Tribunal Superior Eleitoral investiga chapa Lula-Alckmin por abuso em 35 atos
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O corregedor-eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, abriu investigação contra a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin por abuso de poder político, em ação do Partido Novo. A decisão cita 35 atos que criaram ou ampliaram benefícios em ano eleitoral e dá cinco dias para a defesa. Parte da cobertura credita a outro veículo a confirmação da abertura da ação, e o ponto não equivale a duas confirmações independentes.
Com base em Folha de S.Paulo
A nota do veículo de direita relata que o Tribunal Superior Eleitoral acatou ação do Partido Novo contra a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin por abuso de poder político e econômico.
Com base em InfoMoney
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O corregedor-eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, abriu investigação contra a chapa de Lula e Alckmin em ação do Partido Novo. O pedido aponta 35 atos em ano eleitoral, como o reajuste do Bolsa Família, e os investigados têm cinco dias para apresentar defesa.
O corregedor-eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, abriu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra a chapa do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, e do vice-presidente Geraldo Alckmin. O pedido é do Partido Novo, que aponta 35 atos do governo editados em ano eleitoral.
O caso foi noticiado na tarde de 5 de novembro de 2026 por um veículo de centro e um de direita. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Os dois textos convergem nos pontos principais. A ação partiu do Novo, a decisão é de Cueva, e as 35 medidas incluem o reajuste do Bolsa Família e a ampliação de subsídios aos combustíveis. Também coincidem na posição de cada investigado: a Lula cabe a edição dos atos, e Alckmin aparece como beneficiário e como participante de eventos de anúncio de parte das medidas. Essa convergência tem um limite. A nota do veículo de direita credita a outro veículo a confirmação da informação, e essa fonte é a própria cobertura de centro do conjunto. Por isso, a abertura da ação não aparece aqui como duas confirmações independentes.
A cobertura de centro relatou que o corregedor notificou os investigados para apresentarem defesa em cinco dias e informou que a ação pode cassar a chapa eleita. O mesmo texto registra que, para o Novo, os benefícios foram usados para favorecer eleitoralmente a chapa numa disputa acirrada. Segundo levantamento do partido, as 35 medidas do ano eleitoral igualam as de mesmo teor editadas entre 2023 e 2025. Sobre a decisão, o texto afirma que o corregedor cita a comparação com atos do presidente entre 2023 e 2026. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou que a lei não permite que um governo gaste R$ 100 bilhões para comprar uma eleição. A frase é dele, e o texto não detalha como se chegou a esse valor.
Os veículos de direita, representados aqui por uma única nota, destacaram o quadro mais amplo de processos na corte. Essa nota, que não adota avaliação própria sobre a decisão, informa que, além da ação do Novo, o tribunal ainda vai julgar 28 ações relacionadas a Lula e ao senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. Segundo consulta pública ao banco de dados do tribunal citada no texto, a campanha de Lula é analisada em 15 procedimentos, 13 deles protocolados pela equipe de Flávio Bolsonaro e 2 pelo Novo. Já Flávio Bolsonaro aparece com 14 processos em aberto, nove deles da campanha de Lula. Esse levantamento é um acréscimo que não consta no texto de centro.
A principal diferença entre os textos está na classificação da conduta. O veículo de centro fala em abuso de poder político. O de direita escreve abuso de poder político e econômico no corpo e abuso de poder econômico na manchete. Os dois textos não explicam essa diferença, e a decisão não aparece reproduzida por inteiro em nenhum deles.
Até as 17h58 de 5 de novembro, horário da matéria mais recente do conjunto, nenhum dos dois textos registrava resposta de Lula ou de Alckmin às acusações. As matérias também não informavam a data da decisão, o dia em que começa a contar o prazo de defesa ou a previsão de julgamento. A nota de direita não explicava como as 28 ações citadas se relacionam com os 15 e os 14 procedimentos que detalha.
Ação foi protocolada pelo partido Novo

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) admitiu uma ação de investigação judicial eleitoral contra a chapa de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) por possível abuso de poder político nas eleições.

Corregedor-eleitoral acolheu pedido do Novo que aponta 35 atos do governo que criaram ou ampliaram benefícios em ano eleitoral
