TSE investiga rede de 1.826 collabs no Instagram pró-Flávio Bolsonaro
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu em 22 de setembro de 2026 uma ação de investigação judicial eleitoral movida pela coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, seu vice Alfredo Gaspar (PL) e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). A coligação sustenta que uma rede de perfis no Instagram usou publicações em coautoria, as chamadas collabs, para simular impulsionamento pago e ampliar o alcance de conteúdo eleitoral sem contratação regular, identificação de responsável ou fiscalização. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral em exercício, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, admitiu o processamento e determinou medidas cautelares, sem julgar o mérito.
Veículos de esquerda leem o caso como teste da capacidade da Justiça Eleitoral de conter manipulação de alcance em plataformas digitais a poucos dias da votação. O ponto central do enquadramento é a assimetria: enquanto a lei exige contratação identificada e fiscalizável para impulsionar conteúdo, uma rede de 492 perfis teria multiplicado publicações pró-Flávio Bolsonaro por fora do sistema, sem responsável declarado e sem registro contábil, transformando dinheiro e estrutura em alcance invisível.
Veículos de direita organizam o caso a partir de sua origem: a investigação existe porque a campanha adversária pediu, e o que está em jogo é o uso da Justiça Eleitoral como instrumento de disputa política a menos de duas semanas do voto.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram os mesmos fatos: a coligação de Lula apontou 1.826 publicações em coautoria com 492 perfis, o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva admitiu a ação sem condenar ninguém, Meta e Shopee foram obrigadas a entregar dados em 48 horas sob multa diária de R$ 50 mil, e Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias têm cinco dias para se defender.
A Justiça Eleitoral admitiu uma ação da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva contra o senador Flávio Bolsonaro, o vice Alfredo Gaspar e o deputado Mario Frias por uma suposta rede de publicações em coautoria no Instagram. O corregedor mandou Meta e Shopee entregarem dados em 48 horas, sob multa diária de R$ 50 mil, e deu cinco dias para a defesa.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu na terça-feira, 22 de setembro de 2026, uma investigação judicial eleitoral para apurar se uma rede de perfis no Instagram impulsionou de forma irregular a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A ação foi protocolada pela coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e alcança também o candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), acusados de abuso dos poderes econômico e político e uso indevido dos meios de comunicação.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral em exercício, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, admitiu o processamento da ação e determinou medidas cautelares. A Meta, dona do Instagram e do Facebook, tem 48 horas para preservar e entregar registros de conexão, dados cadastrais, endereços de IP dos últimos 90 dias e metadados das publicações em coautoria, inclusive das contas que já saíram do ar. No mesmo prazo, a Shopee deve identificar os responsáveis pela loja Bella Chic Store e pelos links encurtados citados no processo. O descumprimento prevê multa diária de R$ 50 mil. Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias têm cinco dias para apresentar defesa, e depois o caso segue à Procuradoria-Geral Eleitoral.
Os quatro veículos que cobriram o caso convergem no essencial: a acusação se apoia em um levantamento que identificou 1.826 publicações em coautoria, as chamadas collabs, envolvendo 492 perfis. Desses, 74 seriam contas oficiais de candidaturas ou campanhas, responsáveis por 207 publicações compartilhadas, e 26 estariam ligadas ao PL. Mario Frias aparece em dez collabs, nove delas com o perfil @flaviobolsonaroapoio. Outros 12 perfis, que somam mais de 10 milhões de seguidores, exibiam nas biografias os mesmos links encurtados da Shopee, direcionados a uma loja que vendia roupas e produtos com referências à candidatura. A primeira análise, com conteúdos publicados até 7 de setembro, havia encontrado 492 collabs e 324 perfis; uma segunda leitura, entre 8 e 17 de setembro, acrescentou 1.334 publicações e 168 perfis. Foi esse crescimento em dez dias que o corregedor citou ao reconhecer perigo de dano, lembrando que a votação ocorre em 4 de outubro de 2026.
As coberturas divergem no que colocam em primeiro plano. Veículos de esquerda destacaram a dimensão de integridade eleitoral: a lei permite ampliar alcance apenas por impulsionamento pago, contratado por campanhas e sujeito a identificação e fiscalização, e o uso reiterado de collabs produziria o mesmo efeito sem nada disso. Nesse enquadramento pesam ainda as suspeitas levantadas na ação de que cota parlamentar, verbas institucionais e servidores de gabinete tenham custeado ferramentas e produção de conteúdo, o uso de material gerado por inteligência artificial sem rotulagem obrigatória e a venda de produtos de campanha sem comunicação prévia à Justiça Eleitoral, com a prestação de contas do candidato registrando R$ 0,00 na categoria de comercialização de bens.
A cobertura de centro insistiu no estado processual do caso. Admitir uma ação de investigação judicial eleitoral não significa punição nem juízo do corregedor sobre o mérito: significa que os fatos narrados preenchem requisitos de admissibilidade. Essa cobertura também registrou o que foi negado, como o pedido para proibir a loja de seguir vendendo e a entrega imediata de relatórios de vendas, comissões e contas bancárias, e situou o caso em uma série: há outros nove processos semelhantes nesta eleição, e em 18 de setembro o próprio tribunal admitiu ação de Flávio Bolsonaro contra Lula e Geraldo Alckmin pelo desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que recebeu R$ 9,6 milhões de repasses públicos e teve cerca de 79 minutos em rede nacional. Um especialista em direito eleitoral ouvido nessa cobertura classificou a ação como um dos instrumentos mais severos de responsabilização da Justiça Eleitoral, capaz de levar à cassação do registro ou do diploma e à inelegibilidade por oito anos.
Veículos de direita enfatizaram a origem partidária da apuração, tratando-a como decorrência de um pedido do PT em plena reta final de campanha, e fecharam o relato pelo tamanho da sanção pretendida pela coligação adversária.
Partido de Lula critica collabs de páginas de apoio e pede a inelegibilidade da chapa

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o prosseguimento de uma investigação para apurar uma suposta atuação coordenada de perfis no Instagram em

Ação aceita pelo TSE investiga se postagens em conjunto no Instagram serviram como impulsionamento irregular para a campanha de Flávio Bolsonaro.

Ministro determina que Meta guarde registros e dados cadastrais de contas investigadas em ação da coligação de Lula. Leia no Poder360.

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