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A cem dias do primeiro turno, pesquisas Quaest e Datafolha mostram Lula a frente de Flavio Bolsonaro, com vantagem que cresceu apos a revelacao do Caso Master. O TSE registra alta de acoes sobre propaganda antecipada e uso de inteligencia artificial, enquanto o Rio de Janeiro se firma como territorio estrategico para PT e PL.
A cem dias do primeiro turno, a corrida presidencial de 2026 chega a um momento decisivo com o presidente Lula a frente do senador Flavio Bolsonaro, segundo as pesquisas mais recentes. Os levantamentos da Quaest e do Datafolha apontam vantagem semelhante: na Quaest, Lula aparece com 39% das intencoes de voto contra 29% de Flavio; no Datafolha, o placar e de 41% a 31%. A distancia entre os dois ampliou-se desde a divulgacao de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Veiculos de esquerda destacaram que o quadro revela o que o diretor da Quaest, Felipe Nunes, chamou de 'paradoxo da direita': Flavio mostra desgaste, mas nenhum outro nome de centro-direita, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos ou Aecio Neves, se consolidou como alternativa competitiva, somando juntos cerca de 12% das intencoes de voto. Esses veiculos enfatizaram tambem o entrelacamento entre dinheiro privado e a campanha bolsonarista no chamado Caso Master, em que dialogos revelados em maio mostram Flavio pedindo recursos a Vorcaro para financiar Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro; o banqueiro, hoje preso por suspeita de lavagem de dinheiro, teria transferido R$ 61 milhoes.
A cobertura de centro relatou o tabuleiro estrategico das pre-campanhas, com o Rio de Janeiro no centro das atencoes. O PT aposta no palanque do ex-prefeito Eduardo Paes e avalia que pode crescer no estado diante do desgaste de ex-governadores ligados a direita, enquanto o PL tenta atrelar a imagem de Paes a Lula para explorar a elevada rejeicao ao presidente entre o eleitorado mais conservador do interior fluminense. O estado vive um vacuo de poder no Executivo desde a renuncia de Claudio Castro, em marco, com o governo interino nas maos do desembargador Ricardo Couto, o que, segundo petistas, contrariou os planos do PL.
Veiculos de direita enfatizaram que a disputa segue aberta e que o proprio governo tambem foi atingido por investigacoes: a Operacao Compliance Zero alcancou o senador Jaques Wagner, aliado de Lula, que deixou a lideranca do governo no Senado apos a Policia Federal investigar a compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses de R$ 3,5 milhoes em nome de familiares. Nesse campo, a oposicao recorre a Justica para contestar pesquisas e propagandas que considera tendenciosas, como a acao que derrubou um levantamento da AtlasIntel desfavoravel a Flavio, sob argumento de indicios de inducao nas respostas; o instituto negou ter reproduzido audio do senador, e o julgamento foi adiado por pedido de vista. A direita tambem disputa espaco no Rio com bandeiras como a privatizacao da Petrobras, defendida por Zema, e a seguranca publica, prioridade de Caiado.
O Tribunal Superior Eleitoral tornou-se palco central antes do inicio oficial da campanha, marcado para 16 de agosto. Dados do TSE apontam alta de 335% nas representacoes por propaganda antecipada em relacao a 2022, com mais de 130 acoes, lideradas por PT e PL. A inteligencia artificial domina os litigios: o tribunal trata de deepfakes e conteudos gerados por IA contra os dois lados, das paginas de paroquias a videos manipulados, exigindo identificacao clara de material produzido por IA e proibindo simulacoes que possam enganar o eleitor.
O que ainda nao se sabe e o desfecho das investigacoes do Caso Master e da Operacao Compliance Zero, que podem alcancar agentes publicos de diferentes esferas, e tampouco o efeito eleitoral do racha exposto no clã Bolsonaro apos o video de Michelle Bolsonaro, ja que as pesquisas mais recentes nao mediram esse episodio. Permanece em aberto, ainda, o impasse no Supremo Tribunal Federal sobre eventuais eleicoes suplementares no Rio de Janeiro.
Esquerda e centro concordam que Lula lidera as pesquisas a 100 dias do primeiro turno e que o Caso Master pressiona Flavio Bolsonaro, ao mesmo tempo em que a Operacao Compliance Zero tambem atinge um aliado do governo.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veiculo de esquerda (DCM). O texto enfatiza o desgaste de Flavio Bolsonaro e o 'paradoxo da direita', dedicando mais espaco ao Caso Master no campo da oposicao, embora reporte tambem a investigacao do aliado de Lula. Uso de dados de Quaest e Datafolha confere base factual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Coluna de bastidores do g1/Andreia Sadi. Apresenta as estrategias de PT e PL no Rio com paridade, atribuindo avaliacoes a integrantes de cada partido. Vocabulario neutro, sem carga ideologica; enquadramento factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Em meio ao vácuo de poder no governo estadual, PT e PL intensificam a disputa por palanque no Rio de Janeiro, considerado estratégico para a corrida presidencial de 2026.

Pesquisas Quaest e Datafolha apontam Lula à frente de Flávio Bolsonaro, enquanto Caso Master e ações no TSE pressionam a disputa.
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