Advogado de Carla Zambelli diz que decisão italiana expõe atuação de Moraes
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A decisão da Justiça italiana negou a extradição da bolsonarista Carla Zambelli, condenada no Brasil, ao questionar a atuação do ministro Alexandre de Moraes. Veículos de esquerda enquadram o caso como mais um capítulo do uso, pela oposição e por aliados de Zambelli, de instâncias estrangeiras para tentar deslegitimar o Judiciário brasileiro e a responsabilização de quem ataca as instituições democráticas.
A Corte de Cassação da Itália negou o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, citando o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O tribunal concluiu que Moraes atuou, nesse caso específico, em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz, ao acumular funções que comprometeriam as garantias de defesa.
A Corte de Cassação da Itália expôs, segundo a defesa de Carla Zambelli, a falta de imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes. Veículos de direita enfatizam que o tribunal europeu identificou 'múltiplos elementos' de parcialidade e a atuação do ministro sob 'dupla veste', como juiz e como pessoa afetada, reforçando a tese de perseguição política e de concentração de poder no STF.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados reconhecem que a Corte de Cassação da Itália negou a extradição de Carla Zambelli e que a decisão aponta acúmulo de funções de Moraes como comprometimento da imparcialidade, com referência ao caso da invasão dos sistemas do CNJ.
A Corte de Cassação da Itália negou o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli e fundamentou parte da recusa em críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Segundo a decisão, divulgada na sexta-feira, o tribunal europeu concluiu que, nesse caso específico, Moraes atuou em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz.
O ponto central da decisão é o entendimento de que o ministro teria acumulado funções no processo. A cobertura de centro, como a da Agência Brasil e do Metrópoles, relatou que a Corte citou literalmente a violação ao princípio da imparcialidade e resumiu o argumento na expressão de que Moraes teria agido como 'vítima e juiz' ao mesmo tempo. Esse acúmulo de papéis, na leitura do tribunal italiano, comprometeria as garantias de defesa da ré.
Os detalhes técnicos da decisão convergem entre os veículos. O documento aponta o que chama de 'múltiplos elementos' de parcialidade e descreve a atuação do ministro sob uma 'dupla veste', como julgador e como pessoa diretamente afetada pelos fatos. A decisão também faz referência ao episódio de invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, processo no qual Zambelli foi condenada no Brasil.
É na interpretação política que as coberturas se separam. Veículos de direita, como a Revista Oeste e a Jovem Pan, deram destaque à fala do advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, para quem a decisão italiana expõe a falta de imparcialidade de Moraes; nesse enquadramento, o tribunal estrangeiro teria oferecido reconhecimento internacional à tese de perseguição judicial e de concentração de poder no Supremo. Já veículos de esquerda, como a CartaCapital, frisaram que a beneficiada é uma parlamentar bolsonarista já condenada na Justiça brasileira, e tendem a tratar o episódio como tentativa de usar uma instância estrangeira para deslegitimar o Judiciário nacional e a responsabilização de quem atenta contra as instituições.
O que ainda não se sabe é como o Supremo Tribunal Federal responderá formalmente às conclusões da Corte de Cassação, se haverá recurso ou novo pedido por parte do governo brasileiro, e quais os efeitos práticos da recusa sobre a situação jurídica de Carla Zambelli na Itália e no Brasil. Até a publicação das matérias, não havia manifestação oficial do STF sobre as acusações de parcialidade.
O tribunal do país europeu negou a extradição da bolsonarista alegando que o ministro do STF acumulou funções no caso e comprometeu garantias de defesa

Decisão da Justiça italiana que negou a extradição da ex-deputada Federal Carla Zambelli alegou parcialidade do ministro Alexandre de Moraes

Fábio Pagnozzi afirma que Corte de Cassação mostrou a falta de imparcialidade do ministro

Decisão divulgada nesta sexta-feira (12) aponta que o ministro do STF atuou sob 'dupla veste', como juiz e de pessoa afetada; documento faz referência à invasão aos sistemas do CNJ

Corte de Cassação concluiu que Moraes atuou, nesse caso específico, “em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”.
Ainda não há outra notícia sobre Extradição de Zambelli.