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O AtlasIntel rejeitou nesta quarta-feira, 15 de julho, uma representação do PL ao TSE contra uma pesquisa de 1º de julho que mostrava Lula com 6,6 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno. Na mesma semana, a Quaest divulgou novo levantamento eleitoral, e uma pesquisa distinta do mesmo instituto sobre violência contra crianças também veio a público.
Uma nova etapa da disputa entre institutos de pesquisa e o PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, movimentou o noticiário eleitoral nesta quarta-feira, 15 de julho. O AtlasIntel negou publicamente a alegação apresentada pela sigla ao Tribunal Superior Eleitoral contra um levantamento divulgado em 1º de julho, que mostrava o presidente Lula com 6,6 pontos percentuais de vantagem sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno pela Presidência da República.
Segundo o PL, o AtlasIntel não teria apresentado no prazo correto itens obrigatórios da ficha técnica, como identificação de municípios pesquisados, número de eleitores por setor censitário e composição da amostra por gênero, idade, escolaridade e nível econômico. Em nota, o instituto afirmou ter enviado todos os arquivos dentro do prazo legal e atribuiu a ausência dos dados na área pública do sistema a um problema técnico da própria plataforma do TSE, não a uma falha própria. A empresa disse confiar que o episódio será esclarecido após verificação técnica dos registros já existentes no sistema do tribunal.
O caso não é isolado. Em 8 de junho, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, já havia suspendido a divulgação de outro levantamento do AtlasIntel, referente ao mês de maio, citando um possível comprometimento da neutralidade metodológica do questionário aplicado.
Enquanto a disputa em torno do AtlasIntel seguia sem desfecho no tribunal, outro instituto, a Quaest, divulgou nesta mesma quarta-feira uma pesquisa própria, registrada no TSE sob o código BR-07181/2026, mostrando Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Flávio Bolsonaro. Somados, os demais dez pré-candidatos chegam a 41%, o que caracteriza um empate técnico com Lula dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho.
A cobertura de centro relatou esses números de forma factual, limitando-se a apresentar a ficha técnica completa da pesquisa Quaest e o histórico de levantamentos anteriores do mesmo instituto, sem entrar no mérito da disputa judicial envolvendo o AtlasIntel. Já veículos de esquerda enquadraram a nova representação do PL como parte de um padrão recorrente de tentativas de contestar, pela via judicial, pesquisas que mostram resultado desfavorável a Flávio Bolsonaro, lembrando que uma estratégia parecida já havia surtido efeito em junho. Até o fechamento desta reportagem, não foi identificada cobertura própria do episódio por veículos de direita; com base nos fatos apurados, a leitura provável desse lado tende a tratar a fiscalização do PL como exercício legítimo do direito de exigir transparência metodológica das pesquisas eleitorais, e não como perseguição institucional ao instituto.
O que ainda não se sabe é se o TSE vai acolher a representação do PL contra o AtlasIntel, nem em que prazo uma decisão deve sair. Também não há, até o momento, verificação independente sobre a falha técnica alegada pelo instituto no sistema do tribunal eleitoral.
Esquerda e centro convergem sobre os fatos centrais: a pesquisa Quaest de 15 de julho mostra Lula com 40% no primeiro turno; o AtlasIntel nega ter descumprido regras do TSE e atribui a falha a um problema técnico do próprio tribunal; e já houve um precedente de suspensão de outro levantamento do instituto em junho.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O texto apresenta os números da pesquisa Quaest de forma factual, com ficha técnica completa e registro no TSE. O enquadramento crítico ao bolsonarismo aparece apenas no bloco padrão de assinatura da CartaCapital, repetido em todos os artigos do veículo, não na cobertura da pesquisa em si — por isso o artigo pontua como CENTER apesar do publisher ser LEFT.
Perspectivas omitidas
O texto reproduz a nota do AtlasIntel quase na íntegra e enquadra a ação do PL como parte de um padrão recorrente de contestação de pesquisas desfavoráveis, sem contrapor a versão do partido com o mesmo espaço — enquadramento consistente com o publisher LEFT.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Relata dados de pesquisa Quaest/Instituto Infinis com citações de fontes oficiais (Ministério dos Direitos Humanos) e reconhece limitações do próprio levantamento, sem enquadramento ideológico perceptível — cobertura factual típica de agência, consistente com o publisher CENTER.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

O atual presidente tem percentual semelhante à soma de todos os adversários


O partido contesta no TSE o levantamento do início de julho, que indicou o presidente quase 7 pontos à frente do senador
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