PF vê contradições em delação de Mineiro sobre dinheiro de Vorcaro no Dark Horse
3 veículos de centro · 3 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
3 veículos de centro · 3 veículos de direita

A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, mais 90 dias para investigar o financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro. O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, delator, disse desconhecer o destino cinematográfico dos US$ 12,3 milhões enviados a um fundo nos Estados Unidos, mas a PF aponta documentos que o contradizem. Flávio Bolsonaro afirma que o dinheiro era privado e lícito.
A cobertura de direita destacou as contradições do delator Mineiro e o papel de Vorcaro e de seu cunhado na operação, ao mesmo tempo em que registra a negativa de Flávio Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro. A ênfase está em que o investimento foi privado, que a falha de informação veio de operadores financeiros e que a PF ainda apura os fatos.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
6 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça mais 90 dias para investigar o financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro. O delator diz que não sabia do destino do dinheiro, mas uma carta-acordo cita o filme. Flávio Bolsonaro nega irregularidade.
A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a prorrogação por 90 dias do inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O pedido foi protocolado na quinta-feira (15), depois de o prazo original vencer em 10 de outubro. O inquérito apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção ativa e organização criminosa.
O centro do documento da PF é o depoimento do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, que fechou acordo de delação premiada. Em 1º de outubro, ele afirmou que fez sete transferências a pedido de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, com a confirmação do banqueiro, e que a operação lhe foi apresentada como investimento em um fundo imobiliário americano. Os US$ 12,3 milhões seguiram para o fundo Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, aberto por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. Mineiro diz que só soube do destino pela imprensa e que pediu o resgate dos valores, sem resposta.
A PF aponta contradições. Uma carta-acordo apresentada pelo próprio delator prevê aporte de US$ 24 milhões e diz que o tempo é essencial para a produção do filme. Para a polícia, o documento está em aparente contradição com a afirmação de que ele desconhecia a destinação cinematográfica. A PF também identificou que R$ 12 milhões foram depositados na conta da empresa de Mineiro por uma companhia ligada ao circuito de Vorcaro, um dia antes da primeira remessa, o que não corresponde às fontes de recursos que ele descreveu. Houve ainda inconsistências em contratos de câmbio da produtora Go Up Entertainment: 20 operações somaram US$ 2,8 milhões, enquanto o contrato apresentado previa US$ 920 mil. A PF quer ouvir o delator de novo e pediu documentos complementares à defesa dele, em dez dias.
A cobertura de centro acrescentou o contexto político. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, disse em entrevista que o patrocínio foi privado, para um filme privado, sem contrapartida pelo fato de ser senador. Segundo ele, a diferença entre o valor pedido e o valor gasto se deve a um contrato que não foi cumprido. Uma coluna de centro revelou que o liquidante do Banco Master informou à Câmara dos Deputados não ter encontrado registros de patrocínio ao filme, nem de operações com o fundo Havengate. A assessoria do candidato diz que ele apenas negociou o apoio e não participou dos pagamentos.
Veículos de direita enfatizaram as contradições do delator e o papel de Vorcaro e de Zettel na operação, e registraram a negativa de Flávio e de Eduardo Bolsonaro. Eduardo disse ter investido US$ 50 mil no filme e recebido o valor de volta, sem passagem pelo fundo investigado. A produtora afirmou que a perícia mostrará a legalidade das captações. Nenhum veículo de esquerda aparece entre as fontes analisadas, de modo que não é possível descrever o enquadramento desse campo a partir da cobertura.
O que ainda não se sabe é a origem do dinheiro enviado ao exterior. A PF diz que precisa esclarecer a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores. Também estão pendentes perícia contábil, cooperação jurídica internacional para obter documentos de empresas estrangeiras e novos depoimentos. Cabe a Mendonça decidir sobre o pedido de prorrogação e sobre o acesso da defesa de Flávio ao inquérito.
Candidato à Presidência disse ter pedido patrocínio "privado" para um filme "privado" e alega que, na época, o ex-banqueiro não estava envolvido em "nada de errado"

Investigação aponta contradições no depoimento de delator e divergências na origem dos recursos enviados ao exterior; pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça

Empresário afirmou em delação que não sabia que os recursos enviados a um fundo nos EUA financiariam o filme

A corporação solicitou que o delator, o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos, seja ouvido novamente para prestar esclarecimentos sobre as contradições apontadas

Antônio Carlos Freixo Júnior afirmou que não sabia que recursos enviados aos EUA seriam para filme

Liquidante da instituição financeira informou à Câmara dos Deputados que não há registro de

Nesta matéria: viés de centro.