Flávio Bolsonaro sinaliza civil na Defesa e sem militares da ativa no Planalto
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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, fez chegar à cúpula das Forças Armadas, por emissários, a mensagem de que não haverá revanchismo contra oficiais que se aproximaram de Lula caso vença o segundo turno. Ele também quer civis no comando do Ministério da Defesa e militares da ativa fora do Planalto e da Esplanada.
A cobertura de direita enquadra o recado como gesto de moderação e responsabilidade institucional: Flávio Bolsonaro quer pacificar a relação com os quartéis, afastar a ideia de revanche e reduzir a presença de militares da ativa no governo, com um civil na Defesa.
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Emissários de Flávio Bolsonaro, candidato do PL no segundo turno, levaram às Forças Armadas o recado de que não haverá caça às bruxas. Ele também pretende nomear um civil para a Defesa e manter militares da ativa fora do Planalto.
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, enviou às Forças Armadas, por meio de emissários, a mensagem de que não pretende adotar política de revanche contra oficiais que se aproximaram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso vença o segundo turno. A informação foi publicada na terça-feira, 13 de outubro, com base em relatos de interlocutores diretos do candidato, que usaram as expressões "virar a página" e "caça às bruxas".
Segundo a cobertura de centro, a mensagem busca tranquilizar oficiais que ajudaram a pacificar os quartéis depois das eleições de 2022. Flávio também quer um governo sem militares da ativa em cargos no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios, o que o diferenciaria do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para o Ministério da Defesa, a escolha deve recair sobre um civil. O nome mais cotado é o de Marcos Degaut, que foi secretário de Produtos de Defesa no governo Jair Bolsonaro e trabalhou na Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo Michel Temer. Ele também foi o principal executivo na América Latina de um grupo de defesa dos Emirados Árabes, que comprou empresas brasileiras do setor. Em 2022, foi indicado para a embaixada do Brasil nos Emirados, mas desistiu depois de não ser sabatinado pelo Senado, alegando questões de saúde. Degaut é próximo de Eduardo Bolsonaro, hoje autoexilado nos Estados Unidos, e também dialoga com Flávio.
A equipe do candidato não pretende manter os atuais comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, escolhidos por Lula. A promessa, porém, é de que oficiais próximos a eles não serão perseguidos. Um exemplo é o general Francisco Humberto Montenegro Júnior, chefe do Estado-Maior do Exército, visto nos quartéis como favorito para suceder o general Tomás Paiva no comando da força.
Os veículos de direita que cobriram o assunto repetiram o relato com tom de moderação, destacando o gesto de pacificação, a ausência de revanchismo e a intenção de manter militares da ativa fora do governo. Até o momento, nenhum veículo de esquerda tratou do caso, o que deixa sem registro uma leitura crítica, por exemplo sobre o controle civil das Forças Armadas ou sobre o perfil de um ex-executivo do setor de armas à frente da Defesa. A cobertura de centro se manteve factual e acrescentou o contexto biográfico dos nomes citados.
O que ainda não se sabe: a campanha não confirmou publicamente o conteúdo da mensagem, que vem de interlocutores sem nome. Os nomes de Degaut e Montenegro são possibilidades de bastidor, não indicações oficiais. Também não há resposta das Forças Armadas nem do governo Lula sobre o recado.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) enviou à cúpula das Forças Armadas a mensagem de que não

Emissários do presidenciável levam às Forças Armadas recado de que não haverá "revanchismo" contra oficiais que se aproximaram de Lula
