A principal justificativa de Valdemar para querer Teresa Cristina na vice de Flávio
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Veículos de esquerda apontam que a busca por uma vice mulher para Flávio Bolsonaro surge em meio a uma crise mais ampla de imagem entre eleitoras, agravada por falas como a do influenciador Paulo Figueiredo, de que 'mulher vota muito mal', e pela ausência de aliadas em um café da manhã organizado para reduzir essa resistência. Ao mesmo tempo, o PP se afasta da candidatura, com dirigentes do partido relatando que o presidente da sigla, Ciro Nogueira, se sentiu abandonado por Flávio após se tornar alvo de investigações ligadas ao caso do Banco Master, e que o silêncio do senador diante da prisão de um aliado no Rio de Janeiro reforçou a leitura de que ele prioriza interesses pessoais em detrimento da federação.
Sob uma leitura mais alinhada à direita, a escolha de Tereza Cristina é apresentada como decisão estratégica e meritocrática de Valdemar Costa Neto, justificada pela experiência da senadora à frente do Ministério da Agricultura, pela proximidade com o agronegócio e pela comprovada capacidade de atrair votos, e não como resposta reativa a uma crise de imagem.
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Veículos com viés à direita
Ambos os lados confirmam que Valdemar Costa Neto defende Tereza Cristina (PP-MS) como vice de Flávio Bolsonaro e que a decisão final ainda não foi tomada; a convenção do PL para oficializar a candidatura está marcada para 25 de julho, em São Paulo.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reafirmou nos últimos dias sua preferência pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de 2026. Em declarações à revista Veja, Valdemar disse que 'tem que ser uma mulher neste posto' e que nenhuma outra parlamentar reúne os mesmos predicados da senadora, destacando sua capacidade de atrair votos. A decisão final, no entanto, ainda não foi tomada por Flávio, e o PL marcou para 25 de julho, no Mercado Pago Hall, em São Paulo, a convenção nacional que deve oficializar sua candidatura à Presidência.
O cenário para a composição da chapa se tornou mais complexo nas últimas semanas. O Partido Progressista (PP), que integra a federação União Progressista ao lado do União Brasil, passou a defender internamente uma posição de neutralidade na disputa presidencial, liberando seus filiados para fechar acordos estaduais conforme a conveniência local. Na prática, isso reduz a chance de um apoio formal da federação a Flávio e, por consequência, também afasta a própria Tereza Cristina do posto de vice, já que ela é senadora pelo PP. A cobertura de centro relatou a preferência de Valdemar e o calendário da convenção com base em declaração direta do dirigente, sem entrar no mérito das tensões internas entre os partidos.
Veículos de esquerda destacaram que o afastamento do PP tem raízes em desgastes pessoais e institucionais: dirigentes da legenda relatam que o presidente do partido, Ciro Nogueira, se sentiu abandonado por Flávio ao se tornar alvo de investigações ligadas ao caso do Banco Master, e que o silêncio do senador após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella, aliado seu no Rio de Janeiro, reforçou a avaliação de que ele prioriza interesses próprios. Essa cobertura também associou a busca por uma vice mulher a um problema mais amplo da pré-campanha: pesquisas recentes mostram desempenho pior de Flávio entre eleitoras, dificuldade semelhante à enfrentada por Jair Bolsonaro em 2022, agravada por declarações do influenciador Paulo Figueiredo de que 'mulher vota muito mal' e pela ausência de aliadas como Michelle Bolsonaro e Damares Alves em um café da manhã que o senador organizou para tentar reduzir essa resistência.
Veículos de direita, por sua vez, tendem a valorizar a leitura de Valdemar Costa Neto como uma decisão estratégica e meritocrática: a escolha de Tereza Cristina seria justificada pela sua competência à frente do Ministério da Agricultura, pela proximidade com o agronegócio e pela capacidade comprovada de atrair eleitores, e não por uma resposta reativa à crise de imagem com o público feminino. Nessa leitura, a autonomia do PP para liberar seus filiados é tratada como prática legítima de articulação regional, e não como sinal de ruptura.
O que ainda não se sabe é se Flávio manterá a aposta em Tereza Cristina até a convenção de 25 de julho, diante do esvaziamento do apoio do PP, nem quem seriam os nomes alternativos considerados caso a federação confirme o distanciamento. Também não está claro até que ponto a disputa pela presidência do Senado em 2027, prioridade declarada pela própria senadora, pesa contra sua disponibilidade para a vice.
A decisão de liberar os filiados para acertos estaduais deve retirar também o endosso formal da federação União Progressista ao senador

Decisão ainda não foi tomada pelo filho de Jair Bolsonaro, mas cacique afirma que nenhuma outra mulher reuniria as características da parlamentar
