Plenário do TSE veta posts que ligam Lula e Flávio Bolsonaro a facções sem provas
1 veículo de esquerda · 4 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 4 veículos de centro · 1 veículo de direita

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fixou, em 13 de outubro, limites para que as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro associem o adversário ao crime organizado. Foram julgadas quatro representações e derrubadas publicações dos dois lados.
A cobertura de esquerda e de centro destaca que o TSE confirmou a retirada de postagens falsas contra os dois candidatos, inclusive as que ligavam Lula a facções, e que os ministros alertaram para o avanço da judicialização na campanha.
A cobertura de direita e de centro enfatiza a mudança de voto de André Mendonça e a remoção, por unanimidade, de conteúdos que ligavam Lula ao crime organizado, além do alerta do presidente do TSE sobre o precedente aberto.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral decidiu que as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro podem criticar o adversário com base em fatos, mas não atribuir vínculo direto com facções sem comprovação. A leitura compara como cada lado de cobertura enxergou o julgamento.
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fixou, na terça-feira (13), limites para que as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência associem o adversário ao crime organizado. Ao julgar quatro representações, a Corte derrubou publicações dos dois lados e estabeleceu que a crítica política baseada em fatos concretos é permitida, mas que atribuir a um candidato vínculo direto com facções, sem comprovação, extrapola o debate eleitoral.
Os casos tratavam de duas frentes. Numa, publicações dos deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) relacionavam Flávio Bolsonaro a milícias e ao crime organizado. Noutra, uma propaganda apresentava Lula como "protetor" e "amigo" do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) a partir de falas públicas que, segundo a campanha petista, foram retiradas de contexto. Os processos estavam sob relatoria dos ministros André Mendonça e Estela Aranha.
Sobre as postagens dos deputados, a cobertura de centro relatou que o tribunal separou o que considerou legítimo do que considerou ilícito. Foram aceitas as referências ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ao ex-policial Adriano da Nóbrega e a policiais acusados de extorsão. Foram barradas as imagens que ligavam Flávio a Ronald Paulo Alves Pereira, condenado por envolvimento no assassinato da ex-vereadora Marielle Franco, aos ex-deputados estaduais TH Joias e Rodrigo Bacellar, a Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, e ao ex-secretário estadual Gutemberg Fonseca. Como a publicação saiu em formato de carrossel, ela foi derrubada por inteiro, e os ministros apontaram que as imagens regulares poderiam ser repostadas individualmente.
No caso do vídeo contra Lula, Mendonça mudou o voto. Ao analisar a liminar, ele havia mantido o conteúdo no ar. No plenário, defendeu a remoção porque a peça usava falas públicas e referências ao PCC e ao CV sem contexto fático. Disse que afirmar que uma política beneficia o crime é opinião legítima, mas que dizer "ele é amigo" dessas organizações, sem fato que o sustente, passa do limite. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, acompanhou o entendimento e afirmou que falas originais podem ser replicadas; o problema, disse, é a contextualização.
Houve também um alerta sobre a judicialização. Nunes Marques afirmou que o número de ações já supera em 217% o registrado no mesmo período da eleição anterior, e que a nova jurisprudência cria um padrão decisório, mas pode dar um "cheque em branco" a outras candidaturas.
Veículos de esquerda destacaram a confirmação, pelo plenário, de decisões individuais que retiraram postagens falsas contra os dois candidatos, incluindo as que insinuavam apoio de Lula ao crime organizado por ele ter apoiado um candidato a prefeito alvo de operação da Polícia Federal e as que o ligavam ao PCC e ao CV. Deram ênfase também à reunião do presidente do TSE com as campanhas, para manifestar preocupação com o aumento dos processos.
Veículos de direita enfatizaram o ajuste de voto de Mendonça e a remoção da postagem que ligava Lula ao crime organizado, com decisão unânime do plenário. Registraram a posição da advogada da campanha de Flávio, para quem cabe ao petista explicar as falas, e a avaliação de Nunes Marques de que a descontextualização ocorre dos dois lados.
O que ainda não se sabe: como o entendimento será aplicado nos próximos pedidos, que devem crescer segundo o presidente da Corte, e se haverá recursos contra as decisões.
Plenário confirmou decisões individuais de ministros da Corte
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubou nesta terça-feira (13) publicações que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao crime organizado. Os ministros também fixaram balizas sobre esse tipo de post. A corte analisou quatro liminares que tratam de associações dos dois candidatos ao crime organizado. O TSE entendeu que não são permitidas conexão genéricas entre os políticos e facções. Também afirmaram que falas descontextualizad

Corte permite críticas baseadas em fatos concretos, mas proíbe propagandas que atribuam aos candidatos vínculos com facções sem comprovação

Plenário derrubou propagandas que estabeleciam conexões genéricas associando os candidatos com facções e defenderam que crítica precisa ser feita dentro do debate político.

Corte permite críticas baseadas em fatos concretos, mas proíbe propagandas que atribuam aos candidatos vínculos com facções sem comprovação

Decisão foi tomada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral
