Aprovação de Lula supera desaprovação, aponta Quaest
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de julho mostra que a aprovação do governo Lula (48%) superou a desaprovação (47%) pela primeira vez desde dezembro de 2024, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Levantamento da Quaest mostra que medidas de proteção social do governo Lula, como o Desenrola e a isenção ampliada do Imposto de Renda, estão elevando a aprovação entre os grupos mais vulneráveis e consolidando a vantagem do presidente na disputa por um novo mandato.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todas as coberturas concordam que a pesquisa Genial/Quaest de 15 de julho mostrou aprovação de 48% e desaprovação de 47% para o governo Lula, revertendo o saldo negativo observado desde dezembro de 2024, e atribuem a melhora ao Desenrola, ao debate sobre o fim da escala 6x1 e à isenção ampliada do Imposto de Renda.
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho, mostra que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a superar numericamente a desaprovação pela primeira vez desde dezembro de 2024. Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 47% desaprovam, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 10 e 13 de julho e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.
Os dados também mostram melhora na avaliação qualitativa do governo: a parcela que considera a gestão boa ou ótima subiu de 34% para 36%, enquanto a fatia que a classifica como ruim ou péssima recuou de 38% para 36%. O instituto atribui a virada a um conjunto de políticas de economia popular: o programa Desenrola, lançado em maio para renegociar dívidas de até R$ 8.105 por mês, o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, aprovado pela Câmara em maio e agora em análise no Senado, e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirma que essas medidas sensibilizam sobretudo o eleitorado independente, mais pragmático do que ideológico.
A cobertura de centro relatou o levantamento de forma factual, detalhando metodologia, ficha técnica e a análise do instituto sobre as causas da melhora, sem atribuir motivação política à mudança de humor do eleitorado. Já veículos de esquerda destacaram com mais ênfase os ganhos de Lula na corrida presidencial: no cenário estimulado de primeiro turno, o presidente lidera com 40% das intenções de voto, contra 28% do senador Flávio Bolsonaro (PL), e venceria o adversário no segundo turno por 45% a 37%. Essa cobertura também sublinhou o apoio mais forte entre beneficiários do Bolsa Família, com 61% de aprovação, e o avanço entre eleitores de renda mais alta.
Veículos de direita, embora sem cobertura própria identificada neste ciclo, tendem a enfatizar que o resultado segue tecnicamente empatado dentro da margem de erro, que a rejeição a Lula ainda atinge metade do eleitorado (50%, ante 53% em junho) e que a melhora decorre de estímulos pontuais e onerosos aos cofres públicos em ano eleitoral, não de uma mudança estrutural na economia.
O que ainda não se sabe é como o Senado deve se posicionar sobre o fim da escala 6x1 nem se a melhora na aprovação resistirá além do efeito imediato dos programas sociais, especialmente entre os 11% de eleitores que se declaram indecisos a menos de um ano da eleição presidencial de 2026.

Diretor do instituto de pesquisa atribui crescimento à entrega de resultados valorizados por eleitorado independente, incluindo isenção de IR

Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15/7) mostra recuperação na aprovação e melhora na avaliação do governo federal

Além disso, Lula dispara na frente na corrida presidencial e venceria Flávio Bolsonaro com folga no primeiro e no segundo turno, Lula.
