
Augusto Cury vai a 11% no BTG/Nexus e sobe ao 3º lugar na AtlasIntel
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Dois levantamentos divulgados na manhã de segunda-feira, 31 de agosto, colocaram o escritor e psiquiatra Augusto Cury, do Avante, em terceiro lugar na disputa presidencial de 2026. No BTG/Nexus ele passou de 2% para 11% das intenções de voto; na AtlasIntel, de 1,6% para 7,8%. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, seguem na liderança nas duas pesquisas. O campo foi a público após o debate presidencial do dia 23, as sabatinas entre 25 e 30 de agosto e o início do horário gratuito eleitoral, em 28 de agosto.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
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Direita
Pela chave de leitura da direita, o dado relevante é a rejeição do eleitorado à política tradicional: um escritor sem mandato, sem máquina partidária e com R$ 50 mil declarados de investimento digital passou à frente de governadores e quadros com estrutura montada.
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de vir de veículo com viés editorial à direita, o texto é reportagem factual de pesquisa: enumera percentuais de todos os candidatos, descreve o método Random Digital Recruitment da AtlasIntel, informa amostra, margem de erro e códigos de registro no TSE, e dá espaço à versão do marqueteiro Sérgio Lima sobre a viralização, incluindo a negativa de participação de Pablo Marçal. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento pró-mercado ou anti-Estado. Por conteúdo, CENTER.
Perspectivas omitidas
Dois levantamentos divulgados em 31 de agosto colocaram o escritor Augusto Cury, do Avante, em terceiro lugar na corrida presidencial de 2026. Ele passou de 2% para 11% no BTG/Nexus e de 1,6% para 7,8% na AtlasIntel, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro seguem na liderança. O campo das duas pesquisas foi realizado após o debate presidencial de 23 de agosto e o início do horário eleitoral gratuito.
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência, apareceu em terceiro lugar na disputa de 2026 em dois levantamentos divulgados na manhã desta segunda-feira, 31 de agosto. No estudo do BTG/Nexus, ele saltou de 2% para 11% das intenções de voto no primeiro turno. Na pesquisa da AtlasIntel, subiu de 1,6% para 7,8%. É a primeira vez que o nome alcança dois dígitos em um dos institutos.
A liderança não mudou. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aparece com 43,4% na AtlasIntel e 39% no BTG/Nexus. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, marca 33,7% e 33%, respectivamente. Abaixo dos dois dígitos, Renan Santos, do Missão, tem 7,6% na AtlasIntel e 3% no BTG/Nexus, enquanto Ronaldo Caiado, do PSD, registra 3,3% e 5%. Romeu Zema, do Novo, ficou com 1% em um dos levantamentos, e o coach Pablo Marçal, inelegível por decisão da Justiça Eleitoral, pontuou 3% em uma projeção específica de primeiro turno. Brancos e nulos somam 3%, e outros 3% não sabem ou não responderam.
A cobertura de centro, em versão de agência, ficou no essencial do dado: a subida do candidato do Avante ao terceiro lugar nos dois institutos. Veículos de direita publicaram a reportagem completa e convergem sobre todos os números, além de detalhar a metodologia. O BTG/Nexus ouviu 2.005 pessoas com 16 anos ou mais por telefone, entre 28 e 30 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob registro BR-08900/2026 no Tribunal Superior Eleitoral. A AtlasIntel entrevistou 5.014 pessoas entre 25 e 30 de agosto, com margem de erro de um ponto percentual e registro BR-07972/2026, usando o método Random Digital Recruitment, em que os participantes são recrutados durante a navegação comum na internet e ponderados por sexo, faixa etária, escolaridade, renda, região e comportamento eleitoral anterior. Até o fechamento desta edição, veículos de esquerda não haviam registrado os dois levantamentos, o que deixa a interpretação do fenômeno sem contraditório de um dos campos.
Onde a ênfase difere é no contexto do salto. A leitura predominante na cobertura de direita associa o movimento ao calendário eleitoral: o debate presidencial do dia 23, as sabatinas realizadas entre 25 e 30 de agosto e o início do horário gratuito eleitoral, em 28 de agosto, todos dentro da janela de campo das duas pesquisas. O outro fio da mesma reportagem é digital: vídeos de apoio à candidatura inundaram as redes na semana anterior, alguns superando 10 milhões de visualizações, e o perfil do candidato no Instagram passou de cerca de 8,4 milhões para 10,7 milhões de seguidores em sete dias. O marqueteiro Sérgio Lima, responsável pela campanha, afirma que o movimento é orgânico, que não houve pagamento a influenciadores, prática vedada pela legislação eleitoral, e que o único investimento até aqui foi de R$ 50 mil em impulsionamento de publicações do próprio candidato. Ele nega ainda que Pablo Marçal participe da estratégia digital, versão que circula em perfis nas redes e, segundo a reportagem, nos bastidores de campanhas adversárias. É esse mesmo conjunto de fatos que sustenta duas leituras opostas: de um lado, a de que uma candidatura sem máquina partidária alcançou eficiência com gasto baixo; de outro, a de que a preferência eleitoral está sendo formada por alcance de plataformas privadas, num terreno em que a fiscalização depende da declaração da própria campanha.
O que ainda não se sabe é o mais decisivo. Nenhum dos dois institutos simulou cenários de segundo turno com Augusto Cury, de modo que não há medida de sua capacidade de transferência de votos. Também não há avaliação independente sobre por que os dois levantamentos divergem em mais de três pontos no desempenho do candidato, nem verificação externa da origem da onda de vídeos e do alcance declarado pela campanha. E não há, até agora, série histórica suficiente para dizer se o patamar se sustenta ou se reflete um pico de exposição de uma única semana.
A cobertura disponível converge em todos os números: Augusto Cury em terceiro lugar nos dois levantamentos, com 11% no BTG/Nexus e 7,8% na AtlasIntel; Luiz Inácio Lula da Silva na liderança com 43,4% e 39%; Flávio Bolsonaro em segundo com 33,7% e 33%. Também há acordo sobre o contexto: o campo foi realizado depois do debate presidencial e do início do horário eleitoral gratuito.

Após ‘boom’ de seguidores nas redes sociais, candidato do Avante chega a 11% na BTG/Nexus e a 7,8% na Atlas/Intel