
Augusto Cury chega a 10 milhões de seguidores após debate presidencial
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Descubra seu lugar no espectro político brasileiro
Fazer o testeGrátis. Cerca de 5 minutos. Seu resultado fica salvo.
O psiquiatra e escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, ultrapassou 10 milhões de seguidores no Instagram em 28 de agosto de 2026, cinco dias depois de participar do debate presidencial da TV Bandeirantes. Só na quinta-feira, 27, ele somou mais de 1 milhão de novos seguidores, segundo a plataforma Social Blade; na terça-feira, 25, tinha 8,4 milhões, conforme a plataforma de inteligência Sólon. O crescimento coincidiu com uma onda de vídeos de influenciadores que apresentam o candidato como alternativa à polarização entre Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 24 de agosto, Cury aparecia com 2% das intenções de voto. A campanha, comandada pelo marqueteiro Sérgio Lima, afirma não ter contratado influenciadores e diz ter destinado cerca de R$ 20 mil a impulsionamento nas plataformas da Meta.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O psiquiatra e escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, ultrapassou 10 milhões de seguidores no Instagram em 28 de agosto de 2026, cinco dias depois de participar do debate presidencial da TV Bandeirantes.
Direita
A ascensão de Augusto Cury nas redes é lida à direita como sinal do cansaço do eleitor com a polarização entre Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, e como demonstração de que reputação construída fora da política ainda vale mais que máquina partidária.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O relato é factual e datado, cita Social Blade, Google Trends e a pesquisa BTG/Nexus com 2% das intenções de voto, o que ancora o entusiasmo digital na realidade eleitoral. O desequilíbrio está na seleção de vozes: as duas citações longas são de influenciadores que declaram apoio, sem nenhuma fala crítica ou analítica. Ainda assim o artigo não adota vocabulário ideológico próprio, e o enquadramento permanece no eixo factual.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto trata o fenômeno como objeto de reportagem de campanha: atribui a expressão 'agente da despolarização' à própria campanha, cita fontes de métrica nomeadas (Sólon, Google Trends) e informa o histórico do marqueteiro Sérgio Lima em campanhas de Jair Bolsonaro e na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, o que é elemento de accountability. Não há vocabulário valorativo em favor ou contra o candidato, e a ênfase em engenharia de campanha e gasto de mídia é descritiva. Apesar do viés editorial do veículo, o artigo específico fica no registro factual.
Em cinco dias, o escritor e psiquiatra Augusto Cury saiu de 8,4 milhões para mais de 10 milhões de seguidores no Instagram, empurrado por vídeos de influenciadores que o apresentam como alternativa à polarização. A distância entre o alcance nas redes e os 2% das intenções de voto é o centro da disputa de interpretação entre as coberturas.
O psiquiatra e escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, ultrapassou a marca de 10 milhões de seguidores no Instagram na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, cinco dias depois de participar do debate presidencial transmitido pela TV Bandeirantes. Somente na quinta-feira, 27, o perfil ganhou mais de 1 milhão de novos seguidores, segundo levantamento da plataforma Social Blade. Na terça-feira, 25, ele reunia 8,4 milhões, de acordo com a plataforma de inteligência Sólon.
O salto coincidiu com uma onda de vídeos publicados por influenciadores digitais que apresentam o candidato como alternativa à polarização entre Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. Algumas dessas publicações ultrapassaram 10 milhões de visualizações. O interesse de busca acompanhou o movimento: antes do debate, o nome de Cury registrava média de 2,9 pontos no Google Trends, escala que vai de zero a 100; no dia seguinte, chegou a 49, e na noite de quarta-feira, 27, atingiu o topo da escala. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada na segunda-feira, 24 de agosto, o candidato do Avante aparecia com 2% das intenções de voto.
As duas coberturas convergem nos fatos centrais: o crescimento é real, começou depois do debate, foi impulsionado por criadores de conteúdo que declararam apoio e ainda não tem correspondência nas pesquisas de intenção de voto. Também convergem no calendário: o horário eleitoral começou justamente na sexta-feira, 28, e a campanha dispõe de apenas 35 segundos diários no rádio e na televisão.
As ênfases, porém, se separam. Veículos de direita destacaram a engenharia por trás do fenômeno, com entrevista ao marqueteiro Sérgio Lima, que afirma não ter contratado influenciadores, diz ter destinado cerca de R$ 20 mil a impulsionamento nas plataformas da Meta e explica a decisão de usar os 35 segundos de TV como convite para as redes, invertendo a relação tradicional entre televisão e internet. Essa cobertura registrou ainda que Lima integrou a equipe digital da pré-campanha de Flávio Bolsonaro até março e trabalhou nas campanhas presidenciais de Jair Bolsonaro em 2018 e 2022, e que a campanha passou a posicionar o escritor como agente da despolarização e terceira via na disputa.
A cobertura de centro deu peso maior à manifestação espontânea de apoio, reproduzindo falas de influenciadores que declararam voto no candidato e citando números de curtidas e visualizações, ao mesmo tempo em que colocou lado a lado os 10 milhões de seguidores e os 2% da pesquisa BTG/Nexus. Veículos de esquerda não haviam produzido cobertura própria do episódio no material reunido até aqui; a leitura previsível desse campo, a partir dos mesmos fatos, questionaria a ausência de transparência sobre quem organiza e financia a circulação dos vídeos e a distância entre audiência de plataforma e programa de governo.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma fonte apresentou verificação independente da afirmação de que nenhum influenciador foi remunerado, nem detalhou como as plataformas de métricas distinguem adesão orgânica de mobilização coordenada. Também não há, até aqui, pesquisa de intenção de voto feita depois da explosão de seguidores, o que deixa em aberto a pergunta central da história: se o engajamento digital se converte em voto. A próxima medida de exposição do candidato na televisão aberta, prevista para o fim de semana, e os levantamentos seguintes devem começar a responder.
As coberturas concordam que o crescimento digital de Augusto Cury é real e começou após o debate presidencial de 23 de agosto, que foi impulsionado por vídeos de influenciadores que o apresentam como alternativa à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, e que esse alcance ainda não se refletiu nas pesquisas, em que o candidato do Avante marcava 2% em 24 de agosto.

Candidato do Avante ganha força nas redes e aposta na despolarização para ampliar seu espaço na disputa pela Presidência.

Grandes influenciadores declararam apoio à candidatura do psiquiatra como alternativa à polarização
Perspectivas omitidas