Câmara instala comissão da maioridade penal com votação adiada para novembro
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
17 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- TVT NewsRedução da maioridade penal deve ser discutida em novembroacordo político prevê que análise e votação do relatório sobre redução da maioridade penal ocorram após as eleições, com expectativa de conclusão entre novembro e dezembro(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Diário do Centro do MundoPEC da redução da maioridade penal avança na Câmara, mas votação será após eleiçõesCâmara instalou comissão para analisar PEC que reduz a maioridade penal para 16 anos. Discussão e votação ocorrerão após as eleições.(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Brasil de FatoCâmara instala comissão para analisar PEC que reduz maioridade penal, mas votação será após as eleiçõesA Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira (12) a comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
- Valor EconômicoCâmara instala comissão especial sobre PEC da redução da maioridade penalDeputados Aluisio Mendes e Guilherme Derrite foram eleitos presidente e vice-presidente do colegiado, respectivamente, e o relator será o deputado Mendonça Filho(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- G1Câmara instala comissão para debater PEC da redução da maioridade; votação será depois das eleiçõesA Câmara instalou a comissão especial para analisar a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A votação deve acontecer após as eleições de outubro.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- CNN BrasilCâmara instala comissão que analisará redução da maioridade penalColegiado examinará reduzir a maioridade de 18 para 16 anos; relator, o deputado Mendonça Filho (PL-PE) apresentou plano de trabalho e espera votação após as eleições(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
- O AntagonistaPlano de trabalho da comissão da maioridade penal prevê referendo em 2028Plano prevê análise de três PECs, sistema penal juvenil, combate ao recrutamento por facções e referendo em 2028(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
- Gazeta do PovoCâmara instala comissão e avança a redução da maioridade penal para 16 anosA Câmara dos Deputados deu início nesta quarta-feira com os trabalhos da Comissão Especial para a redução da maioridade penal.(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
- Gazeta do PovoPEC da redução da maioridade penal terá comissão instalada nesta quarta (12)Proposta foi retirada da PEC da Segurança Pública e passa a ser analisada à parte a contragosto do governo. Leia na Gazeta do Povo.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Mais sobre PEC 32/2015 da maioridade penal
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Briefing
O que importa para você
- Se a PEC for aprovada nas duas Casas, adolescentes de 16 e 17 anos passam a responder criminalmente pelas regras aplicadas a adultos, e não mais só por medidas socioeducativas.
- Nada muda antes de 2027: a votação do relatório na comissão está prevista para o fim de novembro ou início de dezembro, e ainda faltam plenário da Câmara e Senado.
- A aprovação exige 308 dos 513 deputados em dois turnos, mais três quintos do Senado, também em dois turnos.
- O plano do relator prevê consultar o eleitor por referendo nas eleições municipais de 2028.
Onde os lados divergem
- A esquerda trata a inimputabilidade dos menores de 18 anos como cláusula pétrea, e portanto imune a emenda; a direita sustenta que discutir a idade penal não viola a Constituição nem tratados internacionais.
- A esquerda enxerga risco de encarceramento precoce e baixa eficácia contra a criminalidade; a direita vê impunidade e defende punição proporcional à gravidade do crime.
- Sobre o adiamento, a esquerda lê cálculo eleitoral que dá palanque sem custo; a direita reproduz a justificativa do relator de evitar a politização do tema na campanha.
Onde os lados concordam
Todos os lados registram os mesmos fatos institucionais: a comissão especial foi instalada em 12 de agosto, Aluisio Mendes preside e Mendonça Filho relata, a admissibilidade passou na Comissão de Constituição e Justiça em junho por 44 votos a 18, e a votação do relatório ficou acordada para depois das eleições de outubro. Há convergência também sobre o rito: dez sessões para emendas, até 40 sessões de funcionamento, 308 votos em dois turnos no plenário e remessa ao Senado.
O que ainda está incerto
- Não se sabe se a redução valerá para todos os crimes ou apenas para os hediondos, nem se a responsabilização a partir dos 12 anos, prevista em uma das PECs apensadas, entra no texto unificado.
- Não há definição sobre onde os adolescentes condenados cumpririam pena, nem sobre custo e desenho do sistema penal juvenil proposto.
- Não há contagem pública de votos na comissão, no plenário ou no Senado, e a controvérsia sobre cláusula pétrea segue sem solução.
A comissão especial da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos foi instalada na Câmara dos Deputados, sob a presidência de Aluisio Mendes e a relatoria de Mendonça Filho. Por acordo entre os parlamentares, a votação do relatório só deve ocorrer depois das eleições de outubro, entre o fim de novembro e o início de dezembro.
A Câmara dos Deputados instalou na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a comissão especial encarregada de analisar a proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O deputado Aluisio Mendes, do Republicanos do Maranhão, foi eleito presidente do colegiado, e a relatoria ficou com o deputado Mendonça Filho, do PL de Pernambuco. As três vice-presidências foram ocupadas por Guilherme Derrite, Benes Leocádio e Sargento Fahur, todos com trajetória ligada à área de segurança pública. Apesar da instalação, os próprios parlamentares confirmaram que a votação do relatório fica para depois das eleições de outubro, com previsão para o fim de novembro ou o início de dezembro.
A cobertura converge nos pontos processuais. A proposta altera o artigo 228 da Constituição, que hoje define como penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, sujeitos ao Estatuto da Criança e do Adolescente e à legislação especial. A admissibilidade foi aprovada em junho pela Comissão de Constituição e Justiça, por 44 votos a 18. Com a comissão instalada, abre-se prazo de dez sessões do plenário para a apresentação de emendas, e o colegiado pode funcionar por até 40 sessões. Aprovado o parecer, o texto ainda precisa de 308 votos entre os 513 deputados, em dois turnos, e depois segue para o Senado Federal. Há acordo também sobre a origem do impasse: a redução da maioridade chegou a ser inserida na PEC da Segurança Pública, também relatada por Mendonça Filho, e foi retirada mediante compromisso do presidente da Câmara, Hugo Motta, de criar uma comissão específica para o tema.
A divergência aparece no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram o risco de encarceramento precoce, a resistência de entidades como a Sociedade Brasileira de Pediatria e o argumento dos parlamentares governistas de que a inimputabilidade dos menores de 18 anos integra o núcleo de direitos e garantias fundamentais, protegido como cláusula pétrea e, por isso, imune a emenda constitucional. Parte dessa cobertura leu o calendário como cálculo político: ao permitir que a pauta avance na comissão sem compromisso de votação, Hugo Motta daria visibilidade à agenda conservadora sem obrigar seus defensores a assumir o ônus de uma aprovação ou de uma derrota em plena campanha.
A cobertura de centro concentrou-se no rito e no calendário, listando prazos regimentais, quóruns e as etapas seguintes, e registrou que a segurança pública aparece entre as principais preocupações do eleitorado neste ano eleitoral. Também noticiou a questão de ordem apresentada pelo deputado Tarcísio Motta, do PSOL, que contestou a convocação da reunião sem o prazo mínimo de 24 horas e anunciou recurso, e observou que os três dirigentes do colegiado vêm da área de segurança pública.
Veículos de direita enfatizaram o plano de trabalho do relator, que unifica três propostas: a PEC 32 de 2015, que fixa maioridade civil e penal aos 16 anos; a PEC 8 de 2026, de redução excepcional para crimes hediondos e de extrema crueldade; e a PEC 9 de 2026, de redução geral, com responsabilização de adolescentes entre 12 e 16 anos em crimes cometidos com violência ou grave ameaça. Essa cobertura deu relevo à criação de um sistema penal juvenil separado do sistema adulto, ao uso de adolescentes por facções criminosas diante de respostas estatais consideradas brandas e ao que o relator chama de direito das vítimas à justiça. Mendonça Filho afirmou que jovens autores de crimes violentos cumprem no máximo três anos de internação, classificou o limite atual como incentivo à criminalidade e disse considerar a redução um senso comum na sociedade brasileira. O plano prevê ainda submeter eventual mudança a referendo popular nas eleições municipais de 2028.
Segue em aberto o formato final da proposta: se a redução valerá para todos os crimes ou apenas para os hediondos, e se a faixa de 12 a 16 anos permanecerá no texto unificado. Não há definição sobre onde adolescentes condenados cumpririam pena, sobre o desenho e o custo do sistema penal juvenil, nem sobre a adesão do plenário e do Senado. Também não está resolvida a controvérsia constitucional em torno da cláusula pétrea, e a proposta de referendo em 2028 ainda não foi apreciada pelos demais integrantes do colegiado.
Fontes

acordo político prevê que análise e votação do relatório sobre redução da maioridade penal ocorram após as eleições, com expectativa de conclusão entre novembro e dezembro

Câmara instalou comissão para analisar PEC que reduz a maioridade penal para 16 anos. Discussão e votação ocorrerão após as eleições.

Plano prevê análise de três PECs, sistema penal juvenil, combate ao recrutamento por facções e referendo em 2028

Deputados Aluisio Mendes e Guilherme Derrite foram eleitos presidente e vice-presidente do colegiado, respectivamente, e o relator será o deputado Mendonça Filho

A Câmara instalou a comissão especial para analisar a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A votação deve acontecer após as eleições de outubro.

A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira (12) a comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal.

Colegiado examinará reduzir a maioridade de 18 para 16 anos; relator, o deputado Mendonça Filho (PL-PE) apresentou plano de trabalho e espera votação após as eleições

A Câmara dos Deputados deu início nesta quarta-feira com os trabalhos da Comissão Especial para a redução da maioridade penal.

PEC propõe a redução de 18 para 16 anos; texto ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara. Leia no Poder360.

Proposta foi retirada da PEC da Segurança Pública e passa a ser analisada à parte a contragosto do governo. Leia na Gazeta do Povo.

Aluísio Mendes presidirá colegiado; Mendonça Filho será relator e Guilherme Derrite assumirá a 1ª vice-presidência. Leia no Poder360.

Expectativa é que o relatório seja apresentando somente após a eleição

Presidente do colegiado será o deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA), enquanto a relatoria ficará a cargo de Mendonça Filho (PL-PE)

Câmara instala comissão sobre redução da maioridade penal, mas votação da PEC no plenário deve ficar para depois das eleições de outubro.

Motta já oficializou indicação do presidente do colegiado e do relator da proposta

Proposta reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal no Brasil. PEC ainda precisa ser votada comissão especial e no plenário.

Colegiado analisará PEC que torna imputáveis pessoas a partir dos 16 anos antes de eventual votação em dois turnos no plenário