
Candidato à Presidência propõe botox gratuito para mulheres
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Como decidimos →O veterinário Wilson Grassi Junior, 56 anos, concorre à Presidência da República pelo partido Democrata, antigo PMB, com a vice Suêd Haidar, fundadora da legenda. Entre as propostas que ele mesmo chama de polêmicas estão a aplicação gratuita de toxina botulínica a mulheres de baixa renda, batizada de 'Meu Botox, Minha Vida', a extinção da CLT e da Justiça do Trabalho, a substituição de nove tributos federais por um imposto único de 2% sobre movimentações bancárias e o pagamento de R$ 1 milhão mensais a cada deputado e senador em troca do fim das emendas parlamentares. Parte das ideias não consta do programa de governo registrado, o que o candidato atribui ao receio de desagradar o partido. É a primeira disputa presidencial dele, depois de derrota em 2006, registro indeferido em 2022 e candidatura a vereador em 2024.
Esquerda
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Centro
O veterinário Wilson Grassi Junior, 56 anos, concorre à Presidência da República pelo partido Democrata, antigo PMB, com a vice Suêd Haidar, fundadora da legenda. Entre as propostas que ele mesmo chama de polêmicas estão a aplicação gratuita de toxina botulínica a mulheres de baixa renda, batizada de 'Meu Botox, Minha Vida', a extinção da CLT e da Justiça do Trabalho, a substituição de nove tributos federais por um imposto único de 2% sobre movimentações bancárias e o pagamento de R$ 1 milhão mensais a cada deputado e senador em troca do fim das emendas parlamentares.
Direita
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Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Texto de série sobre candidaturas nanicas, com vocabulário descritivo e sem adjetivação valorativa do repórter. Apresenta as propostas mais radicais (fim da CLT, imposto único de 2%, voto condicionado no Bolsa Família, mineração em terras indígenas) na voz do candidato, entre aspas, e as confronta com registro público: derrota em 2006, indeferimento em 2022, candidatura a vereador em 2024 e patrimônio de R$ 50 milhões declarado como item único. Esse contraste com documento é enquadramento factual de centro, não militância de nenhum lado.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés à direita
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Candidato à Presidência pelo partido Democrata, o veterinário Wilson Grassi Junior defende oferecer botox gratuito a mulheres de baixa renda, extinguir a CLT e a Justiça do Trabalho e pagar R$ 1 milhão por mês a cada parlamentar em troca do fim das emendas. Reunimos o que cada lado do noticiário destacou e o que segue sem checagem nas contas apresentadas por ele.
O veterinário Wilson Grassi Junior, de 56 anos, candidato à Presidência da República pelo partido Democrata, antigo PMB, apresentou um conjunto de propostas que ele próprio classifica como polêmicas. A mais divulgada delas prevê a aplicação gratuita de toxina botulínica, o botox, a mulheres de baixa renda. Batizada por ele de 'Meu Botox, Minha Vida', a medida seria custeada com parte do imposto arrecadado sobre cosméticos ou com corte no financiamento público de campanhas eleitorais, e é justificada pelo candidato como política de autoestima. Grassi concorre ao lado da vice Suêd Haidar, fundadora da legenda, e afirma que procurou o partido por conta própria, primeiro para disputar o Senado e depois para encabeçar a chapa presidencial.
A cobertura de centro foi a que detalhou o programa inteiro. Além do botox, Grassi defende extinguir a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, e também a Justiça do Trabalho, sob o argumento de que a retirada de encargos elevaria os salários pagos pelas empresas. Propõe substituir nove tributos federais por um imposto único de 2% sobre movimentações bancárias, medida que, segundo ele, tornaria mais vantajoso para as empresas pagar imposto do que sonegar. Sugere elevar o salário de cada deputado e senador para R$ 1 milhão por mês, em troca do fim das emendas parlamentares e da obrigação de o próprio parlamentar bancar assessoria, carro e plano de saúde, hoje pagos com verba pública. Pelo cálculo do candidato, feito a partir de reportagens de imprensa, isso geraria economia de cerca de R$ 300 bilhões ao ano. Ele propõe ainda aumentar o Bolsa Família para R$ 2.000, com a contrapartida de que o beneficiário perca o direito de votar, e abrir debate sobre um regime legal de mineração em terras indígenas, alegando que o garimpo ilegal já ocorre nesses territórios sem qualquer fiscalização.
Os dois lados que cobriram o caso convergem no essencial: Grassi é candidato à Presidência pelo Democrata e reivindica um programa deliberadamente fora do consenso. Veículos de direita destacaram sobretudo o item mais chamativo do pacote, o botox gratuito para mulheres, e a frase do próprio candidato de que tem muitas propostas polêmicas, sem avançar sobre o desenho econômico do programa. A cobertura de centro tomou o caminho oposto e ancorou as propostas em registro público: derrota como candidato a deputado estadual em São Paulo em 2006, registro de candidatura a deputado federal indeferido pela Justiça Eleitoral em 2022 por ausência de requisito, disputa por uma vaga de vereador na capital paulista em 2024 e declaração de patrimônio de R$ 50 milhões entregue como item único, sem detalhamento de imóveis ou empresas. Questionado, o candidato disse que a declaração está dentro da lei, que tem cerca de 50 empresas e que preferiu não especificá-las por privacidade.
Veículos de esquerda não registraram o caso até o momento, e o ângulo que costuma organizar essa leitura ficou fora do noticiário disponível: o efeito da extinção da CLT e da Justiça do Trabalho sobre a proteção de quem trabalha, e o que significa condicionar um benefício social ao abandono do direito de votar. A divergência de cobertura, portanto, está menos no juízo sobre as propostas e mais no recorte: um lado tratou o assunto como curiosidade eleitoral, o outro como programa de governo a ser confrontado com o histórico do candidato.
O que ainda não se sabe é como as contas se sustentam. A economia de R$ 300 bilhões anuais não passou por verificação independente, nem foi detalhado como um imposto único de 2% sobre movimentações bancárias substituiria a arrecadação de nove tributos federais. Também não há resposta sobre a constitucionalidade de retirar o direito de voto de beneficiários de programa social, garantia prevista na Constituição, nem sobre o custo e o alcance da distribuição gratuita de botox. Grassi admite que várias das propostas não constam do programa de governo registrado, por receio de que a legenda não aceitasse a candidatura, o que deixa em aberto quais delas seriam de fato levadas adiante caso ele fosse eleito.
As duas coberturas registram os mesmos fatos básicos: Wilson Grassi Junior é candidato à Presidência pelo partido Democrata e defende um pacote de propostas que ele próprio chama de polêmicas, com a aplicação gratuita de botox a mulheres de baixa renda como item mais divulgado.

Entre as suas propostas, consta defesa de aumento para deputados e senadores, sem direito a emendas