Campanha de Lula diz que van com marca do MEC foi contratada para levar estudantes
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Sob o prisma do controle institucional, o episódio levanta dúvida sobre a separação entre máquina pública e campanha. Uma van com identificação do MEC foi usada para levar estudantes de uma gravação eleitoral, a 12 dias do segundo turno, e a explicação da campanha depende de um contrato que ainda não foi apresentado.
Uma van com identificação do Ministério da Educação (MEC) buscou estudantes no comitê da campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, na tarde de 13 de outubro, depois da gravação de um vídeo em que o presidente prometeu criar o Pé-de-Meia Universitário. A campanha diz que a van foi contratada e não estava em uso pelo MEC, e o ministério afirma que o caso não tem relação com a pasta.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Uma van com identificação do Ministério da Educação buscou estudantes no comitê de campanha de Lula, em Brasília, após a gravação de um vídeo sobre o Pé-de-Meia Universitário. A campanha diz que o veículo foi contratado e o MEC nega relação com o caso.
Uma van com identificação do Ministério da Educação (MEC) buscou estudantes no comitê da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, na tarde de terça-feira, 13 de outubro de 2026. Os jovens haviam participado da gravação de um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual Lula promete criar o Pé-de-Meia Universitário, programa de bolsas para o ensino superior.
Segundo a reportagem original sobre o caso, o grupo deixou o comitê por volta das 17h e esperou alguns minutos na calçada até o veículo chegar. A equipe de reportagem filmou o embarque. Ao perceberem que estavam sendo filmados, alguns integrantes abordaram os jornalistas e disseram que eram estudantes de escolas e universidades que haviam vindo na van do MEC. Antes da saída, o grupo conversava sobre quem era menor de idade e precisaria de autorização para aparecer no material de campanha. Por isso, os rostos foram desfocados nas imagens.
A campanha de Lula respondeu, em nota, que a empresa BS Transportes e Serviços foi contratada por Matheus das Neves Almeida Sciotta e Souza para levar jovens a uma atividade de campanha em Brasília, e que o veículo não estava em uso do MEC no horário. A assessoria do ministério afirmou que o episódio não tem relação com a pasta.
No vídeo, Lula diz que o governo está criando o programa para o próximo mandato. Os beneficiários receberiam R$ 700 por mês, em uma poupança, durante dez meses, além de um depósito de R$ 2,5 mil ao fim de cada ano. Em um curso de quatro anos, o estudante teria R$ 10 mil acumulados ao se formar. A promessa foi feita a 12 dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, em que Lula enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No primeiro turno, o senador teve 47% dos votos válidos e o presidente, 45%. No mesmo dia, Lula também anunciou o perdão de dívidas de microempreendedores individuais com o governo federal e um edital do Desenrola para regularizar dívidas desse grupo com bancos.
A cobertura de centro relatou os fatos com a nota da campanha e a do MEC lado a lado, e uma das publicações ressalvou que a identificação do veículo, por si só, não comprova uso de recursos públicos nem irregularidade eleitoral. Veículos de direita enfatizaram o contraste entre a marca do ministério e a atividade eleitoral, destacaram que a explicação da campanha foi dada por nota e ligaram o episódio à promessa feita em plena reta final do segundo turno. No conjunto analisado, não houve cobertura de veículos de esquerda, de modo que não é possível descrever o enquadramento desse campo a partir de textos publicados.
O que ainda não se sabe: não foi apresentado o contrato entre a empresa de transporte e o contratante citado pela campanha, não se sabe quem custeou o serviço, e não há informação de que órgão eleitoral ou de controle tenha aberto apuração. Também não está esclarecido por que um veículo com a marca do MEC foi utilizado nesse trajeto, nem se a van tinha vínculo com contratos do ministério em outros horários.
Campanha do presidente afirma que veículo foi contratado para atividade eleitoral e não estava a serviço do ministério

OUTRO LADO: Campanha de petista diz que veículo foi contratado e não estava em uso pelo ministério

Uma van identificada com a marca do Ministério da Educação (MEC) foi flagrada transportando estudantes após eles participarem de uma
