Datafolha aponta Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 36% antes do debate
4 veículos de esquerda · 14 veículos de centro · 4 veículos de direita

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A pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 36%. Em cenário de segundo turno, Lula tem 47% e o senador 45%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico. Foram ouvidos 2.002 eleitores em 125 municípios nos dias 22 e 23 de setembro. O resultado reabriu a disputa sobre o último debate do primeiro turno, marcado para 1º de outubro, três dias antes da votação de 4 de outubro: os dois favoritos faltaram a todos os encontros anteriores, dois deles cancelados justamente pela ausência da dupla, e agora sinalizam presença.
Para a cobertura à esquerda, a pesquisa Datafolha interrompeu a escalada do senador Flávio Bolsonaro e deu alívio à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que abriu quatro pontos no primeiro turno depois de rodadas de aproximação do adversário.
Pelo prisma da direita, o quadro que a pesquisa Datafolha descreve é de empate técnico e de desgaste do ocupante do cargo: o senador Flávio Bolsonaro reduziu a distância para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dez para três pontos em quatro meses e chega a 45% contra 47% em cenário de segundo turno, dentro da margem de erro.
22 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Todos os lados registram os mesmos números: Datafolha de 24 de setembro com Lula em 40% e Flávio Bolsonaro em 36% no primeiro turno, e 47% a 45% em eventual segundo turno, dentro da margem de erro de dois pontos. Há convergência também em que os dois favoritos faltaram a todos os debates do primeiro turno, que dois encontros foram cancelados por causa dessas ausências e que o programa de 1º de outubro é o último antes da votação.
A pesquisa Datafolha de 24 de setembro de 2026 traz Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 36% no primeiro turno, e empate técnico de 47% a 45% no segundo. O resultado reabriu a disputa em torno do último debate antes da votação de 4 de outubro, marcado para 1º de outubro, depois de dois encontros cancelados pela ausência dos favoritos.
O instituto Datafolha divulgou em 24 de setembro de 2026 a pesquisa que reorganizou a reta final da campanha presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em um eventual segundo turno, o petista soma 47% e o senador 45%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico. O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios nos dias 22 e 23 de setembro. Na rodada anterior, divulgada em 17 de setembro, o cenário de segundo turno estava em 46% a 44%.
O número caiu no meio de um impasse que atravessa toda a campanha: nenhum dos dois favoritos compareceu a debate de televisão no primeiro turno. O encontro inaugural, em 23 de agosto, teve apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), o menor número de participantes numa estreia desde 1989. Outro debate, previsto para 14 de setembro, foi cancelado, e em 23 de setembro uma emissora desmarcou o encontro de 27 de setembro depois que as duas campanhas informaram ausência. Restou o último debate do primeiro turno, em 1º de outubro, três dias antes da votação de 4 de outubro, e a emissora responsável confirmou que o programa segue de pé mesmo sem os dois.
Veículos de esquerda destacaram que a pesquisa deu alívio à campanha do presidente e interrompeu a redução da vantagem observada nas rodadas anteriores. Nessa leitura, o movimento é fruto de correção de rota: o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que a campanha ajustou o rumo e vê chance de vitória no primeiro turno; o coordenador em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, classificou como estratégia bem-sucedida a comparação direta entre Lula e o filho de Jair Bolsonaro. A ênfase recai sobre os grupos de maior vantagem do presidente, como o Nordeste, os eleitores pretos, quem ganha até dois salários mínimos e os beneficiários do Bolsa Família, segmento em que ele oscilou de 52% para 53%.
A cobertura de centro relatou o cálculo político de cada lado sem adjetivar o resultado. Aliados do presidente, como o ministro-chefe da Secom, Sidônio Palmeira, e o presidente do PT, Edinho Silva, defendem a ida ao debate para antecipar o embate de um eventual segundo turno e aproveitar uma audiência que chegou a 26 pontos em 2022; petistas contrários lembram que ele será alvo dos adversários alinhados à direita. Integrantes da campanha bolsonarista afirmam que o senador tende a comparecer justamente porque o presidente indicou presença. Essa cobertura registra também o que cada um terá de responder: o senador, sobre o áudio divulgado em maio em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para concluir um filme sobre o pai; o presidente, sobre segurança pública, endividamento das famílias e o caso de fraudes no INSS.
Veículos de direita não aparecem entre as fontes desta cobertura, e o argumento desse campo chega ao leitor apenas pelo que o centro reproduziu das falas da campanha do PL: a leitura é de estabilidade, não de recuperação do presidente. Nela, a alta de um ponto é pequena diante do peso dos anúncios do governo, entre eles o reajuste do Bolsa Família, com custo citado de R$ 22,7 bilhões em 2027. O senador havia encurtado a distância de dez para três pontos em quatro meses, e a aposta declarada é o voto útil dos eleitores dos outros nomes da direita, que somam 5% com Cury, 4% com Caiado, 3% com Renan Santos e 1% com Romeu Zema (Novo).
O que ainda não se sabe é se as duas presenças no debate de 1º de outubro serão confirmadas: as campanhas tratam a ida como condicionada à do adversário, e o senador pode desistir na véspera. Também não há informação sobre a presença dos demais candidatos convidados, nem avaliação independente sobre se a diferença de quatro pontos se sustenta até a votação. O eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro, depende de um resultado que a margem de erro atual não permite antecipar.
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