PSDB resiste a declarar apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) busca apoios partidários para o segundo turno e encontra resistência. O presidente do PSDB, Aécio Neves, indicou que a sigla não declarará apoio a Flávio nem a Lula, e o PRTB também se recusou a apoiar o senador.
Flávio Bolsonaro acumula apoios relevantes de partidos de centro e direita, e a resistência formal do PSDB não impede que a maioria dos diretórios tucanos já o apoie. A crítica do PRTB reflete uma disputa por espaço na direita.
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As duas coberturas, ambas de centro, convergem em que PSDB e PRTB não declaram apoio a nenhum candidato no segundo turno.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) buscou a direção do PSDB para pedir apoio no segundo turno. O presidente do partido, Aécio Neves, indicou que a sigla não declarará apoio a Flávio nem a Lula. O PRTB também recusou apoiar o senador.
A campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, tenta ampliar o leque de partidos que o apoiam no segundo turno da eleição de 2026 e enfrenta resistência de duas legendas: o PSDB e o PRTB. A cobertura de centro relatou que integrantes da campanha procuraram o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, para marcar uma conversa. Aécio indicou que o partido não pretende declarar apoio oficial nem a Flávio nem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que a sigla seguirá liberando os filiados a apoiarem quem quiserem.
Segundo os cálculos da cúpula tucana, cerca de 70% dos diretórios regionais do PSDB apoiam Flávio, principalmente os do Sul e do Sudeste. O restante apoia Lula, entre eles o diretório do Maranhão. Até agora, Flávio obteve declarações de apoio de Republicanos, Novo, Podemos, MDB e da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Também recebeu o apoio individual de dois candidatos que perderam no primeiro turno, Ronaldo Caiado, do PSD, e Augusto Cury, do Avante.
Outro foco de resistência veio do PRTB. O presidente nacional do partido, Leonardo Avalanche, divulgou carta aberta em que reafirma que a legenda não apoiará nenhum candidato no segundo turno e se define como terceira via. Avalanche escreveu que Flávio representa uma pseudodireita e que vem enganando parte do eleitorado conservador. Questionou ainda a promessa de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, ao afirmar que o senador não a cumpriria, e citou o caso Banco Master, o caso Dark Horse e as investigações sobre rachadinhas, registrando que o candidato nega irregularidades. Criticou também a aproximação de Flávio com PP, União Brasil, Republicanos, Podemos, MDB e PSD, e perguntou o que esses partidos receberam em troca. Ressalvou que a crítica não significa apoio ao PT.
A carta chega depois de o empresário Pablo Marçal anunciar, em 29 de setembro, que participaria da campanha de Flávio, com atuação nas propostas para empreendedorismo. Avalanche, que assumiu a candidatura do PRTB após o indeferimento do registro de Marçal, renunciou à disputa no dia seguinte.
No conjunto analisado, só veículos de centro cobriram o assunto, e não há textos de veículos de esquerda ou de direita. Por isso, a divergência de enquadramento não pode ser descrita a partir de fontes. O que se sabe é que a oposição formal ao senador, no caso do PRTB, vem de dentro do campo conservador.
O que ainda não se sabe: se o PSDB mudará de posição após a conversa buscada pela campanha, se a reunião com Aécio Neves será de fato realizada e qual a resposta de Flávio às acusações do PRTB.
Leonardo Avalanche, que foi postulante à Presidência, rechaça apoio a qualquer um dos concorrentes presentes no segundo turno e acusa filho de Jair Bolsonaro de representar ‘pseudodireita’: ‘Quem governará o País, caso seja eleito: o presidente ou o Centrão?’

Procurado pela campanha de Flávio, presidente do PSDB afirmou que a sigla não deve declarar apoio oficial a nenhum candidato no 2º turno
