Flávio Dino pede vista e encerra sessão do STF sobre Alexandre de Moraes
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Outras PalavrasA bravura de Dino e o que se espera de LulaEm meio à investida da ultradireita, não cabe ao presidente dizer platitudes sobre a “necessidade de investigar a todos”. Seu papel é deixar clara a disputa de projetos, a partir da luta contra a escala 6x1 e pela redução da jornada(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- O processo sobre Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal está parado pelo pedido de vista de Flávio Dino.
- A quebra de sigilo sobre pagamentos do Banco Master pode alcançar familiares de outros ministros.
- A proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada e acaba com a escala 6x1 segue sem votação no Senado.
O que ainda está incerto
- Quando o processo volta à pauta do STF e qual será o desfecho para Moraes.
- O conteúdo integral dos pagamentos revelados pela quebra de sigilo.
- A versão de André Mendonça, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Flávio Bolsonaro sobre as acusações.
O ministro Flávio Dino pediu vista e encerrou a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal que discutia a conduta de Alexandre de Moraes, investigado após a quebra de sigilo de pagamentos ligados ao Banco Master. Uma análise de esquerda usa o episódio para cobrar de Lula uma campanha centrada no fim da escala 6x1.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do processo que colocava em discussão a conduta do ministro Alexandre de Moraes e, com isso, provocou o encerramento da sessão extraordinária da corte realizada em 15 de setembro. Até o momento, apenas um veículo cobriu o episódio neste recorte, em um artigo de opinião que usa a atuação de Dino como ponto de partida para cobrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma mudança de estratégia na campanha eleitoral.
Segundo o texto, o cenário da disputa presidencial mudou em 24 de agosto, quando o ministro André Mendonça iniciou uma investigação sobre Alexandre de Moraes e tornou públicos os resultados. O artigo classifica essa investigação como ilegal e afirma que ela levou o Supremo para a arena eleitoral. O ponto central do caso, de acordo com a análise, é a revelação de que Moraes teria recebido benefícios do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, e de que a esposa do ministro constaria na folha de pagamentos do empresário.
Na sessão, conforme o relato, Dino destacou o caráter seletivo das acusações contra Moraes. Ele argumentou que não seria defensável colocar um ministro sob suspeita e poupar Mendonça, apontado no artigo como também suspeito de relações com Vorcaro. O texto acrescenta que, poucas horas após a quebra do sigilo sobre os pagamentos do Banco Master, ao menos outros dois ministros pareciam implicados, porque filhos de Luiz Fux e de Kassio Nunes Marques também teriam recebido pagamentos. Dino citou dados do Conselho Nacional de Justiça sobre venda de sentenças no Judiciário e disse que nunca se falou tanto em corrupção no Brasil. A sessão foi conduzida pelo presidente do tribunal, Edson Fachin.
A análise sustenta que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro contava com um cenário em que ganharia de qualquer forma: se Moraes caísse, aproveitaria uma onda conservadora; se não caísse, exploraria a indignação popular. Para o autor, Lula ainda não percebeu essa armadilha. Em entrevista a uma emissora de televisão no mesmo dia da sessão, o presidente afirmou que quem fez tem de ser julgado e punido. O artigo avalia que qualquer fala de Lula sobre o tema reforça a narrativa de que as instituições estão corrompidas.
Como alternativa, o texto defende que Lula faça da luta contra a escala de trabalho 6x1, em que se trabalha seis dias para uma folga, o eixo da campanha, a cerca de cinco semanas do segundo turno. O autor afirma ainda que Flávio Bolsonaro articulou, em 2 de setembro, o esvaziamento do Senado para impedir a aprovação da proposta de emenda à Constituição que reduziria a jornada.
Por se tratar de cobertura de fonte única e opinativa, as afirmações sobre a legalidade da investigação conduzida por Mendonça, sobre o envolvimento de outros ministros e sobre a articulação no Senado não foram confirmadas por outros veículos neste recorte. O material disponível também não traz a versão de Mendonça, de Fux, de Kassio Nunes Marques, de Fachin ou de Flávio Bolsonaro.
Fontes
Em meio à investida da ultradireita, não cabe ao presidente dizer platitudes sobre a “necessidade de investigar a todos”. Seu papel é deixar clara a disputa de projetos, a partir da luta contra a escala 6x1 e pela redução da jornada
