
Augusto Cury vai a 11% no BTG/Nexus e assume terceiro lugar na corrida presidencial
2 veículos de esquerda · 7 veículos de centro · 2 veículos de direita
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O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, chegou ao terceiro lugar na disputa presidencial de 2026 em quatro pesquisas divulgadas entre 31 de agosto e 2 de setembro. No levantamento BTG/Nexus ele saltou de 2% para 11%; na AtlasIntel, de 1,6% para 7,8%; na Real Time Big Data alcançou 11%; e na Quaest marcou 10%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro seguem na liderança, tecnicamente empatados nos cenários de segundo turno testados. O salto ocorreu depois da participação do candidato no primeiro debate presidencial, em 23 de agosto, de uma sabatina televisiva no dia 29 e do início do horário eleitoral gratuito, em 28 de agosto, e foi acompanhado de forte crescimento de buscas e de seguidores nas redes sociais.
Esquerda
Para o enquadramento à esquerda, o episódio é menos a consagração de uma terceira via do que um teste de resistência da democracia diante da economia da atenção. Um candidato sem trajetória política, sem grupo parlamentar e sem programa detalhado salta nove pontos percentuais em uma semana depois de ganhar dois milhões de seguidores, e a origem desse engajamento não foi verificada por ninguém fora da própria campanha.
Centro
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, chegou ao terceiro lugar na disputa presidencial de 2026 em quatro pesquisas divulgadas entre 31 de agosto e 2 de setembro. No levantamento BTG/Nexus ele saltou de 2% para 11%; na AtlasIntel, de 1,6% para 7,8%; na Real Time Big Data alcançou 11%; e na Quaest marcou 10%.
Direita
No enquadramento à direita, o resultado mede a insatisfação real de parte do eleitorado com a polarização entre o Palácio do Planalto e o campo bolsonarista, e não uma anomalia a ser investigada. Augusto Cury foi um dos poucos candidatos a comparecer ao primeiro debate presidencial, do qual Lula e Flávio Bolsonaro se ausentaram, respondeu a uma sabatina televisiva e ocupou 35 segundos de propaganda eleitoral; a partir daí converteu exposição em intenção de voto por mérito próprio, sem estrutura partidária e com apenas R$ 50 mil investidos em impulsionamento, segundo a própria campanha.
11 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Os números estão corretos e agregados com clareza, mas o enquadramento escolhido relativiza o avanço do candidato do Avante já na linha de apoio, ao afirmar que ele segue longe de Lula e de Flávio Bolsonaro, e o descreve pela chave de escritor de livros de autoajuda. É um enquadramento que protege a leitura da polarização vigente, coerente com o perfil editorial progressista do veículo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
A matéria informa os 11% do candidato do Avante na Real Time Big Data, com amostra de 2 mil eleitores, margem de 2 pontos e registro no TSE, e compara com os outros dois levantamentos. Lista propostas do candidato de forma neutra e reproduz a versão da campanha e a crítica pública sem aderir a nenhuma.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O título já delimita a fonte, de acordo com a sua campanha, e o texto cumpre o que promete: exposição em debate, sabatina, horário eleitoral com 35 segundos e salto de engajamento medido por consultoria. Não há vocabulário de mercado nem de responsabilidade individual que caracterize enquadramento à direita, apesar do perfil editorial do veículo; a suspeita de impulsionamento aparece, ainda que só no fecho.
Quatro pesquisas divulgadas entre 31 de agosto e 2 de setembro colocam Augusto Cury em terceiro lugar na disputa presidencial de 2026. O candidato do Avante saltou de 2% para 11% no BTG/Nexus e de 1,6% para 7,8% na AtlasIntel, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro seguem na liderança e adversários questionam a origem do engajamento digital do escritor.
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, assumiu o terceiro lugar na corrida presidencial de 2026 em quatro pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 31 de agosto e 2 de setembro. No levantamento BTG/Nexus, ele saltou de 2% para 11% no primeiro turno. Na AtlasIntel, passou de 1,6% para 7,8%. Na Real Time Big Data, alcançou 11%. Na Quaest, marcou 10%, contra 2% registrados em 14 de agosto. É a primeira vez neste ciclo que um nome fora do eixo formado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo senador Flávio Bolsonaro atinge dois dígitos em uma pesquisa presidencial.
A liderança não mudou. Lula aparece com 39% no BTG/Nexus, 43,4% na AtlasIntel, 38% na Real Time Big Data e 37% na Quaest. Flávio Bolsonaro registra 33%, 33,7%, 30% e 30%, respectivamente. Nos dois cenários de segundo turno testados, os dois seguem tecnicamente empatados: 46% a 45% em um instituto e 47,1% a 42,6% em outro. Nenhum dos levantamentos simulou um segundo turno com a presença de Augusto Cury. As pesquisas BTG/Nexus e AtlasIntel estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral sob os códigos BR-08900/2026 e BR-07972/2026, com amostras de 2.005 e 5.014 entrevistados e margens de erro de dois e de um ponto percentual.
A cobertura de centro relatou com detalhe o calendário que antecedeu o salto. Em 23 de agosto ocorreu o primeiro debate entre presidenciáveis, do qual participaram apenas Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos, sem Lula e sem Flávio Bolsonaro. Em 28 de agosto começou o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, em que o candidato do Avante dispõe de 35 segundos no bloco principal. Em 29 de agosto ele foi entrevistado em uma sabatina de alcance nacional. No mesmo intervalo, seu perfil no Instagram passou de cerca de 8,4 milhões para 10,7 milhões de seguidores, e as buscas pelo seu nome no Google cresceram 900%, segundo o instituto Vox Radar. O executivo-chefe do Nexus, Marcelo Tokarski, atribui a alta à repercussão da sabatina e pondera que ainda é cedo para falar em tendência consolidada. O diretor de análise política da AtlasIntel, Yuri Sanches, avalia que o candidato ocupou um espaço vazio ao dialogar com eleitores dos dois polos e projeta um patamar possível entre 4% e 5% caso haja consolidação.
Veículos de direita concentraram a explicação na versão da própria campanha. O marqueteiro Sérgio Lima afirma que o movimento é orgânico, que não houve pagamento nem contratação de influenciadores, prática vedada pela legislação eleitoral, e que o único investimento até agora foi de R$ 50 mil em impulsionamento de publicações do candidato no Facebook. Ele nega ainda qualquer participação de Pablo Marçal na estratégia digital. Nessa leitura, a exposição em debate, sabatina e propaganda eleitoral converteu-se em voto porque havia demanda represada por uma alternativa fora da polarização.
Veículos de esquerda enfatizaram o outro lado da equação. O ponto central, nessa cobertura, é a suspeita de que o crescimento nas redes não seja espontâneo, e o fato de que o maior prejudicado é Flávio Bolsonaro, que recuou de 37% para 33% no BTG/Nexus, queda acima da margem de erro. Parte dessa cobertura também relativiza o feito, lembrando que o candidato do Avante segue muito distante dos dois primeiros colocados. Campanhas adversárias estudam acionar o Tribunal Superior Eleitoral para apurar a origem do ganho de mais de dois milhões de seguidores.
O que ainda não se sabe é se o patamar se sustenta. Não há verificação independente sobre a autenticidade do engajamento digital, e a única versão sobre a origem do crescimento é a da campanha. Nenhum instituto testou o candidato do Avante em segundo turno, e nenhuma ação foi formalmente protocolada na Justiça Eleitoral até o momento. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026.
Todos os lados registram que Augusto Cury assumiu o terceiro lugar nas quatro pesquisas divulgadas na semana, que Lula e Flávio Bolsonaro seguem na liderança e em empate técnico no segundo turno, e que o salto veio logo depois do primeiro debate presidencial, da sabatina televisiva e do início do horário eleitoral gratuito.

Levantamento mostra Lula com 38%, Flávio Bolsonaro com 33% e Augusto Cury em terceiro lugar, com 8%, no primeiro turno

O candidato do Avante chega à terceira posição, mas segue longe de Lula e Flávio Bolsonaro

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Na mais recente pesquisa BTG/Nexus, o destaque vai para a ascensão de Augusto Cury (Avante), que alcançou 11% das intenções de voto para presidente. Com propostas que vão da criação de um Ministério da Inteligência Artificial ao uso de drones no combate ao feminicídio, a candidatura ganha tração ao mesmo tempo em que estreia o horário eleitoral no rádio e na TV. Com Flávia Tavares, Yasmim Restum e o analista político Alexandre Borges, o Central Meio desta segunda-feira (31/08/2026) também analis

Autor de livros de autoajuda que concorre pela 1° vez ultrapassou Renan e Caiado nas sondagens. Lula e Flávio Bolsonaro seguem na liderança, mas candidato do PL sofre queda fora da margem de erro em um dos levantamentos.

Analistas apontam que crescimento nas redes, repercussão de debate e sabatinas e discurso moderado ajudam a explicar subida de Cury

Autor de livros de autoajuda que concorre pela 1° vez ultrapassou Renan e Caiado nas sondagens. Lula e Flávio Bolsonaro seguem na liderança, mas candidato do PL sofre queda fora da margem de erro em um dos levantamentos.

Candidato presidencial do Avante chegou à terceira posição na corrida presidencial, segundo levantamentos Nexus/BTG e AtlasIntel/Bloomberg

Após ‘boom’ de seguidores nas redes sociais, candidato do Avante chega a 11% na BTG/Nexus e a 7,8% na Atlas/Intel
O texto é descritivo e apoiado em números, mas a premissa do título, a de que há transferência de votos identificável, não é demonstrada: a matéria mostra apenas variações simultâneas entre rodadas. Não há vocabulário ideológico, e a cobertura da campanha e da suspeita de impulsionamento é equilibrada.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
O texto é analítico e descreve o crescimento digital do candidato do Avante sem vocabulário ideológico: cita a alta de 8,3 para mais de 10,5 milhões de seguidores, o levantamento da consultoria Bites e a queda de Lula e Flávio Bolsonaro no mesmo índice. A ressalva final de que barulho nas redes nem sempre vira voto reforça o registro factual, ainda que a comparação com casos de 2018 e 2024 seja especulativa.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo ter perfil editorial à direita, a matéria é factual: descreve o salto de 2% para 11% no BTG/Nexus e de 1,6% para 7,8% na AtlasIntel, detalha amostras de 2.005 e 5.014 entrevistados, margens de erro e códigos de registro no TSE, e apresenta a versão da campanha e a suspeita dos adversários com paridade. Não há vocabulário valorativo de nenhum dos lados.
Perspectivas omitidas



