do senador brasileiro Flávio Bolsonaro, que chamou o resultado de 'vitória do bem sobre o mal'. Nesse enquadramento, a eleição aparece como reação ao que descrevem como fracasso da política de 'paz total' do governo Petro e como triunfo da livre iniciativa, com apoio de associações empresariais que esperam um governo mais favorável ao setor produtivo.
Veículos de esquerda destacaram um ângulo distinto e mais sombrio. Deram relevo à prisão, pelo ICE, do ativista colombiano Franklin Humberto Coral Garrido, conhecido como Beto Coral, detido em Phoenix dias depois de protestar contra Espriella e de viajar a Miami para desencorajar a diáspora colombiana de votar no candidato. A detenção ocorreu no mesmo dia em que Marco Rubio emitiu um memorando determinando que ele era passível de deportação, sob o argumento de que sua atividade política prejudicaria os interesses externos dos Estados Unidos. Organizações de direitos humanos, como o Washington Office on Latin America, classificaram a medida como uma 'escalada descarada' do governo Trump e como sinal de que críticos de aliados de Washington podem ser punidos. Para essa cobertura, o apoio aberto de Trump e de parlamentares republicanos representa ingerência estrangeira numa eleição soberana, e o perfil de Espriella, que já defendeu figuras ligadas ao paramilitarismo e prometeu 'estripar a esquerda', acende alertas sobre liberdades civis.
O que ainda não se sabe envolve pontos centrais do desfecho. A contagem oficial, supervisionada por juízes e tabeliães, ainda não havia sido concluída e a contestação de Cepeda sobre dezenas de milhares de urnas seguia em aberto, embora a checagem raramente altere o resultado preliminar. Também permanecem incertos os efeitos práticos das promessas de Espriella diante de um Congresso dividido, em que o Pacto Histórico de Cepeda obteve mais cadeiras, e os desdobramentos do caso de Beto Coral, já que o Departamento de Estado e o próprio Espriella não responderam aos pedidos de comentário sobre a prisão.
Beto Coral foi detido pelo ICE após protestar contra candidato de ultradireita apoiado pelo presidente dos EUA

Candidato da direita conquistou a maioria dos votos em apuração preliminar no último domingo (21); senador comemora o que chamou de "vitória do bem sobre o mal"

Presidente eleito da Colômbia, o direitista Abelardo de la Espriella obteve 49,66% dos votos, superando Iván Cepeda, que somou 48,70%

O presidente americano celebrou o resultado preliminar do pleito e afirmou esperar a construção de uma relação sólida entre os dois países após endossar o candidato da direita

De la Espriella, que segundo especialistas representa uma direita dura e populista, teve vantagem de menos de 1% dos votos sobre Iván Cepeda, candidato da esquerda ligada ao presidente Gustavo Petro. Resultados ainda são preliminares.
