Ciro Gomes tem 46% e Elmano de Freitas sobe a 37% no Ceará, diz Datafolha
2 veículos de esquerda · 8 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Três institutos mediram a disputa pelo governo do Ceará na virada de agosto para setembro de 2026 e todos apontam o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) à frente do governador Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição, com a diferença menor do que era antes do início da campanha. O Datafolha registrou 46% a 37% no cenário estimulado e 50% a 42% em simulação de segundo turno, contra 52% a 33% na rodada de 13 de agosto. A Quaest apurou 45% a 34%, e a AtlasIntel, que coleta pela internet, mediu 48,4% a 45,8%. Os levantamentos estão registrados na Justiça Eleitoral e têm margens de erro de dois a três pontos percentuais.
Para a cobertura de esquerda, o dado central não é a liderança do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), e sim a velocidade com que ela encolhe desde que a campanha começou. A vantagem que era de 19 pontos em 13 de agosto caiu para nove em 3 de setembro, e a pesquisa online da AtlasIntel já descreve o quadro como empate técnico.
Para a cobertura de direita, o quadro é de alternância à vista no Ceará depois de mais de duas décadas de hegemonia do campo governista. O ex-governador Ciro Gomes (PSDB) lidera em todos os institutos, e na pesquisa da AtlasIntel chega a 50,5% dos votos válidos, patamar que permitiria vitória sem segundo turno.
12 fontes políticas
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Toda a cobertura registra que Ciro Gomes (PSDB) lidera a disputa pelo governo do Ceará nos três institutos e que a distância para Elmano de Freitas (PT) diminuiu depois do início da campanha e da propaganda de rádio e televisão. Também há convergência de que a eleição estadual opõe a chapa apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à aliança do PSDB com PL, União Brasil e Progressistas.
Três institutos mediram a disputa pelo governo do Ceará na virada de agosto para setembro de 2026. O Datafolha aponta Ciro Gomes com 46% e Elmano de Freitas com 37%, com a vantagem reduzida de 19 para nove pontos desde 13 de agosto. A Quaest registra 45% a 34% e a AtlasIntel, que coleta pela internet, mede 48,4% a 45,8%. Veja o que cada lado da cobertura destacou.
A disputa pelo governo do Ceará chegou à primeira semana de setembro com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) na liderança e o governador Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição, encurtando a distância. O levantamento do instituto Datafolha divulgado em 3 de setembro, registrado na Justiça Eleitoral sob o número CE-04122/2026, aponta Ciro Gomes com 46% das intenções de voto no cenário estimulado e Elmano de Freitas com 37%. Foram ouvidos 1.204 eleitores entre 31 de agosto e 2 de setembro, em 59 municípios, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Em 13 de agosto, antes do início oficial da campanha, o mesmo instituto media 52% para Ciro Gomes e 33% para Elmano de Freitas. A vantagem, que era de 19 pontos, caiu para nove. Na simulação de segundo turno, o candidato do PSDB tem 50% e o governador, 42%, contra 55% a 37% na rodada anterior. Na pesquisa espontânea, aquela em que os nomes não são apresentados ao eleitor, Ciro Gomes marca 29% e Elmano de Freitas, 25%, com 36% de indecisos. A rejeição do governador é a mais alta do conjunto de candidatos, 33%, seguida pela do ex-governador, 26%.
Outros dois institutos entraram em campo no mesmo período. A AtlasIntel, que ouviu 1.834 eleitores pela internet entre 28 de agosto e 2 de setembro, registrou 48,4% para Ciro Gomes e 45,8% para Elmano de Freitas, com margem de erro de dois pontos. A Quaest, com 900 entrevistas realizadas entre 31 de agosto e 3 de setembro, apurou 45% a 34% no primeiro turno e mediu que 67% dos eleitores consideram o voto definitivo, enquanto 31% admitem mudar até a votação. Para o Senado, o Datafolha indicou Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro Gomes e aliado do governador, na frente, seguido por Capitão Wagner (União Brasil) e Luizianne Lins (Rede), com empates técnicos entre eles.
A cobertura converge em três pontos. Ciro Gomes lidera em todos os levantamentos, a diferença diminuiu depois do início da campanha, em 16 de agosto, e da propaganda gratuita de rádio e televisão, em 28 de agosto, e a eleição estadual opõe a chapa do PT, apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à aliança do PSDB com PL, União Brasil e Progressistas.
As divergências aparecem na escolha do ângulo. Veículos de esquerda destacaram a queda de dez pontos na vantagem em três semanas e trataram o resultado da AtlasIntel como empate técnico, com ênfase na recuperação do governador e na leitura de que a aliança do adversário com o PL o aproximou do bolsonarismo. A cobertura de centro relatou os números de forma descritiva, acrescentou o contexto das chapas, a disputa pelo Senado e a avaliação do governo estadual, e foi a única a registrar que a substituição de candidatos entre as duas rodadas limita a comparação direta dos cenários. Veículos de direita enfatizaram o desempenho do candidato do PSDB em votos válidos na pesquisa online, recorte no qual ele aparece com 50,5% e poderia ser eleito sem segundo turno.
A segurança pública organiza o debate estadual: 54% dos entrevistados pela Quaest apontam a violência como principal problema do Ceará, à frente de saúde, com 15%. Em entrevista publicada em 7 de setembro, Elmano de Freitas defendeu ostensividade policial, afirmou ter reduzido homicídios e ampliado o efetivo, e acusou o adversário de tentar enfraquecer o presidente no Nordeste. Ciro Gomes apoia a campanha em críticas às gestões petistas e no mesmo discurso de segurança, segundo a cobertura de centro.
Algumas peças ainda faltam. Nenhum levantamento posterior a 4 de setembro foi divulgado, de modo que não se sabe se a curva de aproximação continuou. Também não está esclarecida a origem da distância entre os resultados das pesquisas presenciais e os da coleta pela internet, que separa uma vantagem de nove a onze pontos de um quadro de quase empate. Não há dado público sobre o efeito das agendas presidenciais no estado nem sobre a reação do eleitorado ao debate em torno das alianças, e nenhuma das pesquisas mede o impacto da propaganda de rádio e televisão isoladamente.
A disputa no estado está concentrada entre o ex-governador e o atual chefe do Executivo cearense

No voto espontâneo, candidatos estão tecnicamente empatados; indecisos são 36% (eram 43% em agosto)

Candidato à reeleição pelo PT reforça discurso de segurança e acusa rival de tentar enfraquecer Lula no Nordeste para ajudar a direita

Levantamento mostra Cid Gomes (PSB) em empate técnico com Capitão Wagner (União) dentro da margem de erro. Wagner e Luizianne Lins (Rede) também aparecem tecnicamente empatados.

O tucano mantém a liderança numérica, mas a eleição segue acirrada

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (4) foi encomendada pela TV Verdes Mares. Margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Em votos válidos, o ex-governador marca 50,5% das respostas e poderia ser eleito no primeiro turno; margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos

O instituto entrevistou 1.204 eleitores entre 31 de agosto e 2 de setembro, em 59 municípios cearenses

Datafolha divulgada em 13 de agosto, antes do início da campanha eleitoral, mostrava Ciro com 52% das intenções de voto, contra 33% de Elmano

Levantamento foi realizado entre os dias 31 de agosto e 2 setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Vera Lúcia (Novo), Danilo Soares (Democrata) e Serley Leal (UP) marcaram 1% cada um

É a primeira pesquisa do instituto no estado após o início oficial da campanha

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