Flávio Bolsonaro não assina regras do debate de 23 de outubro no segundo turno
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Veículos de esquerda destacam que Flávio Bolsonaro, depois de anunciar que não irá a um debate, também deixou em aberto o do dia 23 de outubro, enquanto Lula formalizou a adesão. Tratam a ausência como padrão da campanha do PL.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) não assinou, na terça-feira, o documento com as regras do debate presidencial de 23 de outubro e não garantiu presença. A emissora organizadora deu prazo até segunda-feira. A campanha de Lula (PT) assinou os termos.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
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A campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, não assinou o documento com as regras do debate presidencial de 23 de outubro e não garantiu presença. A campanha de Lula aderiu. A emissora organizadora deu prazo até segunda-feira (19) para a resposta.
A campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, do PL, não assinou na terça-feira (13) o documento com as regras do debate presidencial de 23 de outubro. Com isso, não garantiu presença no encontro, que seria o principal da reta final do segundo turno. A emissora organizadora deu prazo até a próxima segunda-feira (19) para que a equipe formalize a adesão.
A recusa ocorreu depois de uma reunião com as campanhas. Nela, a emissora apresentou o funcionamento dos blocos, os temas previstos, o tempo de cada candidato, o credenciamento de assessores, os procedimentos de segurança e o sorteio da ordem de participação. Ao fim, o documento que formalizava a concordância com as regras e com a realização do debate ficou sem a assinatura da campanha de Flávio Bolsonaro. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, informou que assinou os termos.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta. Registrou que a definição sobre a presença de Flávio Bolsonaro segue pendente até o fim do prazo e que, no mesmo dia, o candidato afirmou que não irá ao debate promovido por outra emissora, marcado para domingo (18). Segundo esse relato, a equipe técnica da campanha ainda decidirá se ele vai ao encontro de 23 de outubro. Também lembrou que o primeiro debate do segundo turno, previsto para domingo (11), foi cancelado pela emissora que o organizaria, depois que as campanhas não confirmaram presença.
Veículos de esquerda destacaram que a indefinição forma um padrão. Disseram que Flávio Bolsonaro pode fugir de mais um debate e que a ausência em encontros começa a se tornar ponto recorrente da campanha do PL. Contrastaram a postura dele com a de Lula, já comprometido com o debate. Um desses veículos também enfatizou o púlpito vazio reservado ao candidato no encontro de outra emissora e o descreveu como candidato de extrema direita. Os dois relatos de esquerda reproduzem os mesmos fatos da cobertura de centro, mas dão peso à ideia de que o candidato evita ser questionado.
Não houve, no conjunto de textos analisado, cobertura de veículos de direita. Por isso, não é possível atribuir a esse campo um enquadramento próprio. A campanha de Flávio Bolsonaro também não teve voz direta nos relatos: aparece apenas pela ação de não assinar e pela declaração de que a equipe técnica ainda decidirá.
O que ainda não se sabe é o motivo da recusa em assinar. Nenhum dos textos informa qual regra ou condição motivou a decisão, nem se a campanha pretende pedir mudanças no formato. Também está em aberto se Flávio Bolsonaro confirmará presença até segunda-feira (19) e o que acontecerá com o debate caso ele não compareça.
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