Fogo em prédio da UFPE destrói laboratórios e deixa prejuízo de R$ 100 milhões
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Um incêndio na noite de 7 de outubro destruiu o andar superior de um prédio do campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que abrigava laboratórios de fármacos, genética e informática. O reitor Alfredo Gomes estimou o prejuízo em cerca de R$ 100 milhões. A Polícia Federal vai instaurar inquérito e ninguém ficou ferido.
A perda na UFPE é apresentada como golpe na ciência pública: duas décadas de pesquisa financiada pelo Estado, ligadas a câncer, Covid-19 e outras doenças, foram destruídas. O foco é o dano coletivo e a necessidade de apoio federal para reconstruir e proteger a pesquisa.
O caso é tratado como questão de responsabilidade e apuração: a Polícia Federal investiga, o governo federal acompanha e a série de três incêndios em pouco mais de uma semana levanta dúvidas sobre gestão, manutenção e segurança do patrimônio público.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Um incêndio destruiu o andar superior de um prédio com laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife. O reitor estima prejuízo de R$ 100 milhões, a Polícia Federal abriu investigação e o governo federal anunciou recursos para reconstruir. A cobertura comparada mostra o que cada lado enfatizou.
Um incêndio na noite de quarta-feira, 7 de outubro, destruiu o andar superior de um prédio do campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O edifício, antiga sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, abrigava laboratórios de fármacos, genética e informática. O reitor, Alfredo Gomes, estimou o prejuízo em cerca de R$ 100 milhões, somando equipamentos, insumos, amostras e estruturas. Ninguém ficou ferido.
A cobertura de centro relatou que o fogo começou por volta das 20h e que o Corpo de Bombeiros concluiu o rescaldo na manhã seguinte. A Polícia Federal informou que enviou peritos ao local e que vai instaurar inquérito para apurar as circunstâncias e as causas prováveis. A corporação não disse se o fogo foi acidental ou criminoso. O reitor afirmou desconhecer a causa e disse que o prédio era antigo, mas passava por manutenção e revisão regulares, e que os materiais inflamáveis estavam bem acondicionados.
Todos os relatos convergem sobre o impacto na pesquisa. Segundo o reitor, funcionavam ali grupos de pesquisa ligados a cerca de 80 dissertações e teses, com dados acumulados ao longo de 20 anos. Uma reportagem posterior de cobertura de centro falou em informações e amostras de mais de 200 pesquisas e ouviu pesquisadores que perderam material genético coletado ao longo de anos. Para o reitor, trata-se de uma perda irreparável.
O incêndio é o terceiro em instalações da UFPE em pouco mais de uma semana. Em 30 de setembro, o fogo atingiu um laboratório do Departamento de Física, e a suspeita da universidade é uma câmara de alta temperatura. No domingo, 4 de outubro, houve outro no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências, que um relato atribuiu a um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado. Ambos ficaram restritos às salas onde começaram.
A resposta do governo federal ganhou destaque na cobertura. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, colocou o ministério à disposição e, ao visitar o campus, anunciou R$ 28 milhões para construir um novo prédio e repor equipamentos. O advogado-geral da União, Jorge Messias, determinou que a Procuradoria-Geral Federal acompanhe as apurações. Segundo o ministro, as obras podem começar em cerca de 30 dias, depois da perícia.
Os veículos de esquerda destacaram a fala do reitor sobre a perda irreparável para a ciência pública e o alcance humano do dano, com a destruição de anos de trabalho de estudantes e pesquisadores. Os veículos de direita enfatizaram a investigação da Polícia Federal, o acompanhamento do governo e a repetição de três incêndios em curto prazo. O diretório estudantil da UFPE enviou ofício à reitoria pedindo esclarecimentos sobre as causas e se há problemas de manutenção, prevenção ou segurança.
O reitor também respondeu sobre recursos. Disse que a universidade recebeu neste ano R$ 190 milhões do orçamento discricionário, voltado à manutenção de todas as unidades, e que os repasses federais chegam regularmente.
O que ainda não se sabe é a causa do incêndio e se ele teve relação com os dois anteriores. Mensagens com supostas ameaças políticas circularam nas redes e levantaram suspeitas, mas sua autenticidade não foi confirmada. Também falta o cálculo definitivo do prejuízo e o diagnóstico estrutural do prédio, que a universidade fará em reuniões com as equipes dos projetos.
Prédio abrigava laboratórios de farmácia, informática e genética, e um núcleo de pesquisa em inovação terapêutica

Em coletiva de imprensa, Alfredo Gomes citou prejuízo irreparável: "São dados de 20 anos de pesquisa que também eram guardados nos espaços [atingidos]”.
Edifício abrigava laboratórios e equipamentos usados em pesquisas científicas; reitor estima que fogo tenha destruído materiais e estruturas

Fogo desta quarta-feira (7) destruiu laboratórios e afetou pesquisas com dados acumulados ao longo de aproximadamente 20 anos; ninguém ficou ferido

Segundo o reitor Alfredo Gomes, a estimativa de prejuízos é de cerca de R$ 100 milhões, entre equipamentos, amostras, estruturas e insumos para as pesquisas.

Reitoria relata destruição de material científico acumulado ao longo de 20 anos
