Kassio Nunes Marques pede a campanhas de Lula e Flávio menos processos no TSE
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral convocou as campanhas para conter a judicialização, e o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a campanha de Lula quer colaborar, mas exige tratamento igual para os dois lados e uma disputa sem desequilíbrio.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, reuniu em 13 de outubro representantes das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro para tratar da judicialização do segundo turno. O tribunal alertou para o risco de decisões conflitantes e de restrição ao debate.
O tribunal advertiu os dois campos pela guerra de recursos em torno das redes, e a campanha de Flávio Bolsonaro, que lidera o segundo turno após vencer o primeiro por margem estreita, é a autora da denúncia sobre desinformação no canal de WhatsApp governista.
3 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
As coberturas convergem em que o TSE reuniu as duas campanhas, alertou para o excesso de ações e liberou o canal 'Exército do Lula' após decisões contraditórias.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, reuniu as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para tentar conter a judicialização. Veja como a esquerda, o centro e a direita contam o encontro e a disputa em torno do canal 'Exército do Lula'.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, reuniu na terça-feira, 13 de outubro, representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e de Flávio Bolsonaro, do PL, para tratar do volume de processos eleitorais no segundo turno. Segundo o ministro, o número de ações já supera em mais de 200% o registrado na campanha presidencial de 2022, e a expectativa é de aumento. O tribunal informou ter registrado 162 recursos judiciais depois do primeiro turno, realizado em 4 de outubro, mais que o triplo do mesmo período de 2022.
Em nota, o tribunal advertiu que a judicialização eleitoral representa risco de decisões conflitantes e de restrição ao debate entre os candidatos. Os dois campos se acusam de espalhar informações falsas na internet, e empresas de tecnologia como Meta e Google aparecem no centro de parte das denúncias. O segundo turno está marcado para 25 de outubro, e Flávio Bolsonaro é apontado como favorito depois de vencer Lula por margem estreita no primeiro.
Uma das controvérsias é o canal de WhatsApp 'Exército do Lula', com mais de 4 milhões de seguidores, criado pelo deputado André Janones, da Rede, para amplificar mensagens a favor do presidente. A campanha de Flávio Bolsonaro pediu a suspensão do canal por suposta disseminação de desinformação, entre elas a de que ele cortaria benefícios sociais. A campanha de Lula nega as acusações. O ministro Vilas Bôas Cuêva determinou a suspensão, Kassio Nunes Marques derrubou a decisão e liberou o canal depois que a campanha de Lula o registrou no tribunal. A sequência produziu decisões contraditórias na mesma semana.
A cobertura de centro relatou os fatos com base na nota do tribunal e nas falas das partes. Veículos de esquerda destacaram a posição do presidente do PT, Edinho Silva, que disse que a campanha de Lula quer colaborar para reduzir a judicialização, mas condiciona isso a que a campanha não seja agredida e a que as duas candidaturas sejam tratadas da mesma forma, sem desequilíbrio na disputa. A campanha de Lula também denunciou restrições da Meta a seus conteúdos no Instagram e uma resposta do Gemini, ferramenta de inteligência artificial do Google, que atribuiu ao candidato declarações inexistentes. O tribunal pediu explicações à Meta, que chamou as acusações de falsas e as atribuiu a problemas técnicos em escala mundial.
Veículos de direita enfatizaram o caráter bilateral da advertência e o fato de que a denúncia sobre o canal partiu da campanha de Flávio Bolsonaro. Destacaram ainda o ritmo recorde de pedidos de censura apresentados pelos dois lados e a posição de favorito do candidato do PL. Os representantes da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho e a advogada Maria Claudia Bucchianeri, participaram da reunião, mas não falaram com a imprensa.
O que ainda não se sabe é se as campanhas chegarão a um acordo para reduzir as ações, como pediu o presidente do tribunal. Também não há informação sobre as medidas que o tribunal adotará caso o número de processos continue a crescer, nem sobre o resultado do pedido de explicações à Meta.
Número de processos no TSE supera 200% o das eleições presidenciais de 2022, com perspectiva de elevação.
Dois campos se acusam mutuamente de espalhar informações falsas na internet e apresentaram um número recorde de pedidos de censura

Kassio convoca campanhas de Lula e Flávio em meio à guerra jurídica no TSE UOL Notícias