Ciro Gomes aciona TRE-CE por abuso de poder e quer anular eleição de Elmano
1 veículo de esquerda · 4 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 4 veículos de centro · 1 veículo de direita

A coligação Unir para Mudar, de Ciro Gomes (PSDB), ingressou nesta quarta-feira com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará pedindo a cassação da chapa de Elmano de Freitas (PT), a anulação dos votos e novas eleições. Elmano foi reeleito no primeiro turno com 53,19% dos votos válidos, contra 46,22% de Ciro.
Pelo prisma da proteção da legitimidade democrática, o pedido de Ciro Gomes tenta reverter nos tribunais uma derrota de 7 pontos nas urnas, com base em decisões judiciais lícitas que garantiram a Elmano de Freitas tempo de propaganda já devido por decisão anterior. A cobertura enfatiza que se trata de alegação da campanha derrotada.
Pelo prisma do controle institucional e da igualdade de condições na disputa, o pedido de Ciro Gomes levanta dúvidas sobre decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal que, segundo a campanha, desequilibraram a reta final da eleição no Ceará e deixaram o candidato sem espaço de resposta.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
A coligação Unir para Mudar, de Ciro Gomes, ingressou no TRE-CE com ação que pede cassação da chapa de Elmano de Freitas e nova eleição no Ceará. A tese é de abuso de poder midiático, ligado a decisões de Dias Toffoli e a 776 inserções de propaganda.
A campanha de Ciro Gomes (PSDB) ingressou nesta quarta-feira, 14 de outubro, com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. O pedido é pela cassação da chapa do governador reeleito Elmano de Freitas (PT) e da vice, Gabriella Aguiar (PSD), pela anulação dos votos e pela realização de novas eleições. Elmano foi reeleito em 4 de outubro, no primeiro turno, com 2.875.573 votos, ou 53,19% dos válidos. Ciro ficou com 2.498.891 votos, ou 46,22%.
A ação sustenta que houve abuso de poder por uso indevido dos meios de comunicação social. Segundo os advogados Hélio Parente e André Xerez, um monitoramento identificou ao menos 776 inserções de propaganda de Elmano em rádio e televisão nos dias 2 e 3 de outubro, depois do fim do horário eleitoral gratuito e sem espaço equivalente para Ciro. Eles afirmam que a veiculação continuou até a segunda-feira seguinte à votação e que a própria coligação de Elmano pediu à Justiça Eleitoral que as emissoras interrompessem as inserções.
As inserções vieram de uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de 1º de outubro. Ela buscava compensar o descumprimento de uma decisão anterior, de 24 de setembro, que acrescentava 30 segundos a cada veiculação da coligação de Elmano. Em 24 de setembro, Toffoli havia derrubado decisões que retiraram tempo de propaganda do governador, punido pelo TRE-CE com a perda de 76 minutos por associar Ciro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação também reúne três decisões do STF, de Toffoli, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, que derrubaram direitos de resposta concedidos a Ciro pelo tribunal cearense. Os advogados citam ainda uma decisão cautelar de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral que restringiu atos de propaganda de aliados de Ciro.
A cobertura de centro destacou a cronologia das decisões e o rito do processo. O relator será o corregedor regional eleitoral, desembargador Emanuel Leite Albuquerque, e o plenário do TRE-CE julgará o caso. Recursos seguem para o Tribunal Superior Eleitoral, e só uma decisão final ali permitiria novas eleições. Não há prazo certo, mas ações que podem levar à cassação de mandato devem terminar em até um ano. A campanha de Elmano respondeu que lamenta que Ciro continue desrespeitando a democracia e questionando o resultado legítimo das urnas.
Veículos de esquerda trataram o pedido como alegação da campanha derrotada, descrevendo a petição e a tese de assimetria comunicacional, sem dar eco às acusações pessoais contra ministros. Veículos de direita reproduziram o manifesto de Ciro, no qual ele diz que a eleição foi roubada, que Elmano e sua organização criminosa tomaram o pleito e que Toffoli, ex-advogado do PT e indicado por Lula, foi responsável pela fraude final. Em uma reportagem de centro, o advogado Xerez reconheceu que a decisão do ministro foi lícita, mas disse que ela desequilibrou o pleito. Os advogados afirmaram ainda que o caso é inédito e pode servir de precedente.
O que ainda não se sabe: se o TRE-CE aceitará a tese de abuso de poder midiático, qual foi o alcance real das inserções e o tamanho do prejuízo à candidatura de Ciro, ponto que depende de diligências junto às emissoras. O ministro Dias Toffoli, o STF e o TSE foram procurados e não comentaram as acusações.
Advogados de Ciro Gomes alegam abuso de poder para pedir a cassação de Elmano de Freitas e a convocação de novas eleições para o Governo do Ceará.

Tucano questionou resultado das urnas depois do primeiro turno e afirmou ‘sentimento de que fomos roubados’

A campanha do tucano afirma que houve abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação, e acusa o ministro Dias Toffoli, do STF e TSE, de ter interferindo em favor do petista

Na petição, a campanha do PSDB alega que o governador reeleito cometeu crime de abuso de poder midiático

Ação apresentada ao TRE-CE aponta suposto abuso de poder e mais de 776 inserções de propaganda em benefício do governador eleito nos últimos dias da campanha

Coligação do petista reeleito afirmou lamentar que adversário
