Campanha de brasileiros na Argentina contra modelo de Milei mira o segundo turno
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

A cobertura de esquerda enfatiza que o ajuste de Milei reduziu a inflação à custa de renda, emprego e soberania econômica, e que o Brasil não deve repetir o caminho. Os relatos de brasileiros na Argentina são tratados como testemunho de um modelo que empobrece.
Brasileiros que vivem na Argentina, apoiados por argentinos, fazem uma campanha digital para alertar eleitores no Brasil sobre as consequências do ajuste fiscal de Javier Milei, modelo que o candidato Flávio Bolsonaro diz querer seguir. A mobilização cresceu após o primeiro turno, em que Flávio e o Partido Liberal venceram.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
As duas coberturas reconhecem que a inflação argentina caiu, para cerca de 33% em 12 meses, e que isso veio com perda de renda, mais desemprego e recessão.
Brasileiros que vivem na Argentina, com apoio de argentinos, fazem uma campanha digital para alertar eleitores no Brasil sobre o ajuste de Javier Milei, modelo que Flávio Bolsonaro diz querer seguir. A mobilização cresceu depois do primeiro turno das eleições presidenciais.
Brasileiros que vivem na Argentina, com o apoio de argentinos, organizaram uma campanha digital para alertar eleitores no Brasil sobre as consequências do ajuste econômico do presidente argentino, Javier Milei. O alvo é a proposta do candidato Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, que diz querer tomar o modelo argentino como inspiração e prometeu um corte forte no gasto público, chamado por ele de tesouraço. A mobilização ganhou força depois do primeiro turno das eleições presidenciais, em que Flávio e o Partido Liberal venceram.
A cobertura de centro relatou que a psiquiatra brasileira Isla Montalier, que vive na Argentina há 15 anos, publicou um vídeo contando a própria experiência e a de seus pacientes diante da inflação. O vídeo passou de 1 milhão de visualizações, com mais de 90 mil curtidas e mais de 65 mil compartilhamentos. Ela afirma que também recebeu mensagens de ódio e ameaças. Dali nasceu o lema 'Eu venho do futuro', que remete ao chamado efeito Orloff, a ideia de que o Brasil repete medidas que a Argentina já adotou. O núcleo do Partido dos Trabalhadores na Argentina diz que a reação é espontânea e que suas redes sociais ganharam 80% de seguidores e quase 90% de engajamento.
Os dois lados do material convergem em alguns números. A inflação argentina caiu para cerca de 33% em 12 meses. A cobertura de esquerda, ao citar análise de Laura Carvalho, Martín Guzmán e Joseph Stiglitz, acrescenta que os salários reais recuaram 8% desde a posse de Milei, que o desemprego subiu de 5,7% para 7,9% e que 12,8% dos empréstimos bancários estão em atraso. A dívida com o Fundo Monetário Internacional chegou a US$ 57 bilhões. Segundo essa análise, a queda da inflação não compensou os custos sociais e produtivos.
Veículos de esquerda destacaram a comparação entre os dois países. Eles lembram que a Argentina tinha inflação de 211% quando Milei assumiu e que o Brasil, com cerca de 4,2%, quitou a dívida com o Fundo em 2005. Para os economistas citados, o desafio brasileiro é elevar a renda real, criar empregos melhores e reduzir os juros. A reportagem de centro dá mais espaço aos relatos pessoais e à logística da campanha. Mostra argentinos oferecendo caronas a brasileiros para que cheguem ao único centro de votação, em Buenos Aires, que atende 12 províncias.
No primeiro turno, em Buenos Aires, Córdoba e Mendoza, havia 12.901 eleitores aptos, mas só 5.927 votaram, uma participação de 45,9%. Lula recebeu 3.738 votos, contra 1.663 de Flávio Bolsonaro. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o tema. Por isso, não há aqui a defesa do modelo de Milei nem a resposta da campanha de Flávio à crítica.
O que ainda não se sabe é o alcance real da campanha sobre a decisão do eleitor dentro do Brasil. Também não há dados independentes sobre quanto da mobilização é espontânea e quanto é organizada pelo partido, nem uma resposta de Flávio Bolsonaro sobre as comparações com a Argentina.
Economistas apontam perda salarial, desemprego e dívida externa na Argentina de Milei e analisam os riscos de replicar seu modelo no Brasil

Argentinos oferecem caronas e ajuda com a campanha, incluindo edição de vídeo e hospedagem. A mobilização espontânea a partir de testemunhos pessoais cresceu após o primeiro turno, potencializou a campanha…
