Cleitinho afirma que segue como pré-candidato a governador de Minas Gerais
7 veículos de centro · 4 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
11 fontes políticas
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11 fontes políticas
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) desistiu em 3 de agosto de disputar o governo de Minas Gerais, encerrando uma semana de conflito com a direção do próprio partido. Líder isolado nas pesquisas, ele faltou à convenção estadual de 25 de julho, foi declarado fora da disputa pela legenda em 29 de julho, reagiu no mesmo dia reafirmando a pré-candidatura em coletiva em Divinópolis e recuou após reunião em Brasília, citando o luto pela morte do irmão. Enquanto isso, PT, MDB e PSD oficializaram suas candidaturas ao Palácio Tiradentes.
O campo conservador perdeu, por indecisão e por decisão de cúpula partidária, o pré-candidato mais competitivo de Minas Gerais. Cleitinho liderava com folga todas as pesquisas e chegou a dizer que quase metade do eleitorado queria sua candidatura, mas a executiva nacional entendeu que a demora em confirmar o nome inviabilizou as alianças e vetou a disputa.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Toda a cobertura converge em três pontos: Cleitinho liderava com folga as pesquisas para o governo de Minas Gerais, a direção do Republicanos declarou em 29 de julho que ele não seria candidato, e o senador acabou desistindo em 3 de agosto, atribuindo a decisão ao luto pela morte do irmão. Também há acordo de que o desfecho reorganiza o campo conservador mineiro em torno de Marcelo Aro (PP).
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) desistiu de disputar o governo de Minas Gerais na segunda-feira, 3 de agosto, encerrando uma das negociações mais acidentadas do calendário eleitoral no segundo maior colégio eleitoral do país. Ele anunciou a decisão em vídeo divulgado pelo próprio partido, depois de uma reunião em Brasília com o presidente nacional da legenda, e chorou ao pedir desculpas ao eleitorado mineiro. Disse que não teria condições pessoais de encarar uma campanha: o irmão, Matheus Azevedo, morreu em 18 de julho, após tratamento contra leucemia, e o senador afirmou que ainda precisava se recuperar.
A desistência interrompeu uma sequência de idas e vindas de pouco mais de uma semana. Cleitinho faltou à convenção estadual do partido, em 25 de julho, evento em que seu nome deveria ser homologado. Em 28 de julho, publicou nas redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial em que dialoga com o pai e o irmão já falecidos, e escreveu que seguiria na missão, mensagem lida por aliados como sinal de candidatura. No mesmo dia, uma pesquisa Genial/Quaest o colocou com 35% das intenções de voto no primeiro turno, contra 12% do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e 12% do deputado federal Patrus Ananias (PT); o governador Mateus Simões (PSD) aparecia com 6%. Dois dias depois, um levantamento do Real Time Big Data repetiu a liderança, com mais de 20 pontos de vantagem nos cenários em que o senador constava.
Na manhã de 29 de julho, as executivas estadual e nacional do Republicanos divulgaram nota afirmando que a ausência na convenção representou um fato político objetivo, com consequências inevitáveis, e que faltou ao senador a decisão firme de ser candidato de si mesmo. À noite, em coletiva na praça central de Divinópolis, sua cidade natal, Cleitinho reagiu, apresentou o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão como pré-candidato a vice e afirmou que manteria a candidatura. Na mesma fala, prometeu acabar com a apreensão de veículos por falta de IPVA e compensar a redução do imposto com taxação sobre mineradoras.
Não houve, no conjunto de matérias analisado, cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio, e esse é o lado ausente desta reportagem. A cobertura de centro concentrou-se na cronologia e nas regras do jogo: lembrou que não existem candidaturas avulsas no Brasil, que a filiação partidária tinha prazo até 4 de abril e que, por isso, a palavra final sobre a disputa cabia ao partido. Também deu espaço às convenções concorrentes, com o PT confirmando Patrus Ananias ao governo e Marília Campos ao Senado, o MDB lançando Gabriel Azevedo e o PSD homologando a reeleição de Mateus Simões, com Carlos Viana ao Senado. Veículos de direita enfatizaram o conflito interno e a disputa pelo campo conservador: destacaram o argumento do timing usado por dirigentes, a articulação em torno do ex-secretário Marcelo Aro (PP) como alternativa apoiada por PL e Republicanos, e a busca de um palanque para o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no Estado. Um veículo desse campo acrescentou ressalvas metodológicas às pesquisas, lembrando as divergências entre levantamentos e urnas em 2022.
Permanecem em aberto pontos decisivos. Não se sabe se o PL formalizará o apoio a Marcelo Aro, quem será o vice de Patrus Ananias, se Cleitinho apoiará algum candidato ou deixará o Republicanos, e qual será o efeito da desistência sobre os palanques mineiros de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro, tecnicamente empatados no Estado segundo a pesquisa da semana. As convenções partidárias vão até 5 de agosto, os registros devem ser entregues à Justiça Eleitoral até 15 de agosto e a votação ocorre em 4 de outubro.
Escolha foi confirmada durante convenção realizada em Belo Horizonte neste domingo (2). A chapa terá ainda Carlos Viana (PSD) na disputa pelo Senado.

Senador disse que não tem condições emocionais de disputar uma eleição após a morte do irmão mais novo, que lutava contra uma leucemia

Escolha foi confirmada durante convenção realizada em Belo Horizonte, neste sábado (1º), que também definiu nomes para vice e Senado.

Convenção realizada em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (31), confirmou as candidaturas da federação formada por PT, PV e PCdoB. Marília Campos sai ao Senado.

Pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data mostra como está o cenário eleitoral em Minas Gerais para 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Senador publicou vídeo com mensagem de que ‘seguirá na missão’; segundo Genial/Quaest, ele tem 35% das intenções de voto; Lula e Flávio empatam no Estado

Ele informou, porém, que ainda não conversou com o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, para oficializar a decisão

Mais cedo, o Republicanos afirmou que o senador não disputaria o cargo

Partido, em nota, havia sinalizado que senador não representará a sigla na disputa ao governo

Cleitinho não disputará governo de Minas Gerais, diz presidente do Republicanos G1

Leia mais sobre a confirmação de Cleitinho Azevedo como pré-candidato ao governo de Minas, mesmo com dúvidas do partido e apoio de Luís Eduardo Falcão

Nesta matéria: viés de centro.