Flávio Bolsonaro anuncia voto a favor do fim da escala 6x1 no Senado
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Veículos de esquerda destacam a guinada de Flávio Bolsonaro como contradição: o candidato, que chamava o fim da escala 6x1 de oportunista, agora diz apoiá-lo, enquanto seu grupo mantém a defesa de flexibilizar a jornada e pagar por hora trabalhada. Lembram que a coordenadora econômica da campanha já havia chamado o debate de populista.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou em 13 de outubro que votará a favor do fim da escala 6x1, proposta que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte de salário. A PEC pode ter a primeira votação no Senado em 14 de outubro. Até então ele a chamava de oportunista e defendia uma jornada flexível negociada entre patrão e empregado.
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro anunciou que votará a favor do fim da escala 6x1, proposta que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A PEC pode ser votada no Senado a 12 dias do segundo turno. Compare como cada lado enquadrou a mudança.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, afirmou na terça-feira, 13 de outubro, que votará a favor do fim da escala 6x1. A proposta de emenda constitucional reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, sem redução de salário. Segundo a cobertura de centro, é a primeira vez que o senador se posiciona a favor do texto, que ele já havia chamado de oportunista por ser apresentado às vésperas das eleições. A declaração veio depois de uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e está na pauta do Senado. A primeira rodada de votação pode ocorrer na quarta-feira, 14 de outubro, a 12 dias do segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que fez do tema uma das bandeiras da campanha de reeleição. Lula vinha cobrando publicamente uma posição do adversário e dizia que, quando o Senado começasse a votar, a máscara cairia.
A cobertura de centro registrou que, mesmo apoiando o fim da 6x1, Flávio defende uma jornada flexível, em que patrão e empregado chegariam a um consenso. Ele citou a pessoa em home office e a mãe que só pode trabalhar meio período como casos que a regra rígida engessaria. Também disse que a conta deve ficar com o governo, porque os empresários estão sufocados, mas não explicou como os custos seriam bancados. Ele defende corte de gastos, menor carga tributária e manutenção dos programas sociais. Uma pesquisa da Quaest mostra que 71% dos brasileiros apoiam a redução da jornada, e um cientista político ouvido avalia que o risco eleitoral forçou a mudança de rota.
A proposta que Flávio defende foi formalizada em maio pelo senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, na PEC 12/2026. Ela permite ao trabalhador escolher entre o regime da CLT e um regime flexível baseado em horas trabalhadas, com o contrato individual prevalecendo sobre acordos coletivos. Apoiadores a chamam de PEC da liberdade. Críticos, como a deputada Erika Hilton, do PSOL, e a Central Única dos Trabalhadores, a chamam de PEC da escravidão. Um professor de direito do trabalho da USP afirmou que o texto subverte a CLT.
Veículos de esquerda destacaram a mudança como contradição. Lembraram que, em vídeo de 21 de agosto, a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, chamou a discussão de debate populista e inócuo. Também ressaltaram que Flávio assina a PEC 12/2026 e que um aliado da campanha defendeu votar pelo fim da 6x1 e depois permitir o trabalho por hora. Outro veículo de esquerda deu destaque à decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, que em 11 de outubro proibiu novos impulsionamentos de vídeos do PT sobre a oposição de Flávio ao fim da 6x1, a pedido da campanha do senador. Na decisão, ainda preliminar, o ministro entendeu que a mensagem era voltada a desqualificar o candidato. Os anúncios originais circularam entre 12 e 14 de setembro.
Neste conjunto de matérias não há cobertura de veículos de direita sobre o tema. Os argumentos do campo de Flávio aparecem nas falas do próprio senador, reproduzidas pela cobertura de centro: a defesa da liberdade de negociação e o pedido de menos gasto público.
O que ainda não se sabe: como o governo ou o setor privado arcariam com o custo da redução da jornada, segundo a proposta defendida por Flávio, e se o Senado de fato votará a PEC em 14 de outubro. A campanha de Flávio e a organização do evento empresarial não responderam sobre o cancelamento de um almoço com empresários. A decisão do tribunal eleitoral sobre os anúncios do PT ainda será submetida ao plenário.
Senador e candidato à Presidência diz pela primeira vez que votará a favor da proposta, defendida pela 'maioria dos trabalhadores', segundo ele.

A guinada de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o fim da escala 6x1 contrasta diretamente com o discurso defendido há menos de dois meses por Daniella Marques,

Senador e candidato à Presidência diz pela primeira vez que votará a favor da proposta, defendida pela 'maioria dos trabalhadores', segundo ele.

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